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Tiago_Vaz_007 | Sep 2, 2025 5:25 AM
O que Esperar da Temporada de Outono de 2025
One Punch Man 3 – Em termos de história, tenho grandes expectativas para esta temporada do anime. Mesmo sem certeza de até onde a adaptação irá, caso avance até o ponto que espero, promete ser de longe a melhor temporada nesse aspecto. Outro ponto muito positivo, que já me arranca um enorme sorriso, é a presença da banda BABYMETAL na staff. No entanto, apesar desses aspectos animadores, o estúdio responsável continua o mesmo e, tecnicamente, a segunda temporada deixou muito a desejar. Pelo menos ainda não há informações sobre quem será o diretor, o que me mantém esperançoso. Spy x Family Season 3 – Apesar de ser chamada de terceira temporada, pode ser considerada a quarta, já que a primeira foi dividida em duas partes. Gosto muito dessa franquia e achei a proposta inicial do anime bastante refrescante em meio ao que vinha sendo lançado. No entanto, nesta nova temporada, a ideia já não soa tão inovadora. Mesmo tendo adorado a segunda temporada (que, para mim, superou até a segunda parte da primeira), sinto que começo a me cansar. Acredito que, se a trama avançar em um ritmo mais acelerado, com algumas passagens de tempo e acontecimentos realmente marcantes, posso voltar a me empolgar tanto quanto antes, ou até mais. Outro ponto que me agradaria seria ver o texto adotar um tom um pouco mais adulto e, ao mesmo tempo, mais verossímil. Boku no Hero Academia: Final Season – Mais uma temporada, e mais uma vez registro que não é o meu tipo de anime, já que abandonei ainda no primeiro episódio da primeira temporada. Dito isso, mesmo entre os fãs, a franquia já vem acumulando decepções há algumas temporadas. E para aqueles que ainda não se frustraram, é provável que isso aconteça agora, pois o final do mangá foi extremamente polêmico. A recepção negativa foi tamanha que foi produzido um outro final, mas que, ainda assim, deixou muito a desejar para grande parte do público. Fumetsu no Anata e Season 3 – Tudo o que a autora desta obra cria carrega algo que podemos chamar de verdadeira arte, sempre transmitindo com sutileza mensagens profundas, reflexivas e intensamente emocionantes, características próprias de uma obra-prima. Sou fã declarado deste anime, mas esta temporada avança além do ponto em que acompanhei o mangá de forma contínua. Por isso, minhas expectativas, embora positivas, ainda não estão totalmente formadas. Há certa apreensão, já que o pouco que li, em capítulos soltos da parte que será adaptada, não me agradou tanto. Ainda assim, espero sinceramente que essa impressão esteja equivocada, pois amo demais esta franquia. Quanto à produção, o diretor e o estúdio permanecem os mesmos da segunda temporada, que, a meu ver, brilhou sobretudo da metade em diante (até porque a trama do mangá nesse trecho é tão sublime que favoreceria qualquer adaptação). No entanto, a primeira parte da temporada sofreu com uma adaptação apressada, desperdiçando o potencial de cenas dramáticas importantíssimas. Talvez por isso a maioria considere a primeira temporada superior. Eu, no entanto, enxergo mais valor na segunda, justamente pela parte em que seria impossível até mesmo para essa direção comprometer a grandiosidade da obra. Tomodachi no Imouto ga Ore ni dake Uzai – Não compreendo bem os motivos de este ser considerado um dos animes mais aguardados da próxima temporada. Talvez parte da explicação esteja no fato de que os títulos abaixo dele não aparentam ser tão promissores, ou porque o gênero romance desta obra ainda tenha muita demanda e pouca oferta na temporada. Também pode ser mérito do material promocional, que apresenta cenas chamativas e personagens carismáticos, além de fazer o anime aparentar ser tecnicamente bem produzido. Dito isso, há vários pontos de ressalva. O mangá e a light novel não são bem avaliados, o estúdio responsável é pequeno, e o diretor, embora experiente, construiu sua carreira sobretudo na direção de episódios isolados, não de temporadas inteiras. Sua obra mais relevante como diretor-chefe é Kanojo, Okarishimasu, que, convenhamos, apesar de alguns acertos, não conseguiu explorar o verdadeiro potencial do mangá e ainda promoveu cortes e mudanças profundamente lamentáveis. Além disso, a proposta gira em torno de um triângulo amoroso, fórmula já repetida em incontáveis obras. E, embora os personagens tenham certo carisma, são essencialmente construídos a partir de estereótipos amplamente difundidos no gênero, o que, para muitos, pode soar cansativo. Tondemo Skill de Isekai Hourou Meshi 2 – Segunda temporada de um anime de produção mediana e proposta genérica. Impressiona um pouco vê-lo entre os mais aguardados; provavelmente isso se deve ao sucesso do antecessor, que, embora mal avaliado e igualmente genérico, conseguiu bons números de audiência e uma base significativa de membros no MAL. Quanto à proposta da obra, trata-se de uma comédia que mistura isekai, slime e comida. Mais do que isso, funciona como uma releitura de outros animes consagrados em um formato mais cômico. Saigo ni Hitotsu dake Onegai shitemo Yoroshii deshou ka – Um anime de vingança protagonizado por uma mulher abandonada, injustiçada e ridicularizada. Se a proposta se concentrasse apenas nesse aspecto, teríamos algo simples, mas com enorme potencial. O problema é que a protagonista decide executar sua vingança literalmente na base do soco, o que torna a premissa caricata e inverossímil. Ao assistir ao trailer, percebi também que, em termos técnicos, não há nada que sugira qualidade acima da média. Para completar, nos primeiros segundos senti uma forte simpatia, mas logo depois veio um misto de decepção e vergonha alheia. Ranma ½ (2024) 2nd Season – Não assisti à primeira temporada, tampouco à versão consagrada de 1989, com seus 161 episódios, nem mesmo li o mangá. Portanto, não me considero a pessoa mais qualificada para opinar sobre este anime. Ainda assim, se tivesse acompanhado a primeira temporada, muito provavelmente daria continuidade à segunda, principalmente pelo peso que o nome Ranma ½ carrega dentro da comunidade otaku, sendo considerado um verdadeiro clássico. Além disso, enxergo bastante potencial em sua proposta de comédia, desde que seja bem desenvolvida. Nageki no Bourei wa Intai Shitai Part 2 – Tentei assistir ao trailer, mas acabei dormindo, e não pretendo arriscar uma segunda vez. Fui então recorrer à sinopse, mas também adormeci na primeira tentativa (na segunda, ao menos, consegui concluir a leitura). O mangá não é bem avaliado, a primeira temporada do anime também não se destacou, e, ao meu ver, o maior problema é que tudo soa excessivamente genérico. Talvez a única característica minimamente distinta seja a proposta de um protagonista que, mesmo sendo fraco, continua ocupando o posto de líder de um grupo. 3-nen Z-gumi Ginpachi-sensei – Um spin-off de Gintama. Preciso repetir? É Gintama. Dispensa apresentações. Pelo trailer, a proposta parece ser uma mistura entre Gintama, Great Teacher Onizuka e Cromartie High School. Honestamente, acredito que será hilário, mas tenho minhas dúvidas sobre o quanto pode atrair quem não tenha assistido à obra principal por completo, mesmo sendo “apenas” um spin-off. Kekkon Yubiwa Monogatari II – Mais uma sequência nesta temporada, mais uma sequência de um anime isekai genérico, com produção mediana e mal avaliado no MAL, cuja primeira temporada eu não acompanhei. Para quem não lembra, é aquele anime vergonha alheia em que o protagonista precisa formar um harém se casando com cinco princesas para adquirir poderes. Se fosse apenas escrachado, até poderia render uma proposta hilária, mas no fim não passa de mais um isekai genérico, ainda por cima com o mesmo estúdio e o mesmo diretor. Watashi wo Tabetai, Hitodenashi – Uma sereia lésbica em busca de devorar uma colegial. KKKKKKK… Não dá! Se a putaria realmente corresse solta, eu até entenderia quem resolvesse assistir, mas duvido muito. Provavelmente vai se resumir só à sereia repetindo que quer “comer” a colegial. KKKKKK… Que bosta! Ansatsusha de Aru Ore no Status ga Yuusha yori mo Akiraka ni Tsuyoi no da ga – Vamos direto aos problemas: tanto o mangá quanto a novel são mal avaliados, e a proposta da obra é basicamente ser mais um isekai de ação, aventura e fantasia. Pelo trailer, percebe-se uma animação que em alguns momentos funciona muito bem, mas em outros recorre à computação gráfica que derruba o resultado geral, deixando-a pouco acima da média. Eu sei que não posso esperar de todas as produções o nível da Ufotable, mas ainda assim é frustrante. Por outro lado, há um bom cuidado no design de personagens e cenários, gostei bastante da música e da vibe da primeira metade do trailer. Além disso, confesso que tenho certa queda por animes com protagonistas overpower de tom mais dark, e obras que seguem essa fórmula geralmente atraem bastante público. Portanto, não acho que este anime vá ser um divisor de águas, mas aposto que terminará entre os mais populares da temporada. Sanda – Produção do estúdio Science SARU, conhecido por assumir projetos mais cult, experimentais e fora da caixinha, como Devilman Crybaby, Dandadan, Inu-Ō, Heike Monogatari e Eizouken. Antes mesmo de perceber que era da SARU, ao assistir ao trailer a primeira associação que me veio à mente foi justamente Dandadan. Diria que Sanda percorre um caminho próximo, mesclando mistério, ação e elementos surreais, mas sem a mesma intensidade de bizarrice. Logo, por não acreditar que alcance o nível de loucura de Dandadan, a consequência, deve ser de não ter o mesmo impacto em popularidade. Além disso, não me agradaram alguns dos designs de personagens. Pessoalmente, mistérios japoneses não me atraem, então provavelmente não acompanharei. Porém, para quem aprecia esse tipo de narrativa, que mistura suspense, ação e um toque de shounen escolar, pode ser uma obra interessante a se observar. Himekishi wa Barbaroi no Yome – Trata-se de uma comédia romântica ambientada em um mundo de fantasia medieval. Esse tipo de proposta já teve seu auge, e embora hoje não desperte o mesmo entusiasmo de antes, geralmente não entrega algo desastroso. Um ponto a favor é o número reduzido de personagens, o que, nesse formato, pode ser positivo, já que tende a concentrar o foco nos protagonistas e na dinâmica da comédia romântica. Ao assistir ao trailer, achei os personagens simpáticos, especialmente a protagonista feminina. No entanto, tenho algumas ressalvas: o estúdio é pequeno, o mangá original não tem avaliações muito favoráveis e resta saber se conseguirão equilibrar bem o humor e o romance, o que é o mais essencial para o sucesso da obra. Kakuriyo no Yadomeshi Ni – Esta é a segunda temporada, sendo a primeira lançada em 2018. Conseguir uma continuação após sete anos é algo notável, especialmente considerando que a primeira temporada não teve grande sucesso. Isso evidencia a escassez de novos materiais na indústria de animes. Quanto ao estúdio, trata-se de um bom estúdio, que realiza produções competentes. Logo, o trailer deste anime sugere que a obra está bem produzida, apesar de o diretor ser bem inexperiente. Com isso, não sei exatamente o que esperar desta temporada, mas não pretendo acompanhá-la, já que não assisti à primeira e não sou muito fã da temática sobrenatural envolvendo antropomorfismos e gourmet. Bukiyou na Senpai – Comédia romântica com personagens adultos, ambientada em contextos adultos e tratando de situações típicas dessa fase da vida. Em tese, é um anime voltado para o público adulto, mas, pela minha experiência com obras desse tipo, suspeito que não será tão madura assim. Pelo trailer, acredito que a comédia ficará restrita a alguns alívios cômicos, enquanto a narrativa se concentrará mais nos desafios da vida adulta, como trabalho, para desenvolver a trama e conduzir o romance entre os protagonistas. Pode sair algo interessante dessa obra, mas sua apreciação provavelmente dependerá mais do clima do espectador naquele momento do que da demografia à qual o anime se propõe. Kingdom 6th Season – Sexta temporada. Já escrevi textos sobre as temporadas anteriores, mas nunca assisti a nenhuma delas. Isso me deixa cansado de falar sobre a franquia, então não vou me alongar em críticas ou descrições, pois provavelmente apenas quem acompanhou as cinco temporadas anteriores se interessará por esta continuação. Uma Musume: Cinderella Gray Part 2 – Não é o primeiro anime que vemos com garotinhas meio humanas, meio animais, competindo em pistas como se fossem cavalos de corrida. Pessoalmente, não tenho interesse nesse tipo de obra, então não pretendo assistir. Ainda assim, posso notar que a primeira parte recebeu ótimas avaliações e parece bem produzida. Além disso, é um anime voltado para o público adulto, o que pode permitir textos e tramas mais complexas. Por fim, essa obra se tornou uma das favoritas do Rodrigo, o que já justifica ao menos dar algum crédito à possibilidade de assistir. Chitose-kun wa Ramune Bin no Naka – Tomara que esse trailer não esteja me iludindo e que a obra se mantenha nesse nível, porque tudo parece muito lindo, detalhado, fluido e bem animado, o que me conquistou. A obra trata-se de uma comédia romântica escolar, com um protagonista atraente que provavelmente conquistará algumas garotas interessantes. Não é uma proposta inovadora, e o anime parece bem voltado para o público adolescente. Além disso, está sendo produzido por um estúdio especializado nesse tipo de obra. Com isso, concluo que terá grande sucesso entre o público-alvo, mas, a menos que haja algum diferencial que eu ainda não conheça, não deve se destacar além disso. Wandance – Confesso que, como a maioria, geralmente fico receoso com animes que envolvem dança e música. No entanto, sempre surgem alguns bons, e talvez este seja um deles. O que mais chamou minha atenção é a problemática do protagonista gago, um elemento que certamente enriquece o conteúdo, provoca reflexões e pode render bons momentos dramáticos. O estúdio responsável é a Madhouse, que tem demonstrado um retorno à forma que o consagrou, como vimos em Sousou no Frieren. Também gostei de alguns designs de personagens e de trechos do trailer. Além disso, o mangá original possui avaliações relativamente positivas, o que aumenta as expectativas em torno da adaptação. Akujiki Reijou to Kyouketsu Koushaku – Mais um anime gourmet, mais um baseado em comer carne de monstros. Em Shokugeki no Souma o gourmet funciona porque são pratos reais, preparados com ingredientes de verdade, e além disso a obra oferece muito mais do que apenas o elemento culinário. Já em Dungeon Meshi, embora os ingredientes sejam monstros, convenhamos que quase ninguém assiste por esse detalhe: trata-se apenas de um recurso para problematizar o enredo. O que realmente atrai o público ali é a aventura, a ação e o drama. Chichi wa Eiyuu, Haha wa Seirei, Musume no Watashi wa Tenseisha – A premissa traz uma garotinha com poderes mágicos sobre os elementos da tabela periódica, que ainda por cima é a reencarnação de um cientista do mundo real em um mundo fantasioso. O problema é que não há nada aí que sugira uma problemática instigante ou sequer um gancho capaz de despertar interesse. O que realmente se destaca são clichês reciclados e escolhas criativas de gosto, no mínimo, questionável. Mushoku no Eiyuu: Betsu ni Skill Nanka Iranakatta n da ga – A trama se passa em um mundo de fantasia onde um garoto, filho de alguém importante, aparentemente nasce sem talentos, mas no fundo possui um grande poder e, por isso, não recebe uma classe de habilidades. Em resumo, mais uma variação da desgastada história do herói com talento oculto que inevitavelmente será despertado. A questão é: o que mais essa obra pode oferecer além desse clichê batido? Até agora, tudo aponta para uma narrativa pobre e sem atrativos. Sekai Munchkin: HP1 no Mama de Saikyou Saisoku Dungeon Kouryaku – A proposta é interessante, com uma introdução bastante satisfatória, mas, indo direto ao ponto do que se trata, é uma história de sobrevivência em que um casal de irmãos precisa atravessar uma dungeon com apenas um ponto de HP. Só pela premissa, apostaria bastante neste anime. No entanto, há alguns pontos de alerta: é o primeiro anime produzido por este estúdio e o mangá original não é muito bem avaliado, o que gera dúvidas sobre a qualidade do desenvolvimento da história e a capacidade do estúdio em entregar algo consistente. Yasei no Last Boss ga Arawareta! – A história acompanha a protagonista, que foi reencarnada ou transportada para o corpo da antagonista de outro mundo de fantasia, que não é mais um jogo. O tema central é a reviravolta de papéis, em que a clássica vilã ou antagonista se torna a protagonista. A premissa em si não é ruim, mas carece de elementos que tornem a narrativa mais envolvente e impactante. Ao assistir ao trailer, alguns designs de personagens me pareceram genéricos ou estranhos, enquanto os gráficos, de forma geral, aparentam ser medianos e comuns. A trilha sonora também não se destaca, mantendo um tom genérico e pouco memorável. Ao no Orchestra 2nd Season – Existem animes que exploram a temática musical e se tornam verdadeiras obras-primas, mas, de forma geral, não sou muito fã desse tipo de abordagem e não tolero qualquer produção. Além disso, há inúmeros exemplos de obras desse gênero que são ruins, o que aumenta minha desconfiança. Esta é a segunda temporada, mantendo o mesmo estúdio e o mesmo diretor, sendo que a primeira temporada foi um fracasso tanto em público quanto em avaliação. Portanto, tenho ainda mais motivos para desconfiar. Esperar algo diferente repetindo a mesma fórmula não parece ser uma decisão inteligente. Tensei Akujo no Kuro Rekishi – Finalmente um shoujo típico nesta temporada. A trama gira em torno da protagonista, que reencarna como a vilã das próprias histórias que escrevia. Pelo menos, desta vez, não se trata de um jogo que ela jogava. Já assisti a alguns shoujos e gostei de vários, mas devo admitir que não sou o público-alvo desse tipo de obra e não curto harem reverso. Dito isso, assisti ao trailer e tudo pareceu muito bonitinho e romântico, a típica obra que, se eu fosse uma garota, provavelmente apreciaria, apesar de ser produzida pelo famigerado estúdio Deen. Shinjiteita Nakama-tachi ni Masmorra Okuchi de Korosarekaketa ga Presente "Mugen Gacha" de Nível 9999 no Nakama-tachi wo Te ni Irete Moto Membro do Grupo para Sekai ni Fukushuu & "Zamaa!" Shimasu! – Anime de vingança em que o protagonista é expulso de sua guilda e traído pelos antigos companheiros, mas consegue escapar e cai na masmorra mais perigosa do reino. Com a ajuda de sua habilidade mágica Gacha Ilimitado, ele invoca por sorte lutadoras de nível 9999. Três anos depois, construiu um reino dentro da masmorra e agora planeja se vingar de seus traidores. Propostas de vingança sempre mexem comigo, e curto um herói overpower, ainda mais quando está cercado por garotas poderosas e atraentes. O ponto negativo é que o mangá original não possui avaliações muito boas. Ainda assim, é um anime que vale a aposta; mesmo que não se torne uma obra-prima, dificilmente causará arrependimentos a quem decidir assistir. Yano-kun no Futsuu no Hibi – Romance escolar ambientado no ensino médio. A problemática gira em torno do protagonista masculino, desajeitado e propenso a acidentes, e da protagonista feminina, que deseja ajudá-lo. A obra lembra Shikimori-san, mas difere em idade dos personagens, gráficos e realismo: em Shikimori-san, a protagonista possui força descomunal para proteger e auxiliar o protagonista. A impressão que tenho é que este anime pode sofrer do mesmo problema de Shikimori-san, que é ter uma proposta simples demais para sustentar uma trama ao longo de vários episódios. No caso de Yano-kun no Futsuu no Hibi, por não contar com uma heroína com habilidades extraordinárias, o potencial narrativo parece ainda mais limitado. Kao ni Denai Kashiwada-san to Kao ni Deru Oota-kun – Mais um romance escolar. A problemática central gira em torno do contraste entre o excesso de expressões faciais e corporais do protagonista masculino e a completa ausência de expressividade da protagonista feminina. Esse contraste cria um vínculo sutil entre os dois, dando origem ao romance. Pessoalmente, sou cético quanto à capacidade de apenas esse recurso sustentar narrativas interessantes ao longo de uma temporada inteira. Além disso, é segundo anime do estúdio. Kimi to Koete Koi ni Naru – Uma coisa que realmente me causa desconforto em animes é o romance entre seres antropomórficos e humanos. Entendo que haja uma intenção metafórica por trás dessas aparências, mas, no fim das contas, continua sendo uma representação de zoofilia, o que considero problemático e inaceitável. Doentio! Mikata ga Yowasugite Hojo Mahou ni Tesshiteita Kyuutei Mahoushi, Tsuihou sarete Saikyou wo Mezashimasu – Um herói rejeitado por ser considerado fraco encontra uma nova chance ao se juntar a outro grupo, com o objetivo de se tornar cada vez mais forte e provar seu verdadeiro valor. O diferencial dessa obra está no fato de que o protagonista nunca foi realmente fraco, mas sim seus antigos companheiros. Ele sempre se concentrou em magias de suporte, fortalecendo os outros ao invés de brilhar sozinho. É verdade que a proposta carrega muitos elementos já bastante explorados no gênero, mas há nuances que podem tornar a obra interessante e justificar sua apreciação por alguns espectadores. Sozai Saishuka no Isekai Ryokouki – Um isekai de fantasia focado na exploração e na coleta de itens raros e recursos valiosos, incluindo certos alimentos exóticos tratados quase como tesouros. A ação aqui é mínima, quando não inexistente. Para ser franco, considero a proposta limitada e de baixo impacto emocional, sem grandes atrativos para sustentar uma trama realmente envolvente. Kikaijikake no Marie – A trama acompanha a convivência entre Arthur, um herdeiro rico e cético em relação aos humanos, e Marie Evans, uma ex-prodígio das artes marciais que, endividada, aceita trabalhar como empregada contratada pelo mordomo de Arthur, fingindo ser um robô. A obra bebe de alguns elementos clássicos, mas tenho que admitir que há uma certa originalidade nesse romance, justamente o que mais valorizo. Não precisa ser totalmente original: pode recorrer a clichês e recursos genéricos, desde que saiba misturá-los e trazer algumas inovações relevantes. Taiyou yori mo Mabushii Hoshi – Shoujo escolar sobre a garota pouco popular que se apaixona pelo garoto mais popular, simpático e atleta de futebol da escola. Mas o que isso realmente oferece de incomum em relação à vida real? Garotas não se sentem atraídas por caras assim o tempo todo? Francamente, não vejo nada de extraordinário, e o comum é desinteressante. Talvez o único atrativo seja servir como escapismo para quem sonha viver esse tipo de romance idealizado, mesmo que apenas na ficção. Towa no Yuugure – A história se passa em um mundo pós-apocalíptico, em ruínas e governado pela organização OWEL. Após despertar de um longo sono criogênico, o protagonista encontra uma garota extremamente poderosa que se assemelha à sua antiga namorada. A trama se desenvolve quando ele aceita viajar com essa garota recém-conhecida, enquanto busca sinais de sua antiga amada. Pelo trailer, percebe-se que o anime é bem produzido, com cenas de ação visualmente impressionantes e um tom dramático consistente, abordando dilemas reflexivos. Entre eles, destacam-se questionamentos sobre o verdadeiro significado dos vínculos afetivos e do casamento tradicional, que nesse mundo foi substituído pelo sistema "Elsie". A obra apresenta, assim, conteúdo sólido para uma trama envolvente e elementos capazes de prender a atenção. Chanto Suenai Kyuuketsuki-chan – Romance escolar em que o protagonista vai ajudar seu interesse amoroso, uma colega de classe vampira, a aprender a chupar sangue corretamente. KKKKK… Grande problemática! Egao no Taenai Shokuba desu – Um anime de um estúdio novo que aborda a vida de uma artista iniciante de mangá shoujo. Curiosamente, o anime é dirigido por uma mulher e traz um elenco de personagens inteiramente feminino: a editora, a assistente e a própria mangaká. Soa irônico, talvez autobiográfico, e certamente oportuno. Se eu fosse um crítico de premiações, formadas por gente da própria indústria, provavelmente avaliaria bem, já que críticos costumam ter simpatia por obras que falam do próprio meio. Mas não sou esse tipo de crítico, e minha experiência com animes sobre a indústria de mangás nunca foi das melhores. O trailer também não ajuda: mediano, genérico, e igual a outros vinte que já vi nesta temporada. Parece que todos saem da mesma fábrica de "Ctrl+C/Ctrl+V". Eu até gosto de algo mais adulto, que dialogue com a cultura otaku, mas o maior problema aqui é a falta de uma trama clara. A proposta parece ser apenas alguém falando do próprio trabalho e tentando tirar comédia disso. Sawaranaide Kotesashi-kun – Pela capa, parece um anime de esporte, mas o esporte é apenas um detalhe secundário. Nos primeiros segundos do trailer, a impressão que tive foi de um Sono Bisque Doll dos esportes. Porém, ao final, ficou claro: trata-se de um harém que só não virou hentai por muito pouco. Não é apenas um anime com pitadas de ecchi; a proposta central é ser ecchi. A trama gira em torno de um massagista de belas garotas atletas que chegam ao orgasmo durante as sessões. Para completar, ele ainda é o administrador do dormitório e responsável pelo bem-estar físico e psicológico delas. KKKKKK… É como colocar uma raposa para cuidar do galinheiro. Shuumatsu Touring – Uma tradução possível para o título seria Andando de moto no fim do mundo. O anime tenta transmitir uma atmosfera positiva, um certo alto-astral diante do apocalipse. É quase como oferecer ao prisioneiro prestes a ser fuzilado o direito ao último cigarro. Trata-se de um seinen com texto profundo, reflexivo, sério e impactante. No entanto, para mim, é difícil encarar uma obra cuja proposta é mostrar talvez as últimas sobreviventes do Japão viajando de moto por um mundo em ruínas e ainda assim se divertindo, como se fosse uma despedida. Para quem se dispõe a refletir, a experiência se torna muito pesada, e paradoxalmente, a tentativa de dar um olhar otimista só reforça essa carga, tornando tudo ainda mais melancólico. Gnosia – Assistindo ao trailer, a primeira coisa que pensei foi: isso está sensacional. Visualmente bem produzido, com uma atmosfera que remete ao cyberpunk. Logo fui ver quem estava por trás e, para minha alegria, era a Aniplex. E faz sentido, porque essa obra segue exatamente a linha que a produtora costumava apostar e que lhe consagrou como nome de sucesso: grandes produções de ficção científica. A trama se passa dentro de uma nave onde, entre os tripulantes, há um alienígena disfarçado de humano que tenta eliminar os demais. O resultado é um clima de paranoia absoluta, em que todos desconfiam de todos e cada decisão pode ser a última. Em certos aspectos, lembra Alien, o Oitavo Passageiro. Em suma, é suspense bem produzido, tenso, com ficção científica e um jogo de sobrevivência. Toujima Tanzaburou wa Kamen Rider ni Naritai – Este anime é claramente voltado para um público bastante nichado, mas que promete um forte apelo emocional para quem se encaixa nele. O alvo principal são homens mais velhos, próximos dos 40 anos ou acima. Isso não apenas porque o protagonista tem essa idade e está correndo atrás do sonho de infância, mas também porque sua fantasia é ser um Kamen Rider. A obra mergulha no universo do super sentai, gênero que até hoje segue vivo no Japão, mas cujo auge mundial aconteceu entre os anos 80 e início dos 90. É justamente para esse público saudosista, que cresceu nesse período, que o anime se destina. Oferecendo uma dose de nostalgia embrulhada em fantasia heroica. Let's Play: Quest-darake no My Life – Uma comédia romântica voltada para gamers, mas com uma proposta um pouco diferente do habitual. A protagonista é uma desenvolvedora de jogos prestes a realizar seu sonho com o lançamento de seu primeiro videogame. Tudo parece caminhar bem, até que um streamer famoso faz uma crítica mordaz ao seu jogo. Para piorar, ela descobre que o crítico problemático agora é seu novo vizinho, misturando romance, comédia, ansiedade social e conflitos profissionais de forma divertida. Debu to Love to Ayamachi to! – Anime sobre uma garota gorda e considerada feia que se apaixona por alguém extremamente bonito. Apesar de provavelmente ter momentos cômicos, a obra não me agrada, principalmente pela mensagem que transmite. Ela sugere que basta ter autoconfiança, se aceitar e se achar bonita para que o mundo a aceite e lhe ofereça tudo o que deseja, sem esforço real, apenas mudando a percepção sobre si mesma. Na prática, isso é enganoso e pouco útil: obesidade não é apenas uma questão estética, mas também de saúde. Não gosto que esse tipo de ilusão seja vendido, mesmo dentro de uma fantasia. Shabake – Gosto de animes ambientados em épocas passadas do Japão, ou seja, históricos. O que geralmente não me agrada é quando o elemento sobrenatural se torna o foco central da obra. Nesse caso, a proposta é ainda mais peculiar: o protagonista é guiado, protegido e auxiliado por demônios para resolver casos de assassinato, em uma espécie de versão japonesa do Sherlock Holmes. Ninja to Gokudou – Anime do estúdio Deen, o que já causa certo receio só de ouvir o nome Deen, agravado pelo fato de o diretor ser o mesmo de Tokyo Ghoul:re. A proposta central gira em torno de uma guerra entre ninjas e yakuzas, que é inesperadamente abalada por um bromance entre um membro de cada grupo. Honestamente, não consigo enxergar nada de realmente interessante em uma trama que parece se resumir a esse bromance. Potion, Wagami wo Tasukeru – Um isekai em que o protagonista descobre um livro que lhe concede um poder especial: ao dizer a palavra “criar”, ele consegue produzir poções. Basicamente, toda a premissa gira em torno de criar poções enquanto ele tenta encontrar uma forma de voltar para o Japão. Sinceramente, alguém pode me explicar o que há de realmente interessante nisso? Nohara Hiroshi: Hiru Meshi no Ryuugi – Uma comédia gourmet centrada em um assalariado e nas atividades cotidianas típicas de sua rotina. Alguém consegue encontrar alguma motivação para assistir a isso? Nem eu. Hyakushou Kizoku 3rd Season – Anime de comédia com produção bastante simples e episódios de apenas 4 minutos. Não sei exatamente qual é a trama; tudo que sei é que envolve algumas vacas e já está na terceira temporada. Por isso, não pretendo assistir, só o faria se ainda assistisse TV e o pegasse passando entre um programa e outro. SI-VIS: The Sound of Heroes – Animes musicais sempre despertam a suspeita de serem, na verdade, propagandas de bandas ou músicas disfarçadas de anime. Pelo menos a sinopse desse afirma que os protagonistas são heróis disfarçados, mas eu diria que provavelmente é o contrário. KKKKKK… No fim das contas, não encontrei nada de realmente interessante nessa obra. Kagaku x Bouken Survival! 2nd Season – No MyAnimeList não há sinopse disponível, seja desta temporada, da primeira ou mesmo do especial. Apenas em um dos dois filmes encontramos uma breve descrição de uma linha. Trata-se, de fato, de um anime educacional, sem qualquer preocupação em oferecer uma narrativa envolvente, mensagens sutis ou textos elaborados. O objetivo aqui não é entreter, mas ensinar da forma menos sutil e sem qualquer outro compromisso. Chato! Gânglio – A trama acompanha um soldado de baixo escalão a serviço da corporação Ganglion (basicamente um dos capangas da Rita, de Power Rangers), cuja missão é ajudar nos planos de dominação mundial. Seguir a rotina de um “soldadinho raso” não parece nada empolgante à primeira vista. Porém, a obra tenta ganhar relevância explorando dilemas de moralidade ambígua, como a escolha entre a lealdade corporativa e a justiça, além de trazer temas de controle autoritário, drama, ação e toques de ficção científica. O problema é que este é o primeiro anime do estúdio e, até agora, não há sequer um trailer disponível. Monster Strike: Deadverse Reloaded – É perfeitamente possível inserir a propaganda de um jogo em um anime ou adaptar um jogo para esse formato e, ainda assim, entregar algo que funcione, às vezes até algo muito bom. Porém, não parece ser o caso aqui. Monster Strike soa mais como uma propaganda mal disfarçada do que como um anime de verdade. Shibuya♡Hachi Part 4 – Anime de apenas dois minutos por episódio, prefiro me abster de comentar. Muzik Tiger In the Forest 2nd Season – Anime de apenas um minuto por episódio, prefiro me abster de comentar. Jochum Season 2 – Também um anime de um minuto por episódio, prefiro me abster de comentar. Chikyuu no Latair – Não há informação clara sobre a duração dos episódios, mas é provável que sejam cinco episódios de um a dois minutos cada. Diante disso, também me abstenho de comentar. Alma-chan wa Kazoku ni Naritai – A história gira em torno de uma androide que deseja compreender a humanidade, criar vínculos e entender a relação do casal que a acolheu. Esse enredo poderia funcionar bem como subtema dentro de uma trama mais ampla, mas, isolado, soa limitado. Sustentar uma temporada inteira apenas nisso tende a ser maçante. Além disso, o trailer não ajuda: o design da robô é incomodo, genérico, sem vida, o oposto do que se espera de um “robô com alma”. |
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Tiago_Vaz_007 | Jul 1, 2025 1:53 PM
Respondendo ao infame vídeo de Jhon Pinóquio.
Para quem apontava o Ig0y como mentiroso, parece que o próprio John está assumindo bem o papel. https://youtu.be/8mkcuJhIQus?si=PGVsiPdJ6VMXjCwu Jhon questiona que a confissão do Ig0y não foi pontual, mas curiosamente não apresenta nenhum exemplo concreto que sustente essa afirmação. Ele não menciona nenhuma outra confissão feita pelo Ig0y além das que já mencionei, o que seria essencial para provar que estou equivocado. Falar que eu "não estou por dentro da situação" é fácil; difícil mesmo é apresentar evidências para validar essa acusação. Sobre a curiosa demonstração de surpresa do Jhon em relação ao fato de Alexandre ter feito um vídeo, vale lembrar que Alexandre abordou o caso do Ig0y em uma live. Lives, afinal, também são vídeos. Além disso, Alexandre foi além e publicou um corte dessa live no canal de cortes do Jumentossauro, adaptando-o ao formato mais típico de vídeos do YouTube. O mais intrigante, porém, é ver Jhon expressar surpresa pelo fato de Alexandre ter feito essa live, sendo que ele próprio participou dela. Ao tentar refutar o argumento de que toda a comunidade sabia que o Ig0y fake listava, Jhon cita como justificativa o fato de cerca de 300 pessoas acompanharem as lives do Ig0y. Vamos analisar isso: ele mencionou 300 pessoas, não 300 mil. É evidente que a comunidade de otakus falante da língua portuguesa que conhecia o Ig0y é imensamente maior, abrangendo um público vastamente mais amplo do que o nicho restrito das pessoas que assistiam ao canal. Quando digo que toda a comunidade sabia, é claro que se trata de uma generalização, com exceções evidentes, como as que mencionei no próprio texto, incluindo pessoas extremamente burras e pré-adolescentes. Além disso, Jhon ignora um ponto crucial ao fazer essa falácia non sequitur: grande parte do público que acompanhava o Ig0y sabia que ele fake listava e simplesmente não se importava. Conheço pessoas que assistiam às lives do Ig0y e afirmavam que ele fake listava. Para muitas delas, era evidente que uma parte significativa das obras que ele dizia ter completado, talvez 20%, 30% ou até mais, não correspondia à realidade. Ainda assim, essas pessoas o acompanhavam e algumas até lhe davam credibilidade, não pelas listas, mas pelos argumentos que apresentava sobre as mídias que dizia consumir. Fossem argumentos bons ou apenas polêmicos, fossem dele ou baseados em estudos de terceiros, o que o Ig0y entregava eram coisas que seu público queria ouvir. Ademais, havia uma parcela das obras que ele de fato havia consumido e sobre a qual podia falar com propriedade. Por isso, o seu conteúdo não pode ser invalidado totalmente por conta de uma fake list. Além disso, muitos o seguiam pelas discussões sobre temas variados que ele abordava, como futebol e política, ou mesmo apenas pelo espetáculo, muitas vezes sem qualquer relação com listas de animes ou jogos. Em suma, a audiência do Ig0y era multifacetada, e reduzi-la à questão das fake lists revela uma análise superficial por parte do Jhon. Sobre a vida social do Ig0y, o John começa misturando questões pessoais com acadêmicas, acusando-o de ser um péssimo aluno e de ficar em recuperação. Primeiro, não sei se o Ig0y era realmente um mau aluno, pois ele nunca apresentou seu histórico acadêmico, e o John não tem como provar essa alegação. Segundo, desconheço a existência de recuperação em cursos de Engenharia Elétrica em universidades federais. Terceiro, mesmo que o Ig0y fosse o pior aluno possível, seria inviável ele concluir o curso sem investir milhares de horas em casa resolvendo cálculos e estudando, além das muitas outras horas frequentando aulas na universidade. Quarto, é difícil acreditar que alguém considerado mau aluno tenha entrado jovem na universidade e conseguido concluir o curso no tempo regular, especialmente considerando que menos de 5% dos estudantes de engenharia alcançam esse feito em cinco anos. Já discuti esse assunto da vida acadêmica do Ig0y com o Rodrigo. Considerando minha graduação em Engenharia Civil por uma universidade federal e o período em que também cursei Engenharia Elétrica, chegamos à mesma conclusão: ou o Ig0y fake listou sobre muita coisa, ou simplesmente não cursou Engenharia Elétrica. A única conclusão que jamais faríamos seria a de John, de que o Ig0y poderia ser um mau aluno e, por isso, não fake listar. Mais absurdo ainda é John acreditar que as pessoas desconfiavam do Ig0y apenas por desconhecerem que ele era um mau aluno, um tipo de pseudocult. John debocha do trabalho do Ig0y, afirmando que não sabia que ele fazia muita coisa e reduzindo suas produções a um simples "reactzinho". No entanto, até mesmo para produzir um react minimamente decente, é necessário estudar o assunto a fundo e preparar um roteiro. Assim, mesmo que o Ig0y fake listasse, seus argumentos eram infinitamente mais sólidos do que os de John e TH. Além disso, o Ig0y não se limitava a um único tema no qual pudesse concentrar todo o seu tempo e energia. Ele abordava futebol, budismo, política, símbolos, entre outros assuntos, o que exigia um esforço considerável de pesquisa e dedicação. Isso tornava o trabalho do Ig0y incomparavelmente mais exigente e elaborado do que qualquer coisa feita por John ou TH. John distorce o que eu digo ao fazer uma interpretação esdrúxula do meu texto, alegando que eu afirmo não haver argumentos. Quando digo que “é quase impossível alguém apresentar argumentos sobre suas tramas que o constranja, pois quase ninguém as assistiu”, refiro-me especificamente a argumentos baseados nas tramas de obras antigas que praticamente ninguém assistiu, e não a uma ausência geral de argumentos. O simples fato de essas tramas serem difíceis ou praticamente impossíveis de serem encontradas e consumidas já configura um argumento que aponta para a provável existência de uma fake list. Em determinado momento do vídeo, John afirma que eu teria um ódio genuíno por ele, supostamente motivado pelo fato de ter tentado me entrosar com ele e ter sido bloqueado. A autoestima desse rapaz é realmente impressionante, mas devo dizer que essa alegação é uma completa novidade para mim. Não sabia que havia sido bloqueado pelo John e não me recordo de ter tentado me entrosar com ele em algum momento. O fato é que, por ter mencionado John em meu texto sobre o Ig0y, achei justo enviar uma cópia desse texto para ele. E adivinhem: ele recebeu o texto nos comentários, o que significa que não estou bloqueado por ele, se é que algum dia estive. https://myanimelist.net/profile/Joh_n John tenta argumentar que não se beneficiava da relação com o Ig0y, afirmando que já era famoso antes mesmo de sua existência. Mas, convenhamos: desde quando John é famoso? Sério mesmo? Ele sempre foi conhecido apenas como o palhaço das lives do Alexandre, alguém que fazia comentários absurdos, sem credibilidade e sem nada próprio que o destacasse. Na verdade, John era um dos que mais precisavam se apoiar no Ig0y para ganhar alguma visibilidade e credibilidade, além de alcançar um público novo e mais nichado. Isso, aliás, independe do tamanho de qualquer criador de conteúdo, já que até mesmo criadores grandes frequentemente buscam alavancar mais relevância associando-se a outros nomes. John tenta justificar que o TH não se beneficiaria da relação com o Ig0y, argumentando que o canal dele tem o dobro de visualizações da END. Contudo, essa lógica é falha, pois mesmo que a END fosse menor, isso não impediria o TH ou qualquer outro criador de se beneficiar da associação. Além disso, uma análise simples dos números revela que a alegada superioridade do canal do TH não se sustenta no YouTube. Dados disponíveis no Social Blade mostram que os números medíocres do canal do TH não superam os da END. Distopia Clips: https://socialblade.com/youtube/channel/UC6U-Fyh5U9CDE0KhUtWPrmA Cortes da End: https://socialblade.com/youtube/channel/UCJIlEsF-hSIuMYZsUiyr29g No caso do PC Siqueira, Jhon demonstra uma evidente falta de capacidade interpretativa. O que fiz foi apenas um paralelo sobre a maneira como os amigos o abandonaram, não porque ele tivesse feito algo diretamente contra eles, mas por questões de imagem. Poderia, inclusive, ter citado outros exemplos semelhantes. Quero deixar claro que, em momento algum do meu texto sobre Ig0y, defendi o PC Siqueira, como Jhon tenta insinuar no vídeo. Para traçar esse paralelo, o teor das acusações feitas contra ele ou sua veracidade eram completamente irrelevantes. No entanto, em relação ao caso do PC Siqueira, vale mencionar que todos os equipamentos eletrônicos encontrados em sua residência foram apreendidos pela polícia, incluindo celular, computador e HDs externos. Após perícias detalhadas, nas quais se buscou qualquer arquivo, mesmo que apagado, que pudesse servir como prova, o caso foi arquivado por falta de evidências, tudo isso antes do PC cometer suicídio. De acordo com o Estadão, “os peritos concluíram que o youtuber não armazenou ou compartilhou fotos ou vídeos de conteúdo pornográfico de menores de idade, não teve conversas com outras pessoas sobre o tema e tampouco fez buscas em sites de pesquisas a respeito do assunto”. https://www.estadao.com.br/emais/gente/pericia-policial-nao-encontra-provas-de-pedofilia-contra-pc-siqueira/?srsltid=AfmBOoqD2S_c-QGtMVH-6XQailDop8I7NdIXyJGpyDp7U7QeO8rNs01M PC Siqueira foi acusado, por meio de um perfil anônimo no Twitter, de cometer “crime de pedofilia”, o que gerou uma intensa mobilização social e virtual, um lixamento, agravando seu estado depressivo. Após três anos sofrendo ataques à sua honra pelas plataformas digitais, ele acabou tirando a própria vida. Seu suicídio foi resultado do abalo psicológico causado pelo cancelamento e pelo abandono dos amigos. Além disso, PC nunca foi investigado pela justiça pelo crime que John lhe atribui. O suposto delito investigado foi o recebimento, pelo WhatsApp, de uma foto nua de uma menor de idade, enviada pela própria mãe da garota, e a eventual armazenagem dessa imagem. O crime apurado foi o de armazenagem dessa foto. Por fim, não me importa se PC era “Jack” ou não, pois não estou aqui para defendê-lo ou acusá-lo. Contudo, pelos áudios disponíveis (se é que são verdadeiros) nada indicava, para mim ou para a polícia, que ele tenha solicitado essa foto ou sentido qualquer tipo de prazer com ela. Além disso, não deveria me surpreender com o ímpeto feroz do John em atacar, cancelar e exibir sua virtude lacradora, sem se importar com as consequências de seus atos irresponsáveis. Com relação ao texto da Manji, que o John desdenha por não ter lido, tenho plena certeza de que o Ig0y o leu, pois era de seu interesse. Quanto ao TH, também enviei o texto diretamente a ele por mensagem. Se o TH leu ou não, isso não altera o fato de que nem ele nem o Ig0y me refutaram, apesar do TH afirmar que o Ig0y teria “gabaritado” algo que nem ele próprio é capaz. Ademais, se sou tão “burro” quanto dizem, não deveria ser complicado responder a um texto meu. Como o Ig0y poderia continuar na END como o John afirma, com o TH, um dos donos do projeto, declarando não querer mais nenhum tipo de contato com ele? Como seria possível sua permanência se o Over ameaçava sair caso ele continuasse? Não é evidente que a saída do Ig0y foi, na verdade, uma expulsão? Pior ainda, como o Ig0y poderia se defender em uma live onde o Over ou qualquer outra pessoa controlasse o que ele poderia dizer, o interrompesse constantemente e o acusasse? Como o John afirma, o Ig0y estava sendo pressionado, encurralado segundo suas próprias palavras, para confessar. E, logo após sua confissão, foi traído por aqueles que o ameaçavam com o rompimento da amizade, sendo que a amizade foi cortada de qualquer forma. Mas será que ele realmente precisava confessar? Consigo pensar em várias formas de ele escapar da situação sem admitir nada. Por exemplo, ele poderia ter inventado uma desculpa qualquer (como alegar estar doente ou enfrentar um problema familiar), sair da live e voltar alguns dias depois, já tendo jogado o que fosse necessário para evitar suspeitas. Mas ele não fez isso. Ele confessou voluntariamente porque o fardo de sustentar a mentira se tornou insuportável. Isso não elimina o erro, mas expõe uma dimensão humana da situação que não pode ser ignorada. |
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Tiago_Vaz_007 | Jun 30, 2025 7:59 AM
Sobre o caso do Ig0y.
Uma defesa imerecida, mas necessária. Nos últimos dias, como muitos já sabem, o Ig0y realizou uma live de longa duração, “live infinita”, na qual revelou ter incluído, de forma não totalmente honesta, em suas listas de completos um anime e dois títulos de jogos. Trata-se de uma confissão voluntária e pontual, acompanhada de justificativas que amenizavam o ocorrido. Contudo, o que poderia ser interpretado como uma atitude nobre, uma admissão sobre uma mentira boba, ganhou proporções inesperadas e provocou reações surpreendentes por parte de seus supostos amigos. Logo após a revelação, surgiram vídeos de Alexandre Esteves, Jhon Wesley e TH. Esses “amigos”, em vez de tentarem ajudar, se empenharam em fazer demonstrações públicas de virtude enquanto procuravam se desvincular da imagem do agora “leproso” Ig0y, com dois deles chegando a afirmar que não manteriam mais qualquer tipo de contato e que as relações de amizade estavam encerradas. É fato que toda a comunidade já sabia que o Ig0y praticava fake list há anos. Essa prática se tornava evidente diante das claras impossibilidades de consumir com qualidade o enorme volume de conteúdo que ele afirmava ter completado, incluindo animes, mangás, jogos, filmes e livros. Tudo isso enquanto ainda estava na casa dos 20 anos, cursava Engenharia Elétrica, escrevia para um blog, produzia podcasts, criava vídeos para seus canais em duas plataformas, participava de outros canais e mantinha uma vida social ativa. Além disso, quem realmente consumiu as obras mencionadas percebia que seus comentários eram vagos, superficiais e incoerentes, acompanhados de constantes fugas do assunto. Outro ponto que tornava perceptível sua fake list era a atribuição de notas muito baixas à quase totalidade dos títulos, comportamento típico de quem tenta ganhar credibilidade assumindo o estereótipo do “crítico cult”. Claro que apesar do apelo dessa postura é totalmente equivocada e faz jus apenas a haters. Notas tão depreciativas não condizem com alguém que realmente aprecia mais de 2400 mangás e mais de 1300 animes. Quem demonstra tamanho desprezo por esse tipo de conteúdo jamais se obrigaria a consumi-lo em grande quantidade e, mesmo que tentasse se forçar, não conseguiria. Como se esses pontos já não fossem suficientes, há também o fato de grande parte da lista dele ser composta por animes muito antigos. Animes antigos apresentam desafios significativos para serem encontrados na internet, e muitos deles são classificados como "animes perdidos", obras cujos arquivos originais ou cópias simplesmente não existem mais, nem mesmo no Japão. Além disso, consumir animes antigos envolve outras dificuldades. Esses trabalhos foram produzidos em uma época distinta, utilizando tecnologias rudimentares e voltados para um público com expectativas e interesses diferentes. Os propósitos de exibição também eram outros, o que se reflete na forma como as tramas eram desenvolvidas e narradas. As histórias e seus temas, em geral, eram menos complexos e seguiam padrões que hoje podem parecer datados ou pouco atrativos para o público contemporâneo. No entanto, catalogar obras dessa maneira reforça a aura de cult e torna quase impossível alguém apresentar argumentos sobre suas tramas que o constranja, pois quase ninguém as assistiu. Agora que deixei claro que não estou passando pano para o Ig0y, restam duas possibilidades: ou Alexandre, Thiago, Over e Jhon são as pessoas mais burras que já existiram (o que, no caso do Jhon, pode ser verdade), ou estão mentindo para seus públicos. Portanto, é importante notar que não se trata de uma questão de princípios morais genuínos que os levou a demonstrar aversão ao Ig0y. Ainda que fosse esse o caso, a postura farisaica de Alexandre, Jhon e TH seria igualmente desprezível. Logo, não é uma questão de mentiras, tampouco de certo ou errado; trata-se puramente de imagem. Mesmo uma confissão simples, como a feita pelo Ig0y, foi suficiente para abalar sua credibilidade. Consequentemente, aquelas raposas que estavam mais próximas dele o abandonaram, como se estivessem fugindo de alguém que tivesse contraído a peste negra, temendo que suas próprias reputações fossem prejudicadas. Nenhum deles quer que o público imagine que também possam estar mentindo sobre suas listas, emulando emoções, comentando sobre obras que não conhecem profundamente. Vale ressaltar que Alexandre já foi desmascarado como alguém que praticava fake list. Milhares de episódios que ele afirma ter assistido e inclui em sua lista nunca foram, de fato, vistos por ele. TH, por sua vez, tem tanto medo de ser pego em contradições que mantém suas listas de animes e mangás privadas. Quanto ao Jhon, suas constantes afirmações absurdas tornam desnecessário sequer verificar sua lista, pois ou ele é o maior idiota que já existiu, ou não consumiu nada do que alega. Em suma, são três hipócritas da pior espécie. O Ig0y foi explorado até o limite, com todos ao seu redor extraindo tudo o que podiam dele para se promoverem até o último segundo. Independentemente de ele praticar fake list ou não, é inegável que possuía uma imagem diferenciada, com apelo para um público específico que buscava exatamente algo como essa imagem. Além disso, associar-se a alguém com uma reputação de "cult" agrega credibilidade àqueles que não a têm. É irônico perceber que o mesmo fator que atraiu pessoas sorrateiras e oportunistas para perto do Ig0y foi também o que as afastou quando essa imagem foi arranhada. Para os seus amigos, a questão nunca foi o fato de o Ig0y praticar fake list; o problema foi ele ter admitido. Um caso com similaridades peculiares ocorreu com a Ilha dos Barbados, composta por Rafinha Bastos, Cauê Moura e PC Siqueira. No momento em que PC Siqueira foi acusado, pouco importava se ele realmente tinha algum tipo de culpa ou qual era a gravidade das alegações. Para seus “amigos”, o único objetivo era proteger suas próprias imagens, mesmo que isso significasse tratar PC como um leproso. Embora PC certamente tivesse problemas de caráter e estivesse longe de ser perfeito, não merecia o desfecho que teve. TH afirma em seu vídeo que o Ig0y não está sendo cancelado, mas desmascarado. Desmascarado por quem, se todos já sabiam? Talvez o Ig0y conseguisse enganar, no máximo, alguns pré-adolescentes. Fora esse público, era praticamente impossível que alguém mais fosse iludido. O fato é que o Ig0y está sendo vítima de um cancelamento iniciado por seus próprios amigos, mas que ultrapassou a bolha e se transformou em um verdadeiro linchamento virtual. Nesse processo, os oportunistas, sorrateiros e seres vis que se diziam seus amigos agora tentam extrair até o último like, a última visualização e o último engajamento possível, usando o nome e a imagem do Ig0y. Vejam, o Ig0y não matou, não roubou, não adulterou. O grande crime vil do Ig0y foi mentir e, para seus amigos, principalmente confessar ao público que não jogou um simples jogo. O mais absurdo é assistir a vídeos desses mesmos amigos, com duração de quase ou mais de uma hora, tentando justificar que o cancelamento e o fim das amizades não estão relacionados ao fake list, quando a única "prova" apresentada é uma historinha sobre ter jogado ou não algo. Mentiras são mentiras; abismos puxam outros abismos. Se o Ig0y dá detalhes e constrói narrativas, isso apenas o qualifica como um contador de histórias mais habilidoso ou um mentiroso mais convincente. Contudo, isso não muda o fato de que tudo gira, única e exclusivamente, em torno de uma fake list. Não se trata de um tipo diferente de mentira, como seus amigos tentam argumentar; ainda é a mesma mentira sobre um simples joguinho. O Ig0y, esse sim, foi traído, encurralado, e os covardes não lhe deram sequer os meios para exercer seu direito de resposta aos ataques que sofreu. Perdeu seu canal, perdeu seus amigos e foi vítima de um golpe vindo de pessoas em quem confiava. Como se não bastasse, esses mesmos "amigos" ainda têm a audácia de tentar vender a imagem de vítimas, enquanto acusam o Ig0y, sem que ele possa se defender, de se vitimizar. Recusar-se a ouvir ou mesmo impedir que o outro tenha voz é uma prática ignorante recorrente de TH e Alexandre, algo que eu e Rodrigo também já enfrentamos. Desde 2018, quando tive os primeiros contatos com o Ig0y, percebi um ar pedante nele; o Ig0y já vendia uma imagem de superioridade. Porém, a verdade precisa ser dita: ele não criou esse personagem sozinho, foi alimentado por aqueles que o elevaram à posição de “deus”. Justamente essas pessoas, principalmente TH e suas crias do Distopia, são as que hoje o traem. Quando o Ig0y afirma que nunca pediu para ser colocado nessa posição, fala a verdade, mas foi colocado ali por aqueles que viram nisso uma forma de se beneficiarem dele. Eu tentei alertar o Ig0y sobre os bajuladores e mostrar a ele que os verdadeiros amigos eram eu e o Rodrigo, pessoas que falavam a verdade e desejavam que ele melhorasse. Infelizmente, o Ig0y escolheu os aduladores em vez daqueles que o viam como igual. Somente quem o vê como igual pôde ser seu amigo de fato e dizer a verdade. Amigo é quem critica para ajudar, torcendo pela mudança e pelo melhor, e não alguém como o Jhon, que declarou querer ver o Ig0y se dar mal e desaparecer da internet. Isso não é amizade e nunca foi; é apenas a frustração de um degenerado alucinado que viu a imagem do seu “deus” imaginário abalada perante o público. Admirar um pseudocult por ser pseudocult e, pior, transformar-se em uma cópia do pseudocult, exige um nível extremo de anticult. Não tenho dúvidas sobre a desonestidade e a ciência do TH desde o início da farsa; a de Alexandre também oferece pouca margem para questionamentos. Já o Jhon é um caso à parte. Ele apresenta um nível altíssimo de burrice e devoção fanática, o que até permite considerar alguma ingenuidade de sua parte. No entanto, as coisas que o Ig0y dizia só enganavam quem não tinha absolutamente nenhum conhecimento. Assim, para que Jhon fosse honesto em relação ao Ig0y, ele teria que ser desonesto com todo o restante. Por mais que o Ig0y fosse uma farsa, ao menos era uma farsa. Pior são os falsos amigos que aspiravam a isso, mas sequer tinham capacidade para tal. Não há dúvidas sobre a mediocridade de seus supostos amigos como produtores de conteúdo, especialmente do parasita invejoso chamado TH. Seu conteúdo se resume a reações a materiais de terceiros, sempre buscando denegrir e menosprezar os outros da forma mais chula e falaciosa possível. Além disso, seu trabalho é tecnicamente amador: a mixagem de som é péssima, as imagens nada acrescentam e, pior, TH não demonstra a mínima disposição para estruturar ideias, preparar roteiros ou apresentar argumentos sólidos em seus vídeos. Sua preguiça vai ao ponto de depender de "amigos" que fazem comentários completamente idiotas, o que só agrava a falta de qualidade. Infelizmente, Alexandre, TH e Jhon foram uma péssima inspiração e influência para o Ig0y, que, verdade seja dita, também não produzia conteúdos com propostas muito superiores. Contudo, ao menos era um bom orador e tinha uma produção técnica infinitamente melhor, incomparável ao que TH e Jhon entregam. O mais irônico é ver esses mesmos amigos agora criticando o trabalho do Ig0y, chamando-o de preguiçoso, como se tivessem qualquer moral para fazer tais acusações. É fato que o Ig0y rapidamente compreendeu seu papel como criador de conteúdo, e esse papel era, acima de tudo, de entreter seu público com um show. Se, para isso, ele criou um personagem, não há nada de errado, pois entregou exatamente o que se propôs a fazer e aquilo que queriam dele. Além disso, não é como se a maioria dos criadores de conteúdo não recorresse a personagens para vender seus programas. Alguém realmente acredita que a maioria deles é exatamente a mesma pessoa quando as câmeras estão desligadas? Isso não significa que eu apreciasse o personagem criado pelo Ig0y. Contudo, certamente não faço críticas a isso como seus "amigos", que, após anos de convivência e observando tais diferenças, só agora decidem expor essas questões publicamente. É risível, por exemplo, vê-los reclamarem apenas agora do fato de o Ig0y falar em público de maneira distinta de como se comunicava em particular com eles, algo que, convenhamos, não deveria surpreender ninguém. Uma crítica à maneira como o Ig0y se expressava poderia vir de qualquer pessoa e seria justa, mas, vinda dos próprios amigos e nesse momento de queda do Ig0y, revela-se uma atitude sorrateira e de extremo mau-caratismo. Em termos de personagem, é inegável que o Ig0y possuía uma grande qualidade: a capacidade de atuar com inteligência e eficácia. Ele pode não ser médico, advogado ou piloto de avião, tampouco ter estudado profundamente qualquer dessas áreas, mas demonstrava uma habilidade excepcional para interpretar papéis e transmitir credibilidade. Já seus amigos, ao que parece, aspiram ser como Frank Abagnale Jr., mas não chegam sequer a ser como Leonardo DiCaprio, que o interpretou. O TH, em seus vídeos, atribuiu a culpa pela farsa do Ig0y ao fato de ele, supostamente, "gabaritar apenas os burros", citando como exemplo o Marco, do Intoxicação Anime, eu e o Rodrigo. Primeiramente, burro é quem acreditou que o Ig0y não praticava fake list. Então, decida-se, TH: você é o maior tolo da face da Terra ou um mal caráter oportunista? Você acreditava no pastor mirim? Eu nunca fui devoto dele. Em segundo lugar, essa declaração do TH vem logo após ele mencionar a questão da manji. Curiosamente, tanto ele quanto o Ig0y nunca responderam ao meu textão sobre o tema. Em terceiro lugar, ser chamado de burro pelo o arrogante TH é, na verdade, motivo de orgulho. Eu me preocuparia se uma "ameba" como ele conseguisse me considerar inteligente. O TH me chamar de burro apenas reforça que estou no caminho certo. Sobre o Marco, é desnecessário defendê-lo, pois ele é um gigante. Seu sucesso duradouro é fruto de sua inteligência e capacidade de produzir conteúdo de alta qualidade. Entretanto, não posso deixar de apontar que essa atitude do TH é mais uma demonstração clara de recalque. Ele é um incapaz que jamais alcançará os feitos do Marco, limitando-se a produzir acusações tóxicas e infrutíferas que em nada contribuem. Falando especificamente sobre o conteúdo do Ig0y relacionado a animes, já escrevi alguns textos contestando os vídeos que ele produzia. Creio que um dos principais equívocos do Ig0y estava na forma como, em algumas ocasiões, ele direcionava ataques a outros criadores de conteúdo da área. Por vezes, esses ataques eram conduzidos de maneira equivocada e desrespeitosa, o que, acredito, acabou prejudicando a comunidade em certa medida. Outro ponto em que acredito que o Ig0y agia de forma equivocada era ao ceder espaço e pagar "pedágio" para os falsos moralistas do politicamente correto. Como já disse ao Ig0y em certa ocasião, embora o politicamente correto tenha suas raízes, em essência, na esquerda, acenar virtude para essa postura e defendê-la não é, de maneira alguma, uma questão exclusivamente relacionada a ser de esquerda ou de direita. Trata-se de algo mais profundo, que transcende ideologias e revela uma postura de conformismo com narrativas que nem sempre refletem autenticidade ou coerência. Além disso, sem desconsiderar os danos que críticas infundadas possam causar, ainda vejo a participação do Ig0y como positiva. Afinal, independentemente de falarem bem ou mal de animes, o mais importante é que se fale, pois essa troca mantém a comunidade ativa e engajada. Perder a voz do Ig0y é perder uma chama que aquecia a comunidade e contribuía para mantê-la viva. Ainda assim, apesar das críticas que fiz e dos erros que ele possa ter cometido, lamento profundamente a possibilidade de o Ig0y deixar de produzir conteúdo. Nunca foi minha intenção, ao apontar suas falhas, silenciá-lo ou desmotivá-lo. Meu objetivo sempre foi que ele evoluísse e passasse a enxergar as questões sob outras perspectivas. Quanto aos demais conteúdos do Ig0y que não estavam relacionados a animes, acredito que ele estava em busca do seu caminho como criador de conteúdo, o que é perfeitamente compreensível. Diversificar é, sem dúvida, uma parte essencial da sobrevivência e da evolução. No entanto, é preciso cautela. Assim como não se cruza seres humanos com chimpanzés, ou não se produz água sanitária onde se faz Coca-Cola, há limites para a diversificação. Ampliar o leque de conteúdos e trazer quadros diferentes é algo que apoio totalmente. Contudo, mudar completamente o foco de um canal é um risco considerável, quase sempre um caminho seguro para perder público e fracassar, salvo raras exceções. Estou preocupado com o Ig0y, o que, ironicamente, me coloca em uma posição inesperada. Eu e Rodrigo sempre fomos vistos como os arqui-inimigos do Ig0y, e há razões para isso. Ainda assim, é curioso pensar que justamente nós, e não seus "amigos", estamos demonstrando preocupação neste momento. O fato é que o Ig0y sumiu. Ninguém sabe como ele está lidando mentalmente com tudo o que aconteceu, nem quais serão os próximos passos após anos investindo nesse trabalho. Preocupo-me não apenas com seu futuro profissional, mas também com seu bem-estar psicológico. Viver anos interpretando um personagem e construindo amizades frágeis pode ter um peso imenso. Acredito sinceramente que o Ig0y precisará de ajuda psicológica profissional por um longo tempo para lidar com as consequências de tudo isso. Pelo menos o personagem do Ig0y era o do sábio da corte, enquanto o do Alexandre assumia o papel de rei. Já o Jhon, por outro lado, parece ter se contentado com o papel de bobo da corte. É difícil imaginar alguém que mereça esse tipo de personagem, muito menos alguém que se submeta a interpretá-lo por tanto tempo. Antes de encerrar este texto, quero fazer alguns esclarecimentos. Quando afirmei que a confissão do Ig0y foi voluntária, quis dizer que ele não foi coagido com uma arma ou qualquer tipo de chantagem direta. Também não acredito na versão apresentada por seus "amigos", que alegaram que ele teria confessado apenas por medo de ser desmascarado. Certamente havia outras formas de o Ig0y lidar com essa situação. Sua confissão foi voluntária no sentido de que partiu dele, como uma tentativa de aliviar parte do fardo que carregava. No entanto, não foi feita sem influência ou pressão. Houve, sim, uma coesão social por parte de seus "amigos", uma pressão indireta que o levou a se expor. Nesse contexto, fica evidente o caráter traiçoeiro da situação. Aqueles que o incentivaram a confessar, ou criaram o clima para que isso ocorresse, foram os mesmos que o traíram logo em seguida. Tudo aponta para uma cilada meticulosamente planejada, na qual o Ig0y foi levado a cair. Esses "amigos", que aparentemente já buscavam se livrar dele, aproveitaram-se dessa confissão para sacrificar o Ig0y e dividir o que restou de seu legado. Quando ele deixou de ser útil para eles virou um peso, e o "sacrifício" tornou-se o caminho mais conveniente, logo os vídeos tinham o objetivo claro de atacar e destruir o Ig0y. O Rei estava nu, mas isso não era um problema enquanto todos afirmavam que apenas os inteligentes podiam enxergar suas vestes. Não havia, de fato, pessoas inteligentes, apenas tolos desesperados por aparentar inteligência. |
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Thipok11 | Mar 21, 2025 1:47 PM
Feliz aniversário!
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Giger426 | Mar 21, 2025 10:26 AM
Happy Birthday! 🎉🎊🎂🎁
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Tiago_Vaz_007 | Nov 15, 2024 2:24 PM
O que esperar da Winter 2025:
Ore dake Level Up na Ken Season 2: Arise from the Shadow Solo Leveling teve uma primeira temporada muito divertida e terminou deixando uma enorme expectativa para a continuação. Felizmente, a aguardada segunda temporada mantém o mesmo estúdio e diretor, prometendo uma experiência tão boa quanto, ou até melhor, que a primeira. Kusuriya no Hitorigoto 2nd Season A primeira temporada estreou ao mesmo tempo que Frieren, o que acabou ofuscando o brilho do anime da Apotecária. Ainda assim, está entre os animes mais bem avaliados no MyAnimeList e possui uma popularidade significativa. Parece ser uma escolha certeira, pois tudo aponta para uma continuação promissora. Dr. Stone: Science Future Tudo indica que esta será a última temporada. Para quem acompanhou todas as anteriores, com seus altos e baixos, parece indispensável assistir para finalmente conhecer o desfecho da trama. Sakamoto Days Este anime conta a história de um ex-assassino que, agora aposentado, só quer curtir a família e tocar seu pequeno negócio. A trama promete uma mistura de ação e comédia, trazendo antigos rivais e parceiros que ainda perseguem o protagonista, apesar de ele não matar mais ninguém. As expectativas para a série são altas: antes mesmo de a primeira temporada estrear, uma segunda já foi anunciada. O sucesso do mangá, amplamente elogiado, e o grande número de pessoas que planejam acompanhar o anime reforçam o hype. No entanto, ao assistir ao trailer, a produção revela-se simples, o protagonista não demonstra grande carisma, e o anime transmite a sensação de ser uma obra underground que, curiosamente, vem sendo bastante aguardada. Kimi no Koto ga Daidaidaidaidaisuki na 100-nin no Kanojo 2nd Season Apesar de ter recebido muitos comentários positivos sobre a primeira temporada, não a assisti, e por isso não pretendo acompanhar a segunda. Um anime com um protagonista que tem 100 namoradas me parece ter personagens demais para ser realmente envolvente. Além disso, alguns comentários mencionam que a obra já poderia ter terminado de forma satisfatória na primeira temporada, o que me deixa ainda mais cauteloso em relação à continuação. Watashi no Shiawase na Kekkon 2nd Season Os primeiros episódios da primeira temporada, inspirados no conto da Cinderela, foram excelentes. No entanto, a partir de certo ponto, o anime deu a impressão de que já não tinha mais uma boa história para contar, acabando por perder a qualidade e a direção da trama. Meu interesse pela obra diminuiu consideravelmente na segunda metade da temporada, o que deixou pouca motivação para assistir à continuação. Jibaku Shounen Hanako-kun 2 Não sou muito fã do gênero desta obra, então não me interessei em assistir à primeira temporada, muito menos à segunda. De qualquer forma, assisti ao trailer, que pareceu bem produzido e pode ser um bom indicativo para quem aprecia esse tipo de proposta. Unnamed Memory Act.2 Ao ler a sinopse, é possível perceber o grande potencial da trama, argumento reforçado pelas boas avaliações da Light Novel. No entanto, a primeira temporada foi mal recebida, com avaliações baixas e popularidade modesta, possivelmente devido às mudanças polêmicas na adaptação, que não agradaram ao público. Como a primeira temporada estreou no meio deste ano, é provável que a segunda já estivesse planejada antes mesmo de seu lançamento. Pessoalmente, não assisti à primeira temporada, o que me torna ainda menos inclinado a acompanhar a continuação. Além disso, o trailer não foi empolgante. Honey Lemon Soda Romance escolar com uma trama já conhecida: uma garota introvertida e um garoto popular em meio a conflitos de bullying. Não há nada de novo na proposta, mas espero que, ao menos, o desenvolvimento dos personagens seja interessante. Em termos de gráficos, o estilo é bem simples e mediano. No geral, parece uma obra que apela para coitadismos e traços meio woke, sem elementos realmente marcantes que chamem a atenção. Class no Daikirai na Joshi to Kekkon suru Koto ni Natta Uma comédia romântica em que dois estudantes se casam e começam a morar juntos. Gosto dessa proposta, pois é mais interessante do que as tramas que costumamos ver em animes. Agora, o sucesso da série vai depender principalmente da criatividade e do talento cômico do diretor. Ao no Exorcist: Yosuga-hen Quinta temporada. Sei que há quem goste, mas eu acabei desistindo já na primeira temporada. Guild no Uketsukejou desu ga, Zangyou wa Iya nanode Boss wo Solo Toubatsu Shiyou to Omoimasu Dizem que, um dia, haverá um anime para tudo, e talvez isso seja um reflexo de excesso de criatividade ou falta de ideias, como no caso deste, em que a protagonista é uma recepcionista de uma guilda de aventureiros. Mesmo assim, a premissa parece interessante, já que, para se livrar das pilhas de papelada, nossa heroína decide se tornar uma aventureira secreta. Infelizmente, a animação do trailer deixa a desejar, com o uso de 3D que parece destoar. Com uma animação melhor, poderia ser uma boa aposta, mas, com esses problemas, provavelmente ficará abaixo do aceitável. Grisaia: Phantom Trigger the Animation (TV) A franquia Grisaia possui três arcos realmente excelentes, mas o restante do material apresenta, no máximo, alguns momentos acima da média. O maior problema, no entanto, é que a trama foi concluída na segunda temporada. Depois disso, ainda foram lançados dois filmes que receberam críticas negativas. Não vejo o que uma terceira temporada poderia acrescentar à história e, pessoalmente, acredito que será apenas fanservice barato. Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsuujinai Mais uma comédia romântica da temporada, embora esta pareça ter mais foco no romance do que na comédia. O mangá não é muito bem avaliado, o estúdio não tem obras de grande destaque, e o diretor também não possui um portfólio com grandes projetos. Nem o trailer escapa da mediocridade (no sentido de estar na média). Tem tudo para ser um dos animes mais medianos da temporada. Ishura 2nd Season Reconheço que a primeira temporada teve seus problemas, mas, no geral, foi até bem positiva. Estou ansioso para conferir esta segunda temporada e espero que ela me surpreenda, corrigindo os erros e mantendo os acertos da temporada anterior. Übel Blatt A sinopse do anime promete uma fantasia épica em grande escala. Já pelo trailer, é possível perceber que a demografia alvo é voltada para o público adulto, dado o conteúdo extremamente violento, com cenas de sangue explícito. A animação, embora não impressione, parece ser suficientemente boa para não prejudicar a experiência. Meu maior receio é que, com o mangá recebendo uma avaliação mediana, a trama possa acabar sendo morna, somada a uma animação que não se destaca muito. No entanto, ainda pode se tornar um sucesso da temporada por ser uma das poucas opções focadas em ação, com um protagonista overpower e outros elementos de aventura que costumam atrair o público. Além disso, conta com um toque de ecchi, o que pode atrair ainda mais pessoas. Kono Kaisha ni Suki na Hito ga Imasu Mais uma comédia romântica da temporada, sinal de que a moda dos isekais parece estar cedendo espaço para os romances. Diferente de outras obras dessa lista, esta é um seinen, com personagens adultos e um ambiente de conflito situado no local de trabalho, o que pode ajudar na identificação do público-alvo. Embora tenha um diferencial em relação aos romances escolares, a proposta em si é bem comum. Talvez o que realmente destaque a série seja a sutileza no comportamento dos personagens, especialmente enquanto tentam manter o romance em segredo no trabalho. Zenshuu Uma obra original cuja sinopse descreve, de forma resumida, uma narrativa sobre a própria indústria de animes, acompanhando a trajetória de um jovem que se torna animador e, mais tarde, diretor. Curiosamente, o trailer não parece ter nada em comum com essa descrição; talvez, para atrair o público, tenham preferido destacar cenas de ação ambientadas em um mundo medieval, possivelmente de um anime que o próprio protagonista está criando. A sinopse também menciona que o protagonista nunca se apaixonou e está tentando entender o conceito de primeiro amor, o que indica a possibilidade de mais um romance na temporada. Sendo uma produção da Mappa, há uma expectativa de que, no mínimo, alcance um sucesso relativo e tenha uma qualidade aceitável. Além disso, em geral, obras que retratam a indústria de animes tendem a agradar os críticos. Okinawa de Suki ni Natta Ko ga Hougen Sugite Tsurasugiru Mais uma comédia romântica escolar na temporada, provavelmente com um trio romântico em jogo. Desta vez, a problemática foca na comunicação entre dialetos regionais japoneses, o que pode trazer um toque interessante à dinâmica. O diretor, apesar de bastante experiente na função e com boas obras no currículo, é o mesmo que comandou o controverso Berserk 3D. O estúdio, por sua vez, é relativamente pequeno, e o mangá não tem uma avaliação muito positiva. Medalist Naturalmente, já tenho uma certa aversão por animes de esporte, especialmente quando apresentam um estilo meio "moe". O fato de a protagonista ser uma garotinha feia também limita a trama às competições e a alguns momentos fofos, sem espaço para expectativas de romance. Pelo menos, o mangá é bem avaliado, o que traz alguma esperança para a adaptação. Izure Saikyou no Renkinjutsushi? A proposta do anime gira em torno de um herói que, ao ser convocado por engano para outro mundo, recebe, em decorrência desse equívoco, um poder especial de criar praticamente qualquer coisa. Embora esse poder seja superapelativo, o protagonista está interessado apenas em viver uma vida pacífica e tranquila. Isso acaba gerando um grande problema para a trama: a falta de uma motivação clara. Sem isso, a história pode se tornar desinteressante, já que não parece haver um grande conflito ou desafio que justifique o interesse em acompanhar a jornada. NEET Kunoichi to Nazeka Dousei Hajimemashit Mais uma comédia romântica da temporada, baseada em um mangá mal avaliado e adaptada por um estúdio pequeno. O "diferencial" da obra é focar em Otakus NEET e incluir alguns elementos sobrenaturais. Nihon e Youkoso Elfo-san Um isekai reverso em que uma elfa vem para o nosso mundo e tenta se adaptar à vida cotidiana de uma adolescente humana, enquanto divide cenas cômicas com o protagonista. O que espero desse anime são algumas cenas engraçadas, outras fofas, provavelmente um toque de romance, e muitas situações chatas do dia a dia. Sinceramente, não sei se vale a pena; provavelmente vai depender de quantas cenas enfadonhas teremos que suportar até as boas chegarem e de quão boas elas realmente serão. Akuyaku Reijou Tensei Ojisan A ideia de um anime otome game com uma vilã como protagonista me agrada, mas não com um velho japonês reencarnado no corpo de uma garota jovem e loira. Que tipo de fetiche é esse? Além disso, a sinopse menciona que a proposta é exaltar, através do protagonista, os valores de trabalho, o perfeccionismo e a moral familiar japonesa. Parece que a obra está mais preocupada em transmitir uma mensagem do que em oferecer uma narrativa realmente interessante. S-Rank Monster no "Behemoth" dakedo, Neko to Machigawarete Elf Musume no Pet toshite Kurashitemasu Anime sobre um gato adotado por uma elfa e um grupo de jovens aventureiras, que na verdade não é um gato, mas sim o monstro mais perigoso e poderoso deste mundo. Além disso, ele carrega a alma de um cavaleiro reencarnado. Até consigo entender a criatividade da proposta, mas falta motivação e identificação com os personagens. Salaryman ga Isekai ni Ittara Shitennou ni Natta Hanashi Mais um isekai em que o protagonista acaba trabalhando para o rei das trevas. O diferencial é que ele não possui poderes e conquista seus feitos apenas com as habilidades de um trabalhador comum da Terra. Provavelmente será um anime com pouca ação, focado mais em administração, com alguns momentos cômicos, já que se trata de uma comédia, e algumas pitadas de romance. A proposta é bastante genérica, e para completar, o mangá não tem uma boa avaliação. Botsuraku Yotei no Kizoku dakedo, Hima Datta kara Mahou wo Kiwametemita A principal problemática da obra é a dificuldade financeira da família nobre do protagonista. No entanto, isso nem parece ser tão relevante, já que a verdadeira proposta da obra é a de um jovem aprendendo a usar magia. Ou seja, a trama se resume a um longo e entediante arco de treinamento. Hana wa Saku, Shura no Gotoku Um drama escolar com uma pegada mais adulta, que se passa em uma pequena ilha com uma população reduzida, envolvendo leitura e transmissões de rádio. Como é comum em dramas, o ritmo será mais lento, com cenas contemplativas e situações cotidianas, algo que nem todos apreciam, e, mesmo para os que gostam, não é algo para consumir o tempo todo. Ainda assim, sinto que pode valer a pena, pois parece oferecer um conteúdo reflexivo de boa qualidade, com momentos emocionantes. Além disso, não me parece ser um melodrama exagerado a ponto de se tornar piegas. Ameku Takao no Suiri Karte Anime sobre um doutor investigativo, o que me lembra bastante a série Dr. House. Não acredito que este anime consiga replicar o sucesso da série, pois nela há uma grande dedicação à pesquisa na produção do roteiro, com narrativas recheadas de reviravoltas bem orquestradas, grande verossimilhança e um humor sarcástico marcante. Fuguushoku "Kanteishi" ga Jitsu wa Saikyou Datta Um protagonista desvalorizado pelo seu poder é usado, abusado e, eventualmente, abandonado pelos seus companheiros aventureiros. Porém, após pensar em desistir, ele dá a volta por cima, forma um novo grupo e mostra que o seu poder desvalorizado, na verdade, é extremamente importante. Pela sinopse, percebe-se que a trama é um tanto genérica, e pelos gráficos apresentados no trailer, é possível notar os elementos mais comuns e desinteressantes próprios do gênero. Douse, Koishite Shimaunda O anime segue a história de uma garota com o coração partido que encontra quatro garotos que se apaixonam por ela e a cortejam. Trata-se de um harém reverso escolar voltado para o público feminino. Embora, por uma questão demográfica, esse tipo de proposta geralmente não me atraia, o que mais me deixa cético é a avaliação negativa do mangá. A-Rank Party wo Ridatsu shita Ore wa, Moto Oshiego-tachi to Meikyuu Shinbu wo Mezasu Mais um anime de fantasia em que o herói, maltratado, explorado e ridicularizado pelos seus colegas de grupo, deixa o time e se junta a outro, onde seus verdadeiros talentos podem se manifestar e revelar o seu poder. A única diferença dessa trama é que o novo grupo do herói é formado exclusivamente por mulheres, que são suas ex-alunas. Além disso, os gráficos do trailer estavam bons, mas ainda assim eram bem genéricos. O que realmente me desagradou foi a música do trailer. Mahoutsukai no Yakusoku Adaptado de um jogo pouco conhecido, e ainda não há uma sinopse disponível para esta obra no MAL. No entanto, foi lançado o trailer sem legendas, e posso dizer que, visualmente, está aceitável e até bonito. No mais, não posso recomendar algo com tão poucas informações. Kisaki Kyouiku kara Nigetai Watashi Mais uma comédia romântica da temporada, desta vez com uma pegada de conto de fadas ao estilo "princesinha da Disney". A protagonista é prometida em casamento a um príncipe desde a infância, mas rejeita a ideia de um casamento arranjado. A trama se desenvolve com o príncipe tentando conquistá-la, enquanto ela tenta resistir aos seus encantos. Não nego que a proposta tenha um forte apelo, especialmente para certos públicos, mas, para mim, que já vi tantas histórias com essa premissa, isso sozinho não é o suficiente. BanG Dream! Ave Mujica Mais um daqueles animes musicais com idols, um gênero que parece ter um forte apelo com o público japonês e aparece quase toda temporada. Este é o sétimo título da franquia BanG Dream, o que comprova sua resiliência. Acredito que a obra tenha alguma história de fundo, que pode até ser interessante, mas provavelmente não foge muito dos clichês do gênero. Afinal, o que realmente atrai o público nesse tipo de produção não é tanto a narrativa, mas sim a admiração pela cultura idol e pelas músicas japonesas. Além disso, não acredito que os produtores tenham um interesse genuíno em alcançar um sucesso mundial com essas obras, mas apenas em atender a um público específico que consome produtos relacionados. Sentai Red Isekai de Boukensha ni Naru O isekai do super sentai. Basicamente, a trama gira em torno de um Power Ranger vermelho que é invocado para o clássico mundo de fantasia do gênero isekai. Tenho que admitir que a proposta é criativa e, por ser tão inusitada, conseguiu arrancar alguns risos de mim. Sinceramente, eu gostaria de apostar mais nesse anime, mas o trailer revela uma animação mediana: bem acabada, mas sem alma, repleta de clichês e com aquele aspecto industrial. Para piorar, o mangá também não foge do mediano em suas avaliações. Babanbabanban Vampire É um boys love no qual um vampiro gay deseja provar o sangue de um jovem virgem de 18 anos. O conflito surge quando o vampiro descobre que o garoto que ele vinha "cultivando" atinge os 15 anos, entra na puberdade e se apaixona por uma garota da mesma classe. É claro que o vampiro não vai permitir que esse romance aconteça. Sorairo Utility (TV) Anime de esporte, focado em garotinhas japonesas praticando golfe. Confesso que já tenho uma certa antipatia por animes desse gênero, mas este me causa uma reação ainda mais negativa, pois não consigo enxergar muita verossimilhança em jovens meninas jogando um esporte tradicionalmente associado a homens ricos, velhos e americanos. Pelo menos, há um problema real a ser superado pelas protagonistas. Hazure Skill "Kinomi Master": Skill no Mi (Tabetara Shinu) wo Mugen ni Taberareru You ni Natta Ken ni Tsuite Antes de falar da trama propriamente dita, gostaria de fazer um comentário sobre como é comum encontrar personagens em animes com designs inspirados e muito similares aos de Kirito e Saber. Quanto à trama, há um subtexto que valoriza pessoas desvalorizadas pela sociedade moderna, especialmente no contexto dos agricultores. Claro que essa mensagem é emoldurada por uma narrativa que se passa em um mundo de fantasia, com o protagonista humilde e resignado adquirindo uma habilidade que o torna o mais poderoso do mundo. No entanto, esse conceito por si só não me parece suficientemente inovador ou atraente, e pode até se perder na tentativa excessiva de transmitir uma mensagem. Além disso, o que realmente me deixa com o pé atrás em relação à obra é o fato de o mangá ser bastante mal avaliado. Momentary Lily É um anime original, com elementos moe e de vida cotidiana, mas ambientado em um mundo pós-apocalíptico invadido por alienígenas mecânicos, contra os quais as protagonistas lutam usando uma ou mais armas poderosas. As garotas parecem ser as únicas sobreviventes, já que só conhecem umas às outras. O trailer mostra uma das garotas em combate com os inimigos, lembrando o estilo de "garotas mágicas". A impressão que tenho é que misturaram vários conceitos de outras obras e colocaram no liquidificador, o que pode até dar certo em alguns casos, mas também pode resultar em uma verdadeira "gororoba". Pessoalmente, não sou fã de alguns desses ingredientes, então não me arrisco. Além disso, o trailer utiliza muita computação gráfica, especialmente para transformar cenas reais em animações. Embora eu perceba uma beleza nos cenários e um cuidado na fluidez do cabelo das personagens, a combinação de elementos acaba parecendo artificial e não harmônica. Magic Maker: Isekai Mahou no Tsukurikata Outro Isekai, desta vez com um protagonista que reencarna em um mundo de fantasia onde não existe magia. O enredo gira em torno de sua frustração por viver em um mundo sem magia, levando-o a criar a própria magia. Preciso mesmo explicar por que esse enredo é um lixo? Hotel Tasokare O anime é baseado em um jogo e gira em torno dos mistérios envolvendo fenômenos sobrenaturais e um hotel isolado. Os primeiros segundos do trailer até chamaram minha atenção, especialmente pela ambientação do hotel no meio do nada e pela trilha sonora. No entanto, meu histórico com animes dessa proposta não é muito positivo. Alguns elementos típicos de animes de temporada não costumam se encaixar bem com o gênero e, geralmente, não conseguem me transmitir fortes emoções. Mahoutsukai Precure!! Mirai Days Esta é a segunda temporada de uma obra que começou em 2016 e, até hoje, mantém uma popularidade bastante baixa. Trata-se de um anime original sobre garotas mágicas, ou mais especificamente, bruxas mágicas, que lutam contra inimigos sobrenaturais. Pela sinopse, não parece haver muita profundidade ou um grande subtexto, então não espere algo como um Madoka Magica com cores vibrantes. Around 40 Otoko no Isekai Tsuuhan Este é um anime Isekai em que um homem de 40 anos é transportado para outro mundo, onde sua jornada consiste em viver uma vida cotidiana por meio de compras pela internet. Sinceramente, não entendo o que passa pela cabeça de um autor que acredita que as pessoas queiram acompanhar histórias sobre o comum. Pelos mesmos motivos que não se fala constantemente sobre o cotidiano nas notícias, não deveria existir um anime de fantasia com elementos banais. O que as pessoas realmente querem ver é o incomum. Além disso, a trama carrega um subtexto depressivo, explorando a insatisfação de um homem de 40 anos, que, incapaz de encontrar realização no mundo real, precisa recorrer a um universo de fantasia para buscar uma vida tranquila. UniteUp! Uni Se existe um anime musical de idols com personagens femininas, é natural que também haja um anime de idols com personagens masculinos, visando agradar a uma demografia oposta. Se algo voltado para o meu público não desperta o meu interesse, muito menos algo que não é direcionado a ele. Sousei no Aquarion: Myth of Emotions Ainda não há muitas informações sobre este anime, já que se trata de uma obra original e a sinopse ainda não está disponível no MAL. No entanto, com base nas poucas informações e no trailer, parece ser um mecha em que crianças comandam robôs gigantes. Além disso, o estilo de animação mostrado no trailer se distancia do habitual, lembrando mais um estilo de cartum, como o de As Meninas Superpoderosas. O título, Myth of Emotions, também sugere uma possível conexão com algo como Divertida Mente, uma versão anime da ideia de explorar emoções. Kinnikuman: Kanpeki Chоujin Shiso-hen Season 2 Comentei sobre este anime quando a primeira temporada (a primeira temporada da volta de novos episódios, já que a original é de 1983) foi lançada neste ano e, na época, não tive interesse em assistir. Esse sentimento permanece, especialmente em relação à continuação. No entanto, é preciso reconhecer que Kinnikuman é uma franquia clássica e de longa data, com um público fiel e cativo. É o tipo de obra que, mesmo sem me atrair, tem potencial para trazer novos públicos e agradar bastante a sua demografia-alvo. Cardfight!! Vanguard: Divinez Deluxe-hen A nona temporada de um anime de cartas que passa quase despercebido por grande parte do público, mas que continua recebendo novas temporadas, provavelmente devido às vendas das cartas ou por razões relacionadas às dinâmicas de televisão e regulamentações japonesas. Curiosamente, mantém uma produção considerável, apesar da falta de popularidade aparente. Mashin Souzouden Wataru Mais um retorno de uma franquia clássica, iniciada no final dos anos 80, com várias temporadas e muitos episódios durante os anos 90. Embora eu não tenha nada contra continuações, remakes ou reboots de obras antigas, percebo que propostas desse tipo não têm encontrado grande aceitação nos últimos tempos, resultando em pouco sucesso. Além disso, trata-se de um mecha com crianças como pilotos, e o design dos robôs segue um estilo desproporcional e cartunesco, o que provavelmente afasta parte do público. Farmagia Adaptação de um jogo de fantasia que, admito, não joguei. Pelo trailer e pela sinopse, a história parece girar em torno de um protagonista que administra uma fazenda em um mundo de fantasia, onde cria e alimenta monstros com o objetivo de formar novos companheiros ou até mesmo um exército poderoso. Resumindo, é um anime de agricultor e pecuarista em um cenário mágico. Sinceramente, parece bem chato. What to expect from Winter 2025: Ore dake Level Up na Ken Season 2: Arise from the Shadow Solo Leveling had a very entertaining first season and ended by leaving fans with high expectations for the continuation. Fortunately, the highly anticipated second season retains the same studio and director, promising an experience just as good as — or perhaps even better than — the first. Kusuriya no Hitorigoto 2nd Season The first season premiered at the same time as Frieren, which ended up overshadowing the Apothecary anime’s charm. Even so, it ranks among the highest-rated anime on MyAnimeList and enjoys significant popularity. It seems like a safe bet, as everything points to a promising continuation. Dr. Stone: Science Future All signs indicate that this will be the final season. For those who followed all the previous seasons, with their ups and downs, it seems essential to watch and finally discover the conclusion of the story. Sakamoto Days This anime tells the story of a former assassin who, now retired, just wants to enjoy family life and run his small business. The plot promises a mix of action and comedy, featuring old rivals and partners who continue to pursue the protagonist, despite his no-kill policy. Expectations for the series are high: even before the first season’s premiere, a second season was already announced. The manga’s success, widely praised, and the large number of people planning to watch the anime only fuel the hype. However, after watching the trailer, the production appears simple, the protagonist lacks significant charisma, and the anime gives off the vibe of an underground work that, interestingly enough, has been highly anticipated. Kimi no Koto ga Daidaidaidaidaisuki na 100-nin no Kanojo 2nd Season Although the first season received many positive reviews, I didn’t watch it, and therefore, I don’t plan to follow the second. An anime with a protagonist who has 100 girlfriends seems to have too many characters to be truly engaging. Furthermore, some comments suggest that the series could have concluded satisfactorily in the first season, making me even more cautious about the continuation. Watashi no Shiawase na Kekkon 2nd Season The first episodes of the first season, inspired by the Cinderella tale, were excellent. However, at a certain point, the anime started to feel like it no longer had a good story to tell, ultimately losing its quality and narrative direction. My interest in the series decreased considerably during the second half of the season, leaving little motivation to watch the continuation. Jibaku Shounen Hanako-kun 2 I’m not a big fan of this genre, so I wasn’t interested in watching the first season, let alone the second. That said, I did watch the trailer, which seemed well-produced and might be a good indicator for those who enjoy this type of story. Unnamed Memory Act.2 Reading the synopsis reveals the great potential of the plot, a point further supported by the positive reviews of the Light Novel. However, the first season was poorly received, with low ratings and modest popularity, possibly due to controversial changes in the adaptation that didn’t sit well with the audience. Since the first season premiered earlier this year, it’s likely that the second was already planned before its release. Personally, I didn’t watch the first season, which makes me even less inclined to follow the continuation. Moreover, the trailer wasn’t exciting. Honey Lemon Soda A school romance with a familiar premise: an introverted girl and a popular boy navigating bullying conflicts. There’s nothing new about the concept, but I hope the character development will at least be engaging. Visually, the art style is simple and average. Overall, it seems like a series that leans into victim narratives and slightly "woke" traits, without any truly striking elements to stand out. Class no Daikirai na Joshi to Kekkon suru Koto ni Natta A romantic comedy where two students get married and start living together. I like this premise, as it’s more interesting than the typical storylines we usually see in anime. Now, the series’ success will depend largely on the director’s creativity and comedic talent. Ao no Exorcist: Yosuga-hen Fifth season. I know there are fans of the series, but I gave up on it back in the first season. Guild no Uketsukejou desu ga, Zangyou wa Iya nanode Boss wo Solo Toubatsu Shiyou to Omoimasu They say there will one day be an anime for everything, and perhaps this reflects either an excess of creativity or a lack of ideas. This case features a protagonist who works as a receptionist at an adventurers’ guild. Still, the premise seems intriguing, as, to avoid piles of paperwork, our heroine decides to become a secret adventurer. Unfortunately, the trailer’s animation is underwhelming, with 3D visuals that feel out of place. With better animation, it could have been a promising series, but with these issues, it will likely fall below acceptable standards. Grisaia: Phantom Trigger the Animation (TV) The Grisaia franchise features three truly excellent arcs, but the rest of the material offers, at best, a few above-average moments. The biggest issue, however, is that the story was concluded in the second season. After that, two movies were released, both receiving negative reviews. I don’t see what a third season could add to the story and personally believe it will be nothing more than cheap fanservice. Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsuujinai Another romantic comedy this season, although this one seems to focus more on romance than comedy. The manga isn’t highly rated, the studio lacks standout works, and the director doesn’t have a portfolio of notable projects. Even the trailer fails to rise above mediocrity (in the sense of being average). It has all the makings of one of the most middle-of-the-road anime of the season. Ishura 2nd Season I acknowledge that the first season had its issues, but overall, it was quite positive. I’m looking forward to checking out the second season and hope it surprises me by correcting the mistakes while keeping the successes from the previous season. Übel Blatt The anime’s synopsis promises an epic fantasy on a grand scale. From the trailer, it’s clear that the target demographic is aimed at an adult audience, given the extremely violent content, with explicit blood scenes. The animation, though not impressive, seems good enough not to hinder the experience. My biggest concern is that, with the manga receiving mediocre ratings, the plot might end up being lukewarm, coupled with an animation that doesn’t stand out much. However, it still has the potential to become a seasonal hit as one of the few action-focused options, featuring an overpowered protagonist and other adventure elements that tend to attract the audience. Additionally, it includes a touch of ecchi, which could draw even more people in. Kono Kaisha ni Suki na Hito ga Imasu Another romantic comedy this season, signaling that the isekai trend seems to be making way for romances. Unlike other works on this list, this one is a seinen, with adult characters and a conflict set in a workplace environment, which could help with audience identification. Although it has a unique angle compared to school romances, the concept itself is fairly common. Perhaps what will truly set the series apart is the subtlety in the characters’ behavior, especially as they try to keep their romance a secret at work. Zenshuu An original work whose synopsis briefly describes a narrative about the anime industry itself, following the journey of a young man who becomes an animator and later a director. Interestingly, the trailer seems to have little in common with this description; perhaps to attract the audience, they chose to highlight action scenes set in a medieval world, possibly from an anime the protagonist is creating. The synopsis also mentions that the protagonist has never fallen in love and is trying to understand the concept of first love, suggesting the possibility of another romance this season. Being a production from MAPPA, there is an expectation that it will at least achieve relative success and maintain an acceptable level of quality. Additionally, works that depict the anime industry generally tend to please critics. Okinawa de Suki ni Natta Ko ga Hougen Sugite Tsurasugiru Another school romantic comedy this season, likely featuring a love triangle. This time, the central issue focuses on communication between different Japanese regional dialects, which could add an interesting dynamic to the plot. The director, despite being quite experienced and having a solid portfolio, is the same one who helmed the controversial Berserk 3D. The studio, on the other hand, is relatively small, and the manga doesn’t have very positive ratings. Medalist Naturally, I already have a certain aversion to sports anime, especially when they feature a somewhat "moe" style. The fact that the protagonist is an unattractive girl also limits the plot to competitions and a few cute moments, leaving no room for romance expectations. At least the manga is highly rated, which gives some hope for the adaptation. Izure Saikyou no Renkinjutsushi? The anime’s premise revolves around a hero who, after being accidentally summoned to another world, gains a special power to create practically anything due to this mistake. While this power is extremely appealing, the protagonist is only interested in living a peaceful and quiet life. This creates a major problem for the plot: the lack of a clear motivation. Without this, the story could become uninteresting, as there doesn’t seem to be any major conflict or challenge to justify following the journey. NEET Kunoichi to Nazeka Dousei Hajimemashit Another romantic comedy this season, based on a poorly rated manga and adapted by a small studio. The "unique point" of the work is its focus on NEET otakus and the inclusion of some supernatural elements. Nihon e Youkoso Elfo-san A reverse isekai where an elf comes to our world and tries to adapt to the daily life of a human teenager, sharing comedic moments with the protagonist. What I expect from this anime are some funny scenes, a few cute ones, probably a touch of romance, and many tedious everyday situations. Honestly, I’m not sure if it’s worth it; it will probably depend on how many dull moments we have to endure before the good ones arrive and how good those will actually be. Akuyaku Reijou Tensei Ojisan The idea of an otome game anime with a villain as the protagonist appeals to me, but not with a reincarnated old Japanese man in the body of a young blonde girl. What kind of fetish is this? Additionally, the synopsis mentions that the premise is to highlight values like hard work, perfectionism, and Japanese family morals through the protagonist. It seems like the work is more focused on delivering a message than offering a truly engaging narrative. S-Rank Monster no "Behemoth" dakedo, Neko to Machigawarete Elf Musume no Pet toshite Kurashitemasu An anime about a cat adopted by an elf and a group of young adventurers, who, in fact, is not a cat but the most dangerous and powerful monster in this world. Additionally, it carries the soul of a reincarnated knight. I can understand the creativity behind the premise, but it lacks motivation and character connection. Salaryman ga Isekai ni Ittara Shitennou ni Natta Hanashi Another isekai where the protagonist ends up working for the dark king. The difference is that he doesn’t have powers and achieves his feats using only the skills of an ordinary worker from Earth. It will likely be an anime with little action, more focused on administration, with some comedic moments since it’s a comedy, and a touch of romance. The premise is fairly generic, and to top it off, the manga has a poor rating. Botsuraku Yotei no Kizoku dakedo, Hima Datta kara Mahou wo Kiwametemita The main issue of the work is the financial difficulties of the protagonist’s noble family. However, this doesn’t seem to be very relevant, as the true premise of the work is about a young man learning to use magic. In other words, the plot boils down to a long and tedious training arc. Hana wa Saku, Shura no Gotoku A school drama with a more mature tone, set on a small island with a reduced population, involving reading and radio broadcasts. As is common in dramas, the pace will be slower, with contemplative scenes and everyday situations, which not everyone appreciates, and even for those who enjoy it, it’s not something to consume all the time. Still, I feel it could be worth it, as it seems to offer reflective content of good quality, with emotional moments. Additionally, it doesn’t seem to be an exaggerated melodrama to the point of becoming cheesy. Ameku Takao no Suiri Karte An anime about an investigative doctor, which reminds me a lot of the series Dr. House. I don’t think this anime can replicate the success of the series, as Dr. House is marked by a great dedication to research in its scriptwriting, with narratives filled with well-orchestrated twists, high plausibility, and a sharp, sarcastic humor. Fuguushoku "Kanteishi" ga Jitsu wa Saikyou Datta A protagonist undervalued for his power is used, abused, and eventually abandoned by his fellow adventurers. However, after thinking of giving up, he bounces back, forms a new group, and shows that his undervalued power is actually extremely important. From the synopsis, it’s clear that the plot is somewhat generic, and from the graphics shown in the trailer, it’s possible to notice the more common and uninteresting elements typical of the genre. Douse, Koishite Shimaunda The anime follows the story of a girl with a broken heart who meets four boys who fall in love with her and court her. It’s a reverse harem school anime aimed at a female audience. Although, due to demographic reasons, this type of proposal usually doesn’t appeal to me, what makes me more skeptical is the negative rating of the manga. A-Rank Party wo Ridatsu shita Ore wa, Moto Oshiego-tachi to Meikyuu Shinbu wo Mezasu Another fantasy anime in which the hero, mistreated, exploited, and ridiculed by his fellow group members, leaves the team and joins another where his true talents can manifest, revealing his power. The only difference in this plot is that the hero’s new team is made up entirely of women, who are his former students. Additionally, the graphics in the trailer were good but still quite generic. What really bothered me was the music in the trailer. Mahoutsukai no Yakusoku Adapted from a little-known game, and there is no synopsis available for this work on MAL yet. However, the trailer was released without subtitles, and I can say that visually, it’s acceptable and even beautiful. Beyond that, I can’t recommend something with so little information. Kisaki Kyouiku kara Nigetai Watashi Another romantic comedy of the season, this time with a fairy tale twist in the "Disney princess" style. The protagonist has been promised in marriage to a prince since childhood, but rejects the idea of an arranged marriage. The plot develops with the prince trying to win her over, while she tries to resist his charms. I don’t deny that the premise has a strong appeal, especially for certain audiences, but for me, having seen so many stories with this premise, that alone isn’t enough. BanG Dream! Ave Mujica Another one of those musical anime with idols, a genre that seems to have a strong appeal with the Japanese audience and appears almost every season. This is the seventh title in the BanG Dream franchise, proving its resilience. I believe the work has some background story that could even be interesting, but it likely doesn't stray far from the clichés of the genre. After all, what really attracts the audience to this type of production isn’t so much the narrative, but the admiration for idol culture and Japanese music. Additionally, I don’t believe the producers have a genuine interest in achieving global success with these works, but rather in catering to a specific audience that consumes related products. Sentai Red Isekai de Boukensha ni Naru The isekai of Super Sentai. Essentially, the plot revolves around a Red Power Ranger who is summoned to the classic fantasy world of the isekai genre. I have to admit that the premise is creative, and its uniqueness got a few laughs out of me. Honestly, I would like to bet more on this anime, but the trailer reveals a mediocre animation: well-made but soulless, full of clichés, and with that industrial look. To make matters worse, the manga also doesn't stray from mediocrity in its reviews. Babanbabanban Vampire A boys' love where a gay vampire wants to taste the blood of an 18-year-old virgin boy. The conflict arises when the vampire discovers that the boy he had been "cultivating" turns 15, enters puberty, and falls in love with a girl from the same class. Of course, the vampire won’t let this romance happen. Sorairo Utility (TV) A sports anime focused on Japanese girls playing golf. I confess that I already have a certain aversion to anime of this genre, but this one causes an even more negative reaction because I can't see much believability in young girls playing a sport traditionally associated with rich, old, American men. At least there’s a real problem to be overcome by the protagonists. Hazure Skill "Kinomi Master": Skill no Mi (Tabetara Shinu) wo Mugen ni Taberareru You ni Natta Ken ni Tsuite Before talking about the plot itself, I would like to make a comment on how common it is to find characters in anime with designs inspired by and very similar to those of Kirito and Saber. As for the plot, there is a subtext that values people devalued by modern society, especially in the context of farmers. Of course, this message is framed by a narrative set in a fantasy world, where the humble and resigned protagonist acquires a skill that makes him the most powerful in the world. However, this concept alone does not seem innovative or appealing enough to me, and it might even get lost in an excessive attempt to convey a message. Furthermore, what really makes me hesitant about the work is the fact that the manga has a rather poor rating. Momentary Lily It’s an original anime, with moe and slice-of-life elements, but set in a post-apocalyptic world invaded by mechanical aliens, against which the protagonists fight using one or more powerful weapons. The girls seem to be the only survivors, as they only know each other. The trailer shows one of the girls fighting the enemies, reminding me of the "magical girls" style. My impression is that they mixed several concepts from other works and threw them in a blender, which could work in some cases, but could also result in a real "mash-up." Personally, I’m not a fan of some of these elements, so I won’t risk it. Additionally, the trailer uses a lot of CGI, especially to turn real scenes into animations. While I notice the beauty of the scenery and attention to the fluidity of the characters’ hair, the combination of elements ends up feeling artificial and disharmonic. Magic Maker: Isekai Mahou no Tsukurikata Another Isekai, this time with a protagonist who reincarnates in a fantasy world where there is no magic. The plot revolves around his frustration of living in a world without magic, which leads him to create his own magic. Do I really need to explain why this plot is trash? Hotel Tasokare The anime is based on a game and revolves around the mysteries involving supernatural phenomena and an isolated hotel. The first few seconds of the trailer caught my attention, especially because of the setting of the hotel in the middle of nowhere and the soundtrack. However, my history with anime of this kind isn’t very positive. Some typical seasonal anime elements don’t usually blend well with the genre and, in general, fail to evoke strong emotions in me. Mahoutsukai Precure!! Mirai Days This is the second season of a work that began in 2016 and has maintained a fairly low popularity ever since. It is an original anime about magical girls, or more specifically, magical witches, who fight against supernatural enemies. From the synopsis, there doesn’t seem to be much depth or a strong subtext, so don’t expect something like Madoka Magica with vibrant colors. Around 40 Otoko no Isekai Tsuuhan This is an Isekai anime in which a 40-year-old man is transported to another world, where his journey consists of living an everyday life through online shopping. Honestly, I don’t understand what goes through an author’s mind when they believe people want to follow stories about the ordinary. For the same reasons we don’t constantly talk about the everyday in the news, there shouldn’t be a fantasy anime with banal elements. What people really want to see is the extraordinary. Additionally, the plot carries a depressive subtext, exploring the dissatisfaction of a 40-year-old man who, unable to find fulfillment in the real world, must resort to a fantasy universe to seek a peaceful life. UniteUp! Uni If there is a musical idol anime with female characters, it’s only natural that there would also be an idol anime with male characters, aiming to appeal to the opposite demographic. If something directed at my audience doesn’t spark my interest, then even less so will something that isn’t targeted at it. Sousei no Aquarion: Myth of Emotions There isn’t much information about this anime yet, as it’s an original work and the synopsis isn’t available on MAL. However, based on the limited details and the trailer, it seems to be a mecha anime where children control giant robots. Additionally, the animation style shown in the trailer deviates from the usual, resembling more of a cartoon style, like The Powerpuff Girls. The title, Myth of Emotions, also suggests a potential connection to something like Inside Out, an anime version of the idea of exploring emotions. Kinnikuman: Kanpeki Chōjin Shiso-hen Season 2 I commented on this anime when the first season (the first season of the new episodes, as the original is from 1983) was released this year, and at the time, I wasn’t interested in watching it. That feeling still stands, especially regarding the continuation. However, it must be acknowledged that Kinnikuman is a classic and long-running franchise with a loyal and dedicated audience. It’s the type of work that, even though it doesn’t appeal to me, has the potential to attract new viewers and be quite successful with its target demographic. Cardfight!! Vanguard: Divinez Deluxe-hen The ninth season of a card anime that goes almost unnoticed by much of the audience but continues to receive new seasons, probably due to card sales or reasons related to television dynamics and Japanese regulations. Interestingly, it maintains a considerable production value despite its apparent lack of popularity. Mashin Souzouden Wataru Another return of a classic franchise, which began in the late 80s, with multiple seasons and many episodes throughout the 90s. Although I have nothing against continuations, remakes, or reboots of old works, I’ve noticed that such proposals haven’t been widely accepted in recent times, leading to little success. Additionally, it’s a mecha with children as pilots, and the robot designs follow a disproportionate and cartoonish style, which likely alienates part of the audience. Farmagia Adaptation of a fantasy game that, I admit, I haven’t played. Based on the trailer and synopsis, the story seems to revolve around a protagonist who manages a farm in a fantasy world, where they raise and feed monsters with the goal of forming new companions or even a powerful army. In short, it’s an anime about farming and ranching in a magical setting. Honestly, it seems pretty boring. |
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Jeff_Santana | Mar 21, 2024 6:42 PM
Entrei aqui por acaso e vi que era aniversário de um friendo, então OMEDETOOUU
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Tiago_Vaz_007 | Jan 28, 2024 2:35 PM
Primeiras impressões da temporada Winter 2024
Akuyaku Reijou Level 99: Watashi wa Ura-Boss desu ga Maou dewa Arimasen Sem dúvida, é um anime cativante e prazeroso de assistir, só precisava de uma animação de melhor qualidade para sagrar-se como o melhor anime da sua temporada. Está obra evidência que as boas tramas são melhores que as grandes produções. Boku no Kokoro no Yabai Yatsu Season 2 O romance escolar é bastante comum, mas este anime tem uma trama com um emaranhado diferente. Além disso, é bem dirigido, recebeu uma boa animação e é cativante. A segunda temporada tem se apresentado como superior a muitos romances, até mesmo em relação à sua prestigiada primeira temporada. Muito disso é em virtude de o ponto forte dessa obra continuar sendo nos bons personagens e nas atraentes interações entre eles. Dosanko Gal wa Namara Menkoi O anime apresenta alguns personagens adoráveis, e por ser ambientado constantemente na neve, proporciona situações instigantes. Entretanto, a experiência pode ser prejudicada pelos clichês de um romance lento, com harém e escolar. Dungeon Meshi Enorme decepção! Para uma obra baseada em um mangá tão elogiado, esperava-se uma ótima história. No entanto, é apenas um anime de culinária fictícia, com ingredientes que são monstros fictícios. Em outras palavras, é extremamente chato. Ishura A proposta é boa e a produção é melhor do que o esperado, mas a obra tem dificuldades em apresentar diversos personagens principais. Além dos problemas com a narrativa, há uma falta de verossimilhança e identificação. Pois, os personagens têm poderes absurdos demais que desafiam as próprias regras deste mundo. Além de terem personalidades incomuns e alguns deles nem sequer serem humanos. Apesar de as expectativas terem sido reduzidas, ainda pode surpreender, uma vez que o anime Saitou-san foi bem mais ousado do que Ishura em não seguir os padrões narrativos nos primeiros episódios e na forma como apresentou os personagens. Jaku-Chara Tomozaki-kun 2nd Stage Esta segunda temporada alterou o foco da problemática do protagonista para outro personagem que era secundário na primeira temporada. Tem um lado positivo que é poder explorar a problemática por outros ângulos, sem se tornar entediante, ao mesmo tempo que continua o desenvolvimento do personagem principal. No entanto, essa mudança fez os romances que estavam sendo desenvolvidos ficarem escanteados. Além disso, deu uma aliviada nos temas profundos, controversos e polêmicos. Apesar da suavização, o conteúdo crítico, que torna esta obra especial, permanece bastante presente e complexo. Majo to Yajuu Esse é um dos melhores animes da temporada, pois há mistérios instigantes, ação explosiva e personagens com motivações orgânicas. É possível notar também que há uma complexidade nas motivações. Complexidade essa não apenas nas motivações dos protagonistas, mas também nas motivações dos vilões e dos personagens secundários. Ademais, as tramas também são bem elaboradas, com desfechos inesperados, controversos e reflexivos. No entanto, é um anime Seinen, que deveria ser mais maduro e ter um ritmo adequado. O ritmo rápido, em que um arco é resolvido em um ou dois episódios, obriga os diálogos a serem diretos, menos naturais e com menor maturidade. Além disso, esse ritmo força a finalização de bons personagens e de boas tramas muito precocemente. Também é preciso salientar que, às vezes, é excessivamente pesado, levando posteriormente a suavizações que são por demais excessivas, como as ocorridas no final do primeiro episódio. Mashle: Shinkakusha Kouho Senbatsu Shiken-hen Esta temporada inicia-se descartando o que norteava toda a história, que era a principal piada do anime, a de que quase ninguém da trama sabia que o protagonista não era capaz de usar magia. Para tentar compensar, exageram na utilização de outras piadas, de tal forma que as tornam forçadas. A questão não se limita à perda do principal fator cômico, mas à perda de algo tão basilar nessa história que só pode ser identificado como à quebra de uma premissa. Isso resulta em uma diminuição da motivação do personagem e do interesse do público em continuar a acompanhar a obra. Posto que essa revelação deveria ser um clímax de finalização e não um elemento de início de uma nova temporada. Restando apenas de material ao anime uma trama de ação clássica shounem. Mato Seihei no Slave O ecchi por vezes vem de cenas ridículas, com elementos imaturos, mas ainda assim é legal. O anime apresenta também alguns personagens interessantes, e a produção está aceitável. No entanto, a premissa é vergonha alheia; a construção de mundo é péssima; a história consegue ser forçada, mesmo sendo simplória; e a trama é repleta de clichês. A impressão é que o anime quer ser um sonho erótico de um estereótipo de virgem masoquista. Para completar a cereja do bolo, o anime tem um terrível trabalho de som. Metallic Rouge É belo, bem animado, inteligente e complexo. As constantes cenas de ação são um destaque, uma vez que a computação gráfica não destoa, a tal ponto de suscitar dúvidas se de fato está sendo utilizada. Além disso, as cenas de ação se destacam por serem detalhadas, terem consistência e uma fluidez acima da média. Outro aspecto positivo da obra são as várias temáticas que aborda, como: o papel das máquinas, a fragilidade da vida, a eternidade, a liberdade, e a protagonista lutando contra coisas que deveriam ser do seu interesse. Entretanto, é provável que o anime não agradará a todos, uma vez que apresenta apenas mulheres protagonistas e desempenhando atividades típicas masculinas. Além disso, o ambiente de Marte costumeiramente não é bem aceito pelo público contemporâneo. Para completar, há uma ausência de um romance, que é um atrativo comum em animes. No passado, a ficção científica já utilizou Marte para inúmeras obras de sucesso, mas isso era em uma época em que se tinha pouco conhecimento do planeta e as especulações fascinantes dominavam o senso comum. Continuar usando Marte como uma Terra 2.0, não é somente uma questão de saturamento no gênero, mas principalmente de não mais parecer algo plausível. É possível notar uma tentativa de tornar as protagonistas mais femininas, talvez como uma forma de antecipar possíveis críticas, mas não tem como ocultar a ideologia progressista presente. Esta ideologia tem causado a destruição de boas histórias e acabado com a indústria do entretenimento. Como consequência das péssimas obras ideológicas, existe nesta geração uma grande rejeição automática do público. No entanto, nem sempre uma obra com essa ideologia é ruim. Infelizmente, apesar de Metallic Rouge ser ótimo, não foi lançado no tempo certo para poder brilhar. Ademais, é preciso fazer um adendo de que a ingenuidade GoKu, mesmo que em pequenas gotas, não combina com personagens femininas. Ore dake Level Up na Ken O anime correspondeu às expectativas com relação a ter uma boa produção e direção. Os momentos de ação são as melhores partes, pois transmitem muita tensão. Contudo, o anime permanece com a mesma premissa desagradável do original. O primeiro episódio é típico de um bom anime, com alguns pontos diferenciados e acima da média. O segundo episódio é ótimo, com muita ação, bom drama e uma tensão espetacular. Entretanto, o terceiro episódio é chato, consistindo apenas em explicar a premissa, a qual ninguém se importa e é cheia de problemas. Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e 3rd Season A produção é mediana como o esperado, mas a trama está sendo constantemente instigante. Se continuar atraente assim por mais alguns episódios seguidos, será a temporada mais continuamente instigante. Entretanto, isoladamente, os episódios da terceira temporada já são mais constantes em se manterem todo tempo cativantes. A primeira temporada tem uma primeira metade excelente e a segunda metade é um desastre, com exceção talvez do último episódio. A segunda temporada tem um ótimo último arco, além de mais alguns episódios esporádicos ou cenas deles. A terceira temporada é continuamente ótima, faltando apenas um grande clímax para se consolidar como a melhor das temporadas. Apesar dos aspectos positivos desta terceira temporada, há algo em Classroom of the Elite que incomoda em todas as temporadas. O anime sofreu muitas alterações em relação ao seu material original, em virtude de reduzirem muito o número de alunos nas salas. Embora essas modificações causem uma desorganização em determinados aspectos do anime, o que mais incomoda é que, apesar da redução de alunos, não resolveu o problema da abundância de personagens. Por vezes, é possível confundir os personagens, esquecer quem era aquele personagem e outras situações semelhantes. Além disso, há muitos personagens que só são importantes ocasionalmente e ficam flutuando em tela a maior parte do tempo. Há também o caso das garotas Kei e Ichinose, que são personagens carismáticas, mas acabam ocupando o lugar consolidado da Horikita, o que é algo extremamente desagradável. Yubisaki to Renren A trama tem um grande valor, está bem produzido, tem bons personagens, e momentos esplendorosos. No entanto, o anime consegue ser durante a maior parte do tempo monótono, gerando uma sonolência. |
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Tiago_Vaz_007 | Nov 9, 2023 1:13 PM
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Tiago_Vaz_007 | Sep 19, 2023 12:47 PM
Vc é um Anti-Herói?
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Tiago_Vaz_007 | Jul 13, 2023 5:53 PM
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Tiago_Vaz_007 | Jul 4, 2023 5:47 AM
Parte 2 – Impressões Finais da Temporada Spring 2023.
Majutsushi Orphen Hagure Tabi: Seiiki-hen — Uma visão do céu com uma jornada para o inferno. Resume bem uma obra com extremo potencial, maravilhosas ideias, mas tudo desperdiçado por um ritmo errado e por uma baixa produção. Essa é a quarta temporada, o anime fechou a trama principal e somando com o episódio especial dão um total de 49 episódios. Eu não li a novel, mas sei que são 200 capítulos. Logo, acredito que devam ter adaptado tudo e que não deverá ter uma quinta temporada. Até porque fui informado por terceiros que o anime adaptou tudo o que foi escrito na novel. Talvez a trama já fosse gigantesca para essa quantidade de capítulos da novel e o anime só tenha replicado o problema com uma quantidade insuficiente de episódios. Também não sei se foi cortado algo da novel, mas independente disso o principal problema desse anime é que tudo parece absurdamente comprimido. Logo, fica difícil de se envolver com alguns personagens, de entender o enredo, e de aceitar como se fossem naturais as reviravoltas. Sei que isso havia nas outras temporadas, mas nessa última a impressão é de como se tivessem colocado um conteúdo bem maior do que os das três outras anteriores juntas em uma só. Tudo é extremamente rápido e fica maçante de acompanhar. Em um episódio é apresentado um personagem carismático, para no seguinte ele já morrer. Em um episódio começa um arco, para no outro acabar. Por conta disso o propósito de muita coisa parece sem sentido e as resoluções são mal explicadas. Pelo menos nas outras temporadas, mesmo com os poucos recursos, as cenas com lutas não pareciam aceleradas. Já nessa se alguém piscar os olhos perde tudo. O pior que é a temporada do conflito épico, do ápice da obra, e o anime simplesmente pula a batalha decisiva sem mostrar nada. Entendo que a obra foi desacreditada, que a produção é de baixo orçamento, mas é o final. Mesmo que não fosse mostrado no mangá, posto que o anime não tinha entregado nada de especial antes, precisava exibir algo grandioso e recompensador no epílogo. Alguém pode acreditar que com todos os problemas que existem nesse anime eu deva o odiar, mas definitivamente não consigo, porque é apresentada uma enorme quantidade de excelentes ideias. O anime até começa a desenvolver bem algumas delas, o problema é que só começa e já pula para outra ideia maravilhosa que novamente terá o mesmo destino. Portanto, tenho uma sensação mista. Por um lado, fico extremamente feliz que tenham adaptado essa obra para anime e adoraria recomendá-la. Por outro lado, literalmente fico com os olhos cheios de água e o coração apertadíssimo por ver que algo com tamanho potencial não tenha recebido uma adaptação à altura. Além disso, por mais que não seja uma ótima adaptação é apenas mediana, e quando penso nos lixos que sai toda temporada, o meu humor melhora. Isekai de Cheat Skill wo Te ni Shita Ore wa, Genjitsu Sekai wo mo Musou Suru: Level Up wa Jinsei wo Kaeta — Os desenhos de personagens são lindos, o anime tem boa ação, agrada um protagonista forte que era fraco, as garotas são cada uma melhor que a outra, mas tem uma droga de roteiro. Resumindo, a trama é exaltação de protagonismo. O anime foi vendido como diferente por manter uma trama em outro mundo ao mesmo tempo que mantinha outra trama com o mesmo personagem no mundo real. A primeira impressão é que apenas a parte isekai seria vergonhosa, mas à medida que o protagonista vai ficando mais forte as aberrações vão escalonando no mundo real, de tal modo que esse acaba parecendo mais ordinário do que o mundo isekai. Todo o tempo o anime fica jogando coisas extremamente artificiais com intuito bem claro de exaltação ao protagonista, coisas que nos tiram da imersão. Não parece que o autor teve o mínimo de preocupação em criar nexos narrativos que fizessem a trama parecer verossímil e coerente. Tem uma ou outra coisinha que talvez possa se salvar na história: uma ou outra lição de moral, um pouco de romance, um pouco de empatia, e o carisma das personagens femininas. Geralmente o que acerta é o básico dos animes, diria mais, é o básico de qualquer história de fantasia. Muito disso também é por não sair das fórmulas consagradas de sucesso. Tipo: um herói que salva uma linda princesa indefesa; os colegas invejosos que fazem bullying; um personagem muito fraco que se fortalece. O pior é que tinha uma parte super pesada da história do protagonista, que tanto no anime como no mangá é passada de uma forma tão rápida, mais tão rápida que rompe a velocidade da luz, portanto a maioria das pessoas não percebe. A verdade é que só fui dar mesmo uma chance para esse anime porque ele também foi vendido como o anime do protagonista que pegava geral, que as coisas evoluíam muitíssimo no romance e que as garotas eram 10/10. No entanto, a verdade é que o protagonista até o fim dessa temporada não pega ninguém, são apenas garotas muito legais se atirando. Pelo menos os desenhos são bonitos e algumas cenas de ação são legais. Kaminaki Sekai no Kamisama Katsudou — Inova, tem reviravoltas, mas se equívoca com elementos genéricos e com alterações que são vergonha alheia. Essa proposta também é delicadíssima e às vezes o anime quebra ovos. No mais, na parte visual a produção é baixa. O que mais salta aos olhos é a animação em computação gráfica, principalmente quando aparecem os monstros 3D, pois é muito destoante e espanta o público. A rotoscopia também é presente em algumas partes e causa estranheza. Com certeza sempre que alguém lembrar desse anime, recordará dessas cenas. Claro que com uma animação minimamente de qualidade não traria essa impressão tão ruim e com uma de ponta teria um efeito positivo. Entretanto, não mudaria muito do anime porque não são tantas as cenas com essas coisas. Portanto, utilizar uma animação tão fraca para algumas cenas só pode ser fruto de baixíssimo orçamento, tendo em vista que a própria proposta da obra não necessita de muitas cenas fluidas. Naturalmente existe uma boa vontade de todo mundo ser bem mais tolerante com obras japonesas quando estas tocam em questões religiosas, em prol de uma liberdade poética e uma compreensão de que o Japão não é um país dado a religião. No entanto, um anime cujo foco principal da trama é falar da religião e fazer críticas de maneira direta e explícita, difere de usar alguns elementos de crenças religiosas, ou de fazer críticas veladas e pontuais. Nesse sentido posso dizer que é uma proposta que inova e por mais que o anime tente ser cuidadoso para não ser tão ofensivo às vezes desliza. Basicamente a visão do anime é que a religião é um tipo de: sacrifício, de escambo, de governo, de prazer sexual, de música e de família alienada. O principal acerto nessa obra são as reviravoltas, as quais de fato conseguem surpreender muito, mudando conceitos que já estavam formados ainda na premissa. Tudo nesse sentido é feito de uma forma coerente, que pareça natural e instigante. Isso faz valer muito a pena assistir à obra. Entretanto, também existem coisas não tão interessantes por serem genéricas, como os traços, os arquétipos, os cenários, as idols e o fanservice. Li alguns capítulos do mangá e comparando com o anime não muda muita coisa, mas não é uma adaptação 100% fiel e as mudanças que verifiquei foram todas para pior. Uma das cenas que mais detestei que mudaram foi uma que envolve a Bertrand. No anime a colocam vestida como se fosse uma sambista de carnaval, isso foi tosco, foi vergonhoso e incoerente. Em outras palavras, o anime não tem um bom diretor. "Oshi no Ko" — Relutei em assistir e iniciei acreditando que não valeria nada, mas terminei a temporada tendo a certeza que foi uma das melhores obras já criadas pela humanidade. Garanto fortes emoções e aulas de como fazer um bom anime. Esta é uma das críticas mais difíceis que já escrevi. Posto que, é fácil e bom falar dos erros, o difícil é comunicar dos acertos e fazer isso de um anime quase perfeito é um desafio. Portanto, vou focar naquilo que considero os pontos mais fortes desse anime, que o fazem ser tão amado e reconhecido, que é justamente conseguir passar muita emoção e ter conteúdo. A maioria dos críticos procura não falar sobre emoções, porque é algo tido como subjetivo e por estigmas da sociedade, mas a verdade é que isso é a alma dessa indústria. O que faz alguém ofertar a coisa mais valiosa que o ser humano possui que é o tempo? Sobre tudo é nisso que se baseia o entretenimento. Não interessa uma alta complexidade, algo mirabolante, algo inovador, algo extremamente realista. Absolutamente ter todas essas coisas nada significa se não conseguirem passar emoção, pois é esse o intuito dos realizadores e aquilo que o público almeja. Assim como valores críticos, artísticos e culturais, são secundários, muitas vezes temporais e apesar de não serem rotulados assim tem graus de subjetividades maiores do que o das coisas que transmitem emoções. Uma das marcas registradas dessa obra, é que em todos os episódios, ou quase todos, fecham com um ápice, deixando um suspense que cativa o interesse pela continuação. Alguns dirão que essa técnica do gancho é velha e isso é verdade, mas funciona e poucas obras conseguiram executar tão bem em tantos episódios como nessa. Também é algo que por deixar de ser tão usual e acertado nos animes até parece inovador. Obviamente foi um ótimo trabalho do diretor de composição de série que soube dividir bem o material dos episódios. Não só desse diretor de composição, mas da equipe toda, pois eu li o mangá e essas cenas não teriam o mesmo peso sem a escolha certa das músicas, dos enquadramentos, do ritmo, das cores, das sombras e da incrementação de mais quadros. A arte animada possibilita sensações sensoriais maiores, logo detém de mais possibilidades de provocar emoções. Entretanto, conheci a trama antes de ver a maioria dos episódios e a história é viciante por si mesma. Por mais que a equipe do anime tenha muitos méritos e grandes feitos, preciso reconhecer que o autor do material original e a desenhista do mangá tiveram a maior contribuição. Os personagens dessa história nos fazem ter empatia por eles, a ponto de termos os seus desejos, suas ansiedades, suas raivas e suas tristezas. Uma das maiores marcas para sabermos se os personagens são bons é quando a obra consegue nos colocar neles e sentirmos com eles. Esses personagens também tem arcos completos, mas são bons essencialmente porque nos comovem. As cenas mais impactantes em ordem são: Todas as cenas da parte final do 1.º episódio são espetaculares e é o que vende mais a obra. Só preciso comentar que faltou uma coisinha que tem no mangá durante a morte de uma personagem e que se tivesse sido mostrado no anime evitaria algumas críticas bobas. A cena do final do 7.º episódio, sem exagero algum, a assisti novamente pelo menos uma centena de vezes de tão boa e tão emocionante que ficou. Interessante que não é tão diferente no mangá, mas o pouco que mudaram a melhoram tremendamente. Fizeram que uma cena simples ficasse grandiosíssima com apenas um movimento de câmeras, sombras e uma acertadíssima trilha sonora. Pode não ser a mais impactante, porém é a minha favorita. Depois dessa cena não tinha como não reconhecer que esse anime era uma obra-prima. As cenas do final do 10.º episódio, melhoraram absurdamente em comparação ao mangá. Pois, foi estendida, os diálogos ficaram mais profundos, o cenário foi alterado, fizeram novos enquadramentos, colocaram sombreamentos que não existiam, deram cores espetaculares e colocaram uma fantástica trilha sonora. Se a cena do episódio sete me fez reconhecer ser esse anime uma obra-prima, essa do episódio dez me fez colocar no top dez de todos os tempos. Essa cena foi tão profunda e mexeu tanto comigo que chorei do começo ao fim, me deu satisfação e um sorrisão. No mais, se eu pudesse retocar a Mona Lisa colocaria apenas mais camadas com mais detalhamento nessa linda fotografia. A cena do final do 8.º episódio também foi melhorada no anime por conta do enquadramento e do uso de movimento de câmeras. Naturalmente o enredo tornaria essa cena empática, com um tom meio triste seguido por um de satisfação, mas a obra deixou mais dramática com as ótimas expressões faciais da personagem. No final do 9.º episódio teve um acréscimo de um clip com uma música inteira, o qual no mangá isso era representado somente por um quadrinho. Com certeza enriquece a obra, mas por mais que eu veja valor nisso, o que realmente me impacta é a parte da pontuação de uma personagem. Logo, talvez tenha ficado melhor no mangá, porque sem esse clip no meio da cena as pontuações contrastavam melhor. A cena do final do 6.º episódio, tem algo muito pesado, não tinha como não ser impactante, mas eu preferi bem mais no mangá por conta que deixaram a personagem histérica e também a trilha sonora não foi a melhor escolha. Uma curiosidade, é que vi um youtuber que odeia a obra comentar que esse episódio era irreal, artificial. Somente para ele quebrar a cara logo em seguida, quando veio à tona as manifestações de uma mãe criticando a obra por realizar algo muito idêntico ao caso real da sua filha. As cenas do final do 5.º episódio, acredito que nem preciso dizer que viralizou o vídeo da música do Pieyon, muita gente compartilhando, muita gente fazendo uma versão live-action, até a intérprete japonesa da Ruby participou de uma dessas versões. De forma geral curti essa cena, mas o anime não usou o mesmo enquadramento do mangá e o clip ficou um pouco esquisito. Os pensamentos em forma de fala também atrapalharam a cena no anime. A da escritora de mangá se emocionando no 4.º episódio, é o tipo de cena com conteúdo, com um valor crítico, mas o mais importante é como isso é transmitido. A personagem passa a emoção de assistindo uma adaptação do seu mangá e nós choramos assistindo-a chorar. Foi genial! A cena do final do 3.º episódio foi ótima, porque deu presença de palco ao protagonista, o deixou imponente e gerou um suspense para a continuação dela que viria no início do episódio seguinte. Para mim essa foi a parte que virei a chave sobre que não seria só um prólogo e que eu precisava aumentar a nota da obra. Também vi um youtuber reclamando que a cena de encerramento do episódio três deveria ter sido um pouco mais adiante. O problema é que não geraria um suspense para uma continuação e essa cena mais adiante é a do início do episódio quatro que não ficou tão boa quanto poderia. O fato é que quiseram incrementar coisas que tiraram um pouco da grande imponência que a cena do quarto episódio tem no mangá. Nessa cena no mangá o protagonista passa muito mais a ideia que está fazendo uma atuação talentosíssima, sendo de fato uma estrela. Também não é somente uma questão de passar a ideia, é de fazer dizendo que vai fazer algo brilhante. Isso é extraordinário! A cena do show do 11.º episódio, passou emoção, tem mérito por fazer muita coisa em 2D, e novamente o anime expandiu, colocando uma música, criando coreografias, em síntese deu excelentes complementos. Esse arco todo desde o início com a preparação para o show me deixou emocionado o tempo todo com lagrimas e risos. No entanto, eu tenho que ser chato, porque a parte visual dessa cena do show ficou aquém do que eu esperava, do que poderia ser e do que deveria ter sido, principalmente em alguns instantes que focou no público e em questão de detalhamento de cenários. Deixando claro que com isso não estou dizendo que ficou ruim, essa cena é sensacional e digna de fechamento de uma temporada, apenas merecia mais carinho. Se eu fosse o diretor fechava nessa parte ou na cena do carro, porque dava um sentimento maior de conclusão. A cena do carro é uma parte excelente que se mais explorada seria bem melhor. Outras cenas que merecem menção estão no 1º episódio e são: a morte de um personagem no início; a dança dos bebês que viralizou nas redes; a do Amaterasu; a da Ruby brigando com o Aqua por não ter sido acordada. O anime trata de alguns temas da indústria do entretenimento, tais como: talento não é o mais importante; obstáculos burocráticos; dificuldades financeiras; comportamento de celebridades; problemas para manter uma imagem ideal; relação de estrelas com os fãs e dos fãs com as estrelas. Em cima dessas temáticas o anime traz conhecimento desse mundo artístico e faz críticas contundentes. Isso é algo muito satisfatório, pois não deixa o sentimento que outras obras trazem de que estamos desperdiçando o nosso tempo sem receber algo agregador em troca. Além do que, são abordagens com perspectivas novas que não precisam ser complexas e profundas para alcançar um maior público. O tema da indústria do entretenimento é recorrente porque a trama está ambientada nessa indústria, mas esse não é o tema principal do anime e nem o único dos temas secundários. Inclusive a obra trata de outros temas secundários com muita mais profundidade do que esse. Temas como: amor, família, superação, hipocrisia, amadurecimento e responsabilidade. Estão muito entrelaçados com o tema principal da obra que é sobre vingança e mentiras, de tal forma que se confundem e por vezes são a mesma coisa. Eu entendo que coisas comuns são mais facilmente percebidas, mas somente análises rasas que não compreendem a filosofia dessa obra é que só veem a superfície do iceberg. Outro ponto que poucas pessoas se atentam é sobre a riqueza do simbolismo que essa obra usa e da fonte primária de inspiração do dualismo filosófico, mitológico, místico e lendário advindo da pré-história do Japão. O deus criador do xintoísmo Izanagi teve uma filha chamada Amaterasu, a deusa do sol que nasceu do seu olho esquerdo e da qual descende a família imperial japonesa. Já do olho direito de Izanagi nasceu o seu filho Tsukiyomi, o deus da Lua. Não é somente nas cores e nas estrelas do anime que fica claro esse simbolismo, mas também nas personalidades dos personagens. Pensei em falar também da abertura e do encerramento de episódios, mas eu preciso mesmo? Provavelmente serão as melhores do ano, assim como todo o anime. Mashle — No início acreditei ser um desperdício do meu tempo, uma babaquice. Não vou dizer que o anime mudou completamente, mas com o tempo foi me ganhando, as piadas começaram a funcionar e principalmente a jornada ficou instigante. Só consigo assistir e gostar um pouquinho dos primeiros filmes de Harry Potter. Já One Punch Man é muito mais agradável de assistir, mas também não é uma obra-prima. Estava bem incrédulo que uma fusão desses dois conceitos pudesse funcionar e o início de Mashle só fortaleceu muito essa minha visão, mas com o tempo acabou sendo uma das obras mais agradáveis de assistir dessa temporada. Não pela magia, nem pela parte cômica, mas sim por ter os elementos mais clássicos de uma aventura shounen. Que são: um protagonista bobão imbatível; um grupinho de super amigos acompanhando o protagonista na jornada; anti-heróis; um romance que quase não anda; e sobre tudo boas lutas. Fiquei interessado em saber qual será o final dessa jornada, o quão fortes serão os inimigos que Mashle vai enfrentar, e até onde irão os poderes dele e dos seus colegas (poderes que naturalmente irão escalonar). Jigokuraku — Gostaria de oferecer uma nota dez para esse anime, tem mais texto que muitos animes prestigiadíssimos, mas tem uma produção bem aquém do seu enorme potencial. Com isso também não estou dizendo que tenha uma produção e uma direção terríveis. O tempo todo nesse anime sempre está acontecendo algo importante, tudo com ação frenética e com consequências. Isso é bom, pois cai nas graças do grande público, mas o anime teria sido frenético do mesmo jeito se o ritmo fosse um poco mais lento na quantidade de capítulos adaptados por episódio, porque no mangá é tudo rápido e cheio de lutas. Não me parece uma boa decisão acelerar o que já é agitado, até porque o mangá só tem 128 capítulos e o anime adaptou 43 capítulos e meio. Para ficar com o ritmo de três capítulos por episódio que é o mais usual e tido como o mais próximo do ideal, precisaria de mais uns 3 episódios. O fato do anime ter muito conteúdo para adaptar em poucos episódios, resultou em cortes do material original na adaptação e em não aumentarem quase nada. Basicamente o que a direção fez foi um copiar e colar do mangá, dando inclusive os mesmos enquadramentos, sem praticamente melhorias. Em outras palavras, foi uma direção bem preguiçosa, pertencente a um estúdio super lotado, que oferece animações visualmente razoáveis e nada mais. Essa questão da parte visual é uma decepção, pois apesar de o anime ter belas cenas, confesso que pelo trailer imaginei que seriam algo espetacular. Principalmente nas cenas de luta era onde esperava muito mais aprimoramento, mas a produção estava aquém das minhas expectativas e o que entregaram foi apenas um aceitável. O diretor não melhorou nada nas batalhas em relação ao material original em nenhum sentido possível. Nem com uma trilha sonora mais decente que passasse melhor o drama e desse o clima de impacto. Posso dizer que com esse trabalho de direção que talvez até tenham piorado as lutas, tendo em vista que não souberam dar ápices a altura do potencial que essa história oferece. O anime censurou consideravelmente o ecchi, diminuindo bastante as cenas, mas o que realmente vai marcar essa obra serão os seios sem mamilos, os quais viraram piada. Isso é irônico e bem inesperado, porque desde o início e o tempo todo o anime é muito violento. O sangue é vermelho e jorrou solto com todo tipo de gore. Claramente não é uma obra para crianças, não vai sair em muitos canais mundo afora e não vai receber uma classificação baixa para justificar certas decisões. Outra censura que o anime fez foi a omissão de uma piada com um cego, a cena fica estranha porque logo em seguida falam da piada que não existiu no anime. Obviamente censurar apenas algumas coisas é contraditório, deixando isso ser uma clara sinalização de "virtudes" para a agenda do politicamente correto. Definitivamente história não era o que eu esperava de um anime shounen de batalhas, mas a obra superou em muito as minhas expectativas nisso. Justamente o que eu estava mais receoso demonstrou ser o grande trunfo. Não é uma história extremamente complexa, mas tem subtextos e um bom conteúdo com certa profundidade filosófica e religiosa. A temática principal do anime é a busca pela imortalidade, que aos poucos a obra vai dando contornos e perspectivas próprias. O anime também trata da filosofia do equilíbrio (yin e yang), muito presente na cultura oriental e já retratada diversas vezes em animes, mas nessa obra isso é explorado com profundidade, ousando na relação que tem com os sexos. Lamentei não ter dado um dez a esse anime por conta de ser uma trama imersiva que merecia um estúdio que a tratasse melhor. O que mais torna envolvente este enredo são os personagens, com seus passados desenvolvidos, com profundidade psicológica, com propósitos, com personalidades que evoluem durante a jornada, com identidades bem distintas, com camadas que vão sendo reveladas, com dimensões que os tornam humanos, e tudo isso é uma combinação para passar muitas emoções. Um dos pontos mais explorados dos personagens são as suas motivações, das quais suas fraquezas podem ser força, isso estando ligado diretamente a filosofia dessa obra, mostrando ser um texto coeso que se autoalimenta, portanto, é uma trama maravilhosamente bem escrita. Outros pontos interessantes abordados sobre alguns personagens são suas determinações para assumir fardos, seus interiores vazios, suas empatias pelas vidas ceifadas, suas dúvidas, seus medos. No mais é uma obra cheia de surpresas, fascinação, suspense e dramas. Kimi wa Houkago Insomnia — O anime não é tão monótono como temia, mas ainda é bem difícil de ser assistido. Mesmo o romance progredindo, fugindo de clichês, sendo muito belo, tendo personagens carismáticos, e histórias comoventes. Assistindo apenas um ou dois episódios quaisquer dessa obra, não passam de forma alguma a sensação que é monótona, sobre tudo porque os personagens são bons e é gostoso de ver a relação entre eles. A minha primeira impressão foi positiva e de surpresa, pois eu estava esperando que fosse ser um marasmo. No entanto, o problema é assistir mais episódios, porque dá uma indisposição tremenda. É tipo uma sensação de como se a obra não tivesse mais nada a oferecer. Está faltando algo para fazer as pessoas a quererem ver o próximo episódio e nesse sentido é maçante. Talvez isso seja pela falta de uma grande problemática para cativar, mesmo que nos momentos que eu estava de fato assistindo não tenha me incomodado com isso. Pode ser que seja porque ver um episódio dá a impressão de como se já soubéssemos de tudo, mesmo que a obra esteja fugindo de clichês. Talvez a falta de cliffhangers nos finais de episódios às vezes façam muita diferença. Não sei ao certo qual é o exato motivo do problema dessa obra, que apesar de ser ótima em alguns sentidos é cansativa em outros. Acredito que teria funcionado bem melhor se eu tivesse visto dublado. Para esse anime especificamente também recomendo assistir vários episódios de uma vez, pois o torna menos exaustivo do que ver semanalmente. Isso é lastimável, pois é um anime tão belo em tantos sentidos. Melhor Personagem Masculino da Temporada Spring 2023: Aquamarine ![]() Melhor Personagem Feminina da Temporada Spring 2023: Kana Arima ![]() Melhor Design de Personagem da Temporada Spring 2023: Isekai de Cheat Skill wo Te ni Shita Ore wa, Genjitsu Sekai wo mo Musou Suru: Level Up wa Jinsei wo Kaeta ![]() Melhor Anime da Temporada Spring 2023: "Oshi no Ko" ![]() |
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Tiago_Vaz_007 | Apr 10, 2023 7:43 PM
Primeiras impressões da temporada Spring 2023:
Tengoku Daimakyou — Coloquei como extra na lista de apostas, estava desconfiado que poderia sair algo bom dessa obra, mas se saiu muito melhor do que eu suspeitava. Tão bom que talvez se eu fosse o diretor só desse mais uns retoques no tom para parecer algo mais apocalítico. Apaixonei-me tanto por esse anime que corri para ler o mangá. Se o anime continuar nesse ritmo de capítulos adaptados deve ter seus últimos episódios dessa temporada lá pelo capítulo 32 e 33 do mangá, os mais pesados que li até agora. Muita gente vai gostar do final dessa temporada porque dará um grande clímax, e muita gente odiará porque será extremamente polêmico. Devo dizer também que o mangá tem coisas pesadas que poderiam ser muito mais pesadas e talvez devessem, mas senti que existe uma preocupação em não dar foco ao fanservice, sendo rápidas certas partes. Infelizmente o anime parece que está assinando ainda mais a agenda do politicamente correto e censurou consideravelmente mais. Dito isso, gostei dessas partes censuradas nesse início do anime, porque os desenhos de personagem nelas ficaram melhores do que no mangá e mesmo mostrando menos ficou mais sensual. Por fim, sua popularidade vem subindo absurdamente desde sua estreia. Boku no Kokoro no Yabai Yatsu — Os personagens são bem melhores do que eu imaginava, eles têm mais identidade, são mais interessantes e mais carismáticos. Outro ponto, são as partes que já eram presumíveis no enredo, por conta da premissa, que acabaram oferecendo um inesperado tempero para a trama e não saíram toscas como receava. No entanto, ainda é um romance escolar, algo que já está saturado, e a temática está muito voltada ao foco infanto juvenil. Com isso, dependendo da sua idade e do seu nível de saturamento, pode ser algo bem recomendado, mas para mim muitas vezes é desinteressante, chegando a ser desgastante. Dr. Stone: New World — Essa temporada teve um início monótono, tão chato que nem parece ser o mesmo anime. A falta de um antagonista, o ritmo acelerado e um menor foco nas invenções, são os principais pontos problemáticos. Alguns dizem que esse é o pior arco do mangá, outros dizem ser ótimo, eu tendo a pensar que esse anime vai ser o pior da série, pelo menos por enquanto já é o pior. Ainda assim não é ruim, tem como recomendar e nutro uma esperança que possa melhorar. Isekai de Cheat Skill wo Te ni Shita Ore wa, Genjitsu Sekai wo mo Musou Suru: Level Up wa Jinsei wo Kaeta — A parte isekai desse anime é vergonha alheia, mais tosca do que imaginei que seria, certamente a história dessa obra estaria bem melhor sem isso. Entretanto, é um anime que é apenas metade iskeai e a outra metade no mundo real tem pontos positivos bem melhores do que julguei que teria. Gostei do drama inicial, pois passou valores e deu empatia ao público sobre o protagonista. Também gostei dos personagens, do romance e visualmente tudo está muito bem produzido, tem lindos desenhos de personagens. Acredito que vale a pena assistir, entretém e eu deveria ter apostado nesse, posto que sua popularidade não para de crescer velozmente. Isekai Shoukan wa Nidome desu — Tão esquecível que quando fui escrever esse comentário mal faziam duas horas que havia assistido e já estava com dificuldades de lembrar. Tem uma variação ligeira em relação a outros isekais, mas de resto são coisas clichês, incoerências e vergonha alheias que tem em todo isekeai genérico e mediano. Nem pelo personagem super forte ou pelas animações tem como recomendar, porque não passa uma boa ação e a produção é bem mediana visualmente. A minha última esperança seria o romance/ecchi com seus alívios cômicos, porém foram absurdamente comedidos nesse ponto e o mangá é incomparavelmente melhor nesse quesito. Leiam o mangá, dropem o anime. Jigokuraku — Esperava algo ótimo desse anime por conta da produção, mas que verdade seja dita essa produção nem está lá essas coisas. No entanto, superou em muito as minhas expectativas por conta do enredo, justamente o que eu estava mais receoso. Gostaria que fosse o estúdio Ufotable em vez do Mappa, se fosse a Ufotable seria inquestionavelmente um 10 já nos primeiros segundos, todavia ainda é uma obra-prima. Curti muito não terem censurado profundamente a violência que é bastante forte nessa obra. Devo destacar que o gore não está presente aqui para aparentar ser algo maduro quando de fato é feito para adolescentes, mas que é consequência de algo maduro. No mais, o drama é ótimo, os personagens têm profundidade, a trama tem camadas e tem subtextos. Kono Subarashii Sekai ni Bakuen wo — Eu gostei, mas mesmo tendo coisas interessantes, confesso que tive que assistir duas vezes porque dormi na primeira. Não vou dizer que a série original é perfeita, bem longe disso, porém tem seus grandes momentos cômicos e eu senti que esse spin-off só com a Megumin não vai conseguir oferecer isso. Apreciar será mais pelo carisma da protagonista e talvez porque aparentou, nesse início, um enredo bem mais coeso do que a original. Mashle — A maior parte daquilo que assisti, achei um desperdício do meu tempo, pois eram basbaquices e o anime é cheio de incoerências. Nem para rir da maioria das idiotices consegui de tanto besteirol. Não tinha uma perspectiva boa antes de assistir, contudo eu tinha esperanças, queria estar enganado. Infelizmente é um anime feito para pessoas com probleminhas e de um jeito que nem eu imaginaria que seria. O que salvou foi um pouquinho de conteúdo no drama, e ter um protagonista superforte. My Home Hero — Com exceção do protagonista, que eu esperava que no início fosse um pouco mais corajoso, tudo mais está quase exatamente sendo aquilo que eu presumia que seria. A obra tem uma ótima premissa, bons personagens, bom ritmo, boa direção, uma excelente trama e até mesmo a parte visual, que eu estava desconfiado por conta do estúdio, está boa. Também notei que gradualmente o anime está tendo ganhos significativos de popularidade, mas me surpreende muito por ainda não estar muito mais acima nessa temporada e com uma nota muito maior. Já vi obras que depois do anime finalizar subiu um ponto e meio de média no MAL, quase dois pontos. Essas obras que vi subir assim não tiveram finais tão espetaculares para justificar um aumento tão expressivo, contudo tinham em comum com essa serem seinen e terem muitas mensagens. Isso me faz acreditar que coisas maduras não são populares no MAL, e que o público alvo delas é mais paciente e menos precipitado, ou foram apenas coincidências. Tonikaku Kawaii 2nd Season — Não queria dizer isso, todavia não gostei desse início da forma como gostaria de ter gostado. Certas abordagens temáticas já deram tudo o que tinham que dar na primeira temporada, escaloná-las ainda mais não é interessante. A obra precisa reinventar a sua problemática, sem perder a sua alma e mantendo um subtexto com conteúdo. Revelações de alguns dos mistérios e um aprofundamento das mitologias que os cercam, talvez esse seja o caminho para isso. Yamada-kun to Lv999 no Koi wo Suru — Não esperava um romance tão bom assim, sinceramente fazia tempo que via algo nesse nível e sua popularidade não para de decolar. Superou toda e qualquer expectativa que eu tinha sobre essa obra. Não só porque é um romance desconstrutivo e estranho, cativando o interesse em acompanhar, mas principalmente por conta da direção. O primeiro episódio adapta apenas um capítulo do mangá e o segundo adapta cinco capítulos, mas o ritmo não parece nem lento, nem apressado, enquanto termina os episódios nos melhores momentos possíveis. Só faltou um pouco mais de ousadia da direção em não seguir tão à risca algumas coisas do mangá. Yuusha ga Shinda — Era minha maior aposta, mas definitivamente o diretor não acertou o timing cômico nessa estreia. Faltou mais humor e talvez devesse ter focado mais nisso, talvez uma comédia mais escrachada, talvez algumas coisas precisassem ser mais criveis para contrastarem e gerarem humor. Não sei ao certo onde está o erro, porém faltou algo que deixou a desejar. Entretanto, ainda aposto nessa obra, pois foliei o mangá e sei que haverá oportunidades de ficar muito melhor. No mais, eu gosto da trilha sonora e vejo potencial nessa proposta. Kimetsu no Yaiba: Katanakaji no Sato-hen — Continua com a Ufotable e novamente na parte áudio visual é um espetáculo, é extraordinário. Agora com relação à trama, foi desnecessariamente longo esse primeiro episódio, o castelo já tinha sido apresentado no final da temporada passada. Essa recapitulação foi apenas para a Ufotable esbanjar o que tem de melhor e lucrar um pouco com isso. Também de negativo, as partes cômicas ficaram exageradas demais e não funcionaram como deveriam. No mais, gostei muito da apresentação da vila dos ferreiros e dos personagens envolvidos nesse arco. Kimi wa Houkago Insomnia — Está muitíssimo bem produzido, contudo admito que eu tinha uma expectativa de ver algo mais belo. Não foi tão monótono como eu temia, mas para quem estiver procurando algo eletrizante não é esse aqui não. Os personagens são carismáticos como achei que seriam, só não tão quão eu imaginava. O que eu mais gostei foi sair da relação clichê escolar de amizade/paquera, oferecendo algo com mais maturidade e substancia. |
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Tiago_Vaz_007 | Mar 28, 2023 8:51 AM
https://fal.myanimelist.net/spring_2023
Minhas cinco apostas para a temporada spring 2023. Ativos: • Kono Subarashii Sekai ni Bakuen wo! • Tonikaku Kawaii 2nd Season • Mashle • Yamada-kun to Lv999 no Koi wo Suru • My Home Hero Banco: • Kimi wa Houkago Insomnia • Boku no Kokoro no Yabai Yatsu • Yuusha ga Shinda! Extra: • Tengoku Daimakyou ![]() Kono Subarashii Sekai ni Bakuen wo! – O nome kono Suba é muito forte e a Megumin é muito popular, por isso para o mal ou para o bem será muito comentado. Vou assistir e estou torcendo para que seja bom, mas tenho serias dúvidas se a Megumin sozinha, sem o restante dos principais de kono Suba, será o suficiente para sustentar essa obra. ![]() Tonikaku Kawaii 2nd Season – Quem o ama, o ama, quem não gosta só lamento. É uma obra riquíssima pelas inúmeras referências ao conto do Cortador de Bambu, que é a mais antiga narrativa japonesa existente e da qual deriva a lenda que deu o nome ao Monte Fuji. Tonikaku é um romance belo com raízes lendárias, que oferece novas perspectivas, novas reflexões e uma continuação ao conto do Cortador de Bambu. ![]() Mashle – Harry potter e One punch man fizeram sucesso, tem suas legiões de fãs, e certamente Mashle por fazer uma fusão das duas obras vai receber toda a boa vontade de um grande público. No entanto, não sou fã de Harry potter e estou descrente que One punch man possa ser copiado com a mesma qualidade. Vou apostar nesse, mas não estou com a mínima vontade de assistir. ![]() Yamada-kun to Lv999 no Koi wo Suru – Uma aposta perigosa, o estúdio é o Madhouse, o mangá não é popular e nem tão bem avaliado. A premissa tem algo que parece interessante, mas também tem problemas e desconfio que será difícil levar o anime por doze episódios, mantendo elevado o interesse na obra. Estou apostando porque souberam vender, garantindo um bom público inicial, e também o anime não parece que será um desastre de ruim. Por último, tem um público considerável que curte muito um romance de otaukus mais velhos e introvertidos. ![]() My Home Hero – Sou um grande admirador do finado Tezuka, mas não aprecio muito as obras em termos de qualidade de produção do estúdio que leva o seu nome. Essa é a minha única ressalva, porque se depender somente da trama será um sucesso garantidíssimo. ![]() Kimi wa Houkago Insomnia – Sendo bem honesto, não estou nenhum pouco interessado em assistir essa obra, a sinopse não me vendeu. No entanto, tenho que admitir que o trailer está espetacularmente lindo, os personagens parecem carismáticos e os designs têm traços mais puxados para o realismo japonês. O ponto definitivo para colocar essa obra entre as possíveis apostas, é que o mangá é muito bem avaliado e consideravelmente popular. ![]() Boku no Kokoro no Yabai Yatsu – Estou saturado de romance escolar com vida cotidiana. As obras precisam ter um diferencial, uma problemática, algo que não seja tão comum no dia a dia, algo que possa cativar o interesse. Esse anime é sobre um psicopata que quer matar seus colegas, mas que muda por se derreter pela gata mais gata da turma e de fato a personagem tem designs bonitos. Parece que a problemática já está resolvida na sinopse, logo não tenho muito interesse. Contudo, vou apostar e talvez assistir porque o mangá é muito bem avaliado e popular. O anime também está tendo hipe e sendo bem promovido. Além do que não tem muitos concorrentes a altura nessa temporada. ![]() Yuusha ga Shinda! – Curti muito a música e a parte cômica que vi no trailer. Acredito que a fórmula de fazer uma paródia escrachada com fantasia, ação e ecchi é acertadíssima. Isso deveria ter sido mais enfatizado no trailer e na sinopse. Para ser melhor vendido, precisava de menos coisas como: os traços genéricos em cenários; e o fazendeiro de anime típico de temporada. Por isso acredito que essa obra deva começar atrás de muitas outras tantas, mas que tem uma tendência de subir muito por conta do boca-a-boca com o passar dos episódios. Minha maior aposta, que possivelmente será a surpresa da temporada, quem sabe do ano. ![]() Tengoku Daimakyou – Acho que esse tem um bom potencial e até o último momento estava dentro da minha lista de apostas, mas tem um limite de animes que posso apostar e escolhas precisam ser feitas. A escolha foi mais por conta que esse gênero e essa demografia tendem a ser menos populares. Com essa proposta, para ficar realmente bom, precisa de um considerável investimento em produção e um tato apurado para saber o tom certo a ser dado, coisas que não estou tão confiante que terá. |
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Billy_Griean | Mar 21, 2023 7:30 PM
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Thipok11 | Mar 20, 2023 9:04 PM
Feliz aniversário!
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Tiago_Vaz_007 | Mar 4, 2023 3:51 PM
Reagindo ao vídeo do Ig0y
https://youtu.be/-oAUY3shRFs De antemão quero deixar claro que esse texto é totalmente respeitoso com o Ig0y e com a sua religião. São apenas as minhas opiniões conforme os argumentos apresentados no vídeo dele. Também preciso dizer que já o convidei para uma conversa em dezembro, a fim de compartilharmos os nossos pensamentos sobre esse tema. Ele deu uma desculpa que não poderia fazer isso naquele momento e propôs que eu fizesse um texto, que me indispus na época a escrever pois como o informei seria um longuíssimo texto. Como o tema novamente se tornou polêmico, mudei de ideia e decidi colocar alguns dos meus pontos reagindo ao novo vídeo dele. O Ig0y tem o direito de não querer ter uma conversa comigo, como também está no meu direito reagir ao vídeo dele e dar minhas opiniões sobre esse tema de forma saudável, sem agressões. Quero deixar registrado que tudo que estiver nesse texto o diria pessoalmente. Portanto, se o mesmo achar necessário e quiser em outro momento conversar por call não recusarei. Para contextualizar, antes de entrar nos tópicos propriamente do vídeo, a polêmica ocorre pelo uso do Ig0y em suas redes sociais da manji (suástica). Certamente quando ele colocou esse símbolo já sabia que causaria polêmicas, sendo irreal achar que o mesmo não provocou a discussão. Com isso não estou dizendo que a culpa é da vítima, mas convenhamos que se colocar em situação de vulnerabilidade é no mínimo de uma estúpida irresponsabilidade. Não acredito que o Ig0y seja uma pessoa ingênua, logo ele sabia que pessoas começariam a fazer certos comentários, sendo assim estava buscando que algo desse tipo acontecesse. Fazendo uma analogia, é como alguém que entra em um estádio de futebol vestindo a camisa do Palmeiras no meio da torcida organizada do Coríntias, alegando que aquela camisa tem outro significado. 1. Tokyo Revengers. Em um determinado momento do vídeo, quando o Ig0y tenta argumentar que não provocou a discussão, ele cita esse anime Tokyo Revengers. Não é um ponto muito relevante para os argumentos dele, mas acho importante pincelar um pouco sobre essa obra, porque a mesma também se envolve em polêmicas por conta do uso da suástica. Toda obra passa mensagens, quase sempre intencionais, algumas bem explicitas, outras subliminares, e todas com conhecimentos e valores. Tokyo Revengers passa algumas mensagens negativas, muito menos pelo uso propriamente dito da suástica, e muito mais por conta que há outros elementos que caracterizam aqueles grupos ideológicos que atuaram na Europa nas primeiras décadas do século XX. Recomendo muito o filme chamado A Onda para quem ainda não assistiu. Esse filme é baseado em uma história real que aconteceu nos Estado Unidos da América, em uma escola em Palo Alto, na Califórnia. O filme retrata um experimento social que um professor anarquista de ciências sociais resolveu aplicar em sua turma, com alunos das mais diversas orientações políticas, classes sociais e comportamentos. No filme o professor converte toda a sala ao autoritarismo, a coisa se espalha por toda a escola, saindo totalmente fora de controle, onde nem mesmo o professor consegue acabar com aquilo sem a resistência dos alunos. Eu citei esse filme porque ele mostra muito bem quais são as gênesis das ideologias autoritárias, que estão muito presentes no anime Tokyo Revengers. Coisas como: todos se vestirem iguais, violência, ações em conjunto, organização, identidade comum, sentimento de pertencimento a algo, um líder carismático, etc. Para ficar bem claro esses pontos, recomendo que assistam ao filme. Sabemos que não são todos os japoneses, mas que não sejamos inocentes, a sociedade japonesa é etnocêntrica, é xenófoba, é orgulhosa, é muito homogênea e não ver com bons olhos o diferente. Coisas que seriam estranhíssimas no ocidente são normais lá, defendidas de modo a manterem as ideias de igualdade e pertencimento. Para quem não sabe, nas escolas há inspeções de maquiagem, de se sobrancelhas foram feitas, se as roupas estão nos tamanhos corretos, se estão com roupas íntimas na cor branca, etc. Na vida adulta também é cobrada a padronização das pessoas, deixando pouco espaço para individualidade, como, por exemplo: as empresas medem até a cintura dos seus funcionários. É impossível falar e escrever sobre aquilo que não se conhece, que não se vive, logo obviamente muitas das mensagens dos animes refletem e passam um lado negativo da sociedade japonesa. Também é preciso dizer que o Japão era membro do Eixo na Segunda Guerra Mundial, que fez coisas terríveis, que ainda tem problemas com os Chineses e com os Coreanos, e que ocasionalmente aparecem autores e obras envolvidas em questões polêmicas. Um exemplo é o autor da obra Again in Another World, que além da sua obra ser complicada, exaltando um militar japonês da Segunda Guerra, ainda postou via twitter insultos discriminando chineses e sul coreanos. O ponto mais problemático de Tokyo Revengers é mostrar uma imagem relativamente positiva das gangues, romantizada, levando com certeza jovens a se sentirem atraídos. Esse é justamente o ponto central da fundação daqueles partidos, tanto na Alemanha, com a SA, como na Itália, com os Camisas Negras, essencialmente eram gangues violentas padronizadas. Piora muito mais quando no anime os personagens dessa gangue pintam os cabelos de louro e usam roupas pretas, parecendo a SS. Qual o uso religioso de uma suástica usada por uma gangue de rua em sua bandeira e em seu fardamento? Será mesmo que o autor é tão ignorante que não sabe o outro significado que esse símbolo tem? Acaso alguém acredita que os produtores e diretores desse anime, que na primeira temporada já começa com 24 episódios, achavam que a obra ficaria restrita ao Japão? Eu gosto muito de aplicar o conceito de que sejam inocentes até que se prove o oposto, mas me parece absurdamente improvável que a mensagem dentro do contexto da obra não seja pelo menos dupla. Para concluir e não parecer que julgo o anime terrível, se colocarmos de lado essas coisas, é uma obra que pode produzir uma boa diversão. 2. O perfil é meu, faço o que eu quiser. Uma afirmação um tanto arrogante e um tanto imprecisa. A liberdade nunca é plena, ninguém tem a liberdade de tudo, a liberdade tem que ser restrita para garantir a própria existência da liberdade, esse é o princípio da liberdade. Por acaso alguém pode ter a liberdade de ter escravos? A partir do momento que se faz alguma coisa, que se posta algo, ou que se fala alguma coisa que está incomodando o outro, que está agredindo uma pessoa, esse é o limite, e a lei tem que atuar, o estado tem que punir. É por isso que é proibido e ninguém pode defender algo criminoso. Outro ponto, não é somente postar aquilo conforme as normas da plataforma. Tem que ser de acordo também com as leis do estado e mesmo quando não estiver tipificado de forma explicita, ainda assim tem que permanecer conforme os princípios da lei. Mais do que isso, tem leis que não são escritas por governos, nem precisam de papel, são as leis de boa convivência, que precisam apenas de um pouco de faculdades mentais e bom senso. Tem coisas que não convém fazer e errado é quem faz. Por último, nesse ponto, é falso dizer que não teria culpa se não é essa intenção. Se está causando dolo a um indivíduo, a uma organização, a uma empresa, ao estado, ao ambiente, a sociedade, não importa quem seja, se sabia dos riscos, assumiu as responsabilidades, logo tem culpa. 3. Lei mundial. Esse tópico será pequeno pelo simples fato de que não existe uma lei mundial que o Ig0y cita no vídeo. Quanto ao tratado pós-Segunda Guerra Mundial (Tratado de Paris), que não é uma lei mundial, foi sobre tudo para resolver questões territoriais, se nele foi estabelecido qualquer coisa sobre o uso de suástica desconheço. O único ponto que não tenho questionamentos desse tópico, é que após a Segunda Guerra Mundial quem ainda usava suástica convencionou a usar invertida a daquele regime que governava a Alemanha. 4. Origem do termo suástica. Prefiro o uso do termo manji (como é chamado no Japão) em detrimento de suástica, acho mais respeitoso com os budistas e hinduístas, porque desassocia ao uso que deram a esse símbolo para fins não religiosos. No entanto, desde que ninguém se sinta ofendido, também não vejo problemas sérios de ser chamado suástica por pessoas leigas sobre o termo manji, até porque é o mesmo o símbolo. Agora daí usar um argumento de origem para justificar que o uso do manji ou de suástica, seja certo ou errado, é uma falácia etimológica, é uma falácia de origem. Será mesmo que o termo suástica não pode ser utilizado para definir o símbolo do nacional-socialismo? Alguém no ocidente, além de alguns poucos estudiosos, sabem da sua origem etimológica? O ocidente faz ligação dessa palavra com indianos? No fim, não importa a origem da palavra, mas o sentido que se é dado. Logo, o fato é que no ocidente o termo suástica hoje tem um sentido mais ligado aquela ideologia, e manjin tem um sentido ligado as culturas e as religiões orientais. Portanto, para alguém esclarecido que faz uso desse símbolo melhor convém usar manji, de modo a evitar um entendimento equivocado. A não ser, é claro, que a intensão seja dúbia e nesse caso essa pessoa não pode reclamar de críticas acidas. O termo cristão originalmente era usado pelos inimigos dos cristãos, como uma forma de escarnecer, de os difamar, de os desmerecer, de os desdenhar. Por isso a palavra cunhada pelos seus inimigos e apropriada do nome do seu líder não deveria ser usada? A palavra protestante também não foi cunhada pelos protestantes, mas pelos católicos como uma forma de ofensa. Algum protestante se sente ofendido por isso? Posso dizer que senti uma forte lacrada do Ig0y ao falar dos: inimigos britânicos e americanos, grandes empresários maldosos, banqueiros. Os quais se apropriaram do termo indiano suástica e chamaram de suástica a suástica nazista. O certo eram os brancos, burgueses, colonizadores darem um nome britânico para algo usado pelos orientais e assim poderem depois serem acusados de anglicanismo?! Nem o professor de história do ensino médio lacra assim. Um adendo, não que isso seja realmente importante, porque estou construindo minha argumentação partindo do pressuposto que a pesquisa etimológica do Ig0y seja verdadeira. Contudo, em minhas pesquisas não encontrei absolutamente nada sobre essa palavra ter sido dada por americanos e ingleses com a emancipação da Índia da Inglaterra no pós-Segunda Guerra Mundial, muito menos para difamar os indianos. Pelo que estudei, o termo suástica já era de uso corrente a comuns muito anos antes daquele partido adotar o símbolo e com os primeiros registros desse termo tendo mais de 2000 anos. Escreveu Adolf Hitler no livro Mein Kampf: “Como nacional-socialistas, vemos em nossa bandeira nosso programa. No vermelho, a ideia social do movimento; no branco, a ideia nacionalista, e na suástica, a missão de lutar pela vitória do homem ariano, e ao mesmo tempo pelo triunfo da ideia do trabalho produtivo, ideia que é e será sempre anti-semita”. Quem realmente fazia correlação da suástica com os indianos eram os nacionais-socialistas, por conta da ideia de que eles eram os arianos puros. Sendo os arianos o povo que deu origem ao homem branco, desde parte dos indianos (castas superiores) até a Europa. Ainda nessa questão etimológica, outro exemplo é a palavra denegrir. Não faz muito tempo teve uma repórter que em uma reportagem ao vivo utilizou esse termo. Um dos seus colegas duramente a reprimiu no mesmo momento e pelos instantes que se seguiram a reporte se desculpou de forma vexatória. O problema é que a palavra denegrir não tem nenhuma conotação racial, nem ao menos há uma relação etimologicamente. Denegrir vem do latim, "denigrare", é uma palavra muito mais antiga do que o Brasil e do que seus problemas. https://www.youtube.com/watch?v=TUZd1ZBznRk Nesse ponto, ao defender o uso de um termo, tem outra falácia além da de origem, que a de semântica. Alguém pode falar do meu português “mal escrito”, de pontuações inadequadas, de concordâncias fora da norma, de falta de acentuação, mas nada disso realmente é um erro se houver entendimento do interlocutor da mensagem, o máximo que pode ser dito sobre essas coisas é que estão fora da norma culta. Portanto, não importa muito se é chamado manji ou se é suástica, se o interlocutor entendeu a mensagem do remetente está correto, mas caso não tenha entendido está errado e a culpa é do remetente até que forneça uma explicação mais adequada. Erra alguém querer impor ao outro na sua comunicação coisas alheias ao entendimento comum da sua cultura e linguagem. 5. Monark é retardado.... Quem vai defender a suástica? Na antiguidade, na Grécia antiga, existia uma escola, uma sociedade de ascetas, com praticais morais valorosas, eram místicos, pensadores, filósofos, músicos, astrônomos e sobre tudo matemáticos. As pessoas que faziam parte eram chamadas de pitagóricos em função do seu fundador Pitágoras. A esse fundador é atribuído o teorema de Pitágoras, a ser o pai da música por descobrir a relação entre os números e as notas musicais, a descoberta dos únicos cinco poliedros regulares, e a ser a primeira pessoa na história do mundo a concluir que o mundo era uma esfera. Os pitagóricos consideravam o dodecaedro, um dos cinco poliedros regulares, constituído por 12 pentágonos, o mais harmonioso e soberano dos sólidos, para eles representava o universo ou o cosmos e o mantinham sobre segredo por ser considerado perigoso demais. O pentagrama, também conhecido como estrela de cinco pontas, está estreitamente relacionado com o pentágono regular, bastando unir os vértices por diagonais. No que lhe concerne, o pentágono tem uma quantidade absurda de números áureos (a divina proporção, o número da beleza) e do retângulo de ouro, são tantas às vezes que é difícil de serem contadas. O pentagrama era o emblema da escola de Pitágoras, era o símbolo que os matemáticos usavam para se reconhecerem. Possivelmente o primeiro símbolo da matemática e eu não consigo imaginar outro símbolo com mais matemática do que esse, não existe um maior. Sendo o pentagrama o símbolo primordial da matemática, por que não vemos matemáticos usando esse símbolo? Por que não vemos escolas com pentagramas? Por que não vemos universidades com pentagramas? Por que não encontramos pentagramas se quer nos departamentos de matemática? Esse símbolo não deveria ser usados por todos da área de exatas? Porque durante a idade média os satanistas começaram a utilizar o pentagrama e o que representava a matemática tomou outro significado. Convém aos matemáticos hoje usarem pentagramas? Quem vai defender o pentagrama? Para min que sou da área de exatas, que conheço a matemática contida e a história clássica desse símbolo seria maravilhosos poder colocar no meu perfil das redes sociais e no meu nome. Contudo, qual seria a mensagem que eu estaria passando? Quem entenderia? Quantos da área de exatas conhecem a história e o significado desse símbolo? Eu posso exigir que as pessoas saibam a história do pentagrama? As pessoas precisam saber a história do pentagrama? Que tipo de pessoas eu vou estar chamando para quererem interagir comigo? Eu posso esperar algo diferente de satanistas e adolescentes problemáticos? A grande maioria das pessoas irão entender que eu sou satanista, que não compartilho dos valores morais ocidentais, que não bato bem das ideias e eu não posso culpar elas, a culpa será exclusivamente minha. É preciso parar de pretextos, ter bom senso e entender que o contexto que vivemos é de uma sociedade real e não imaginaria. Em um contexto escocês, homens podem usar saias; em um contexto russo, homens se beijam como cumprimento; em um contexto árabe, homens andam de mãos dadas. Se eu sair por aí no Brasil de saia, beijando homens e andando de mãos dadas com eles. Tem como culpar alguém de entender algo diferente daquilo que supostamente eu queria passar? Convém eu fazer isso no Brasil? Exceto caso eu queira realmente passar essa mensagem e depois eu meta o louco dizendo que não sou isso, que o povo é que é xenófobo. 6. Apito de cachorro é coisa de cristão. Fazer essa imputação inverídica de apito de cachorro aos cristãos é um desrespeito e no mínimo irônico por estar em um vídeo que supostamente deveria ser reivindicando respeito religioso, inclusive ameaçando os desrespeitosos. O cristianismo não prega a discriminação por questão de raça. O cristianismo também não prega coisas dúbias, pois não precisa e fazer foge dos seus valores. Quem usa apito de cachorro não são grupos de cristãos, nem de budistas, nem de hinduístas, nem de judeus, nem de muçulmanos. Quem usa o apito de cachorro são pessoas públicas, passando mensagens políticas quando estão aos olhos de uma multidão, geralmente são políticos buscando apoio de grupos ou de pessoas que simpatizam com algo mal visto pela sociedade. Quase sempre essa coisa má tem relação com algo criminoso, sobretudo em questões raciais. A linguagem usada no apito é dúbia, para significar uma coisa para a população em geral e mais outra para o grupo-alvo. A expressão apito de cachorro também não é adequada para sociedades secretas, posto que nessas sociedades faltam alguns desses fatores elencados e nunca nenhum grande meio de imprensa usou essa expressão para tal. Um ponto a destacar é que alguém pode utilizar o apito de forma não intencional, ingênua, e nem por isso deixou de usar o apito. Também, uma pessoa pode ter a ciência que a mensagem é dúbia, mas pode não se importar por qualquer motivo que seja e continuar usando o apito. Com isso não estou dizendo que essa pessoa queira sinalizar para aquele grupo, apenas que não se importa o suficiente a ponto de mudar algo por conta disso. Ficar perguntando quem tem autoridade para dizer o que é um apito de cachorro no sentido de desqualificar o argumento, é uma falácia non sequitur e de autoridade. Falácia de não se segue, porque existindo ou não uma autoridade, não implica em nada para existir ou não um apito. Falácia de autoridade, porque obviamente ter uma autoridade também não valida isso ou aquilo ser um apito. O fusca pode ser um apito de cachorro? Sim, claro, obvio, tudo depende do contexto para que a situação que o fusca seja inserido permita uma mensagem dúbia. Os contextos tem muitas variáveis, mas para uma mensagem de massa que é o apito nem uma delas será de conhecimento particular, por exemplo, o que até pouco ninguém sabia era sobre a kombi rosinha do Ig0y. 7. No Brasil tem algum problema? No ocidente tem algum problema? Este mês saiu uma notícia de um adolescente de 17 anos, usando uma braçadeira contendo uma suástica, que tentou invadir uma escola portando um machado, galões de gasolina e uma mochila cheia de coquetéis Molotov. No Brasil não tem supremacistas? Não tem problemas? https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/jovem-e-apreendido-com-simbolos-nazistas-apos-arremessar-bomba-caseira-em-escola-em-monte-mor-sp/ No final do ano passado a Globo acompanhou a Polícia Federal prendendo um grupo de integrantes daquela ideologia. Foram presas seis pessoas que planejavam matar mendigos, negros e nordestinos. Um deles tinha 24 anos e é estudante de Engenharia de Agricultura. Outro era auxiliar de escritório, de 27 anos e formado em Comércio Exterior. Tem um estudante de Engenharia Automotiva da UFSC, de 21 anos; e outro que cursa Letras, de 20 anos. O último, também de 20 anos, cursa Direito. https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2022/10/23/policia-prende-grupo-de-jovens-acusados-de-neonazismo-em-sc.ghtml O Ig0y pediu provas do porquê devemos nos preocupar, então vamos às provas. A Polícia Federal informa explosão de inquéritos envolvendo investigações sobre apologia daquela ideologia. Até pouco tempo atrás, eram poucos os inquéritos, entre 4 e 20 a cada ano. A virada se deu em 2019, quando foram abertas 69 investigações de apologia. A situação piorou em 2020, quando os policiais federais investigaram 110 casos. O Brasil não tem motivos para se preocupar? https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2021/08/confundida-com-liberdade-de-expressao-apologia-ao-nazismo-cresce-no-brasil-a-partir-de-2019 Em mapeamento de 2023 foram identificados 530 núcleos daquela ideologia atuando no Brasil. A SaferNet Brasil, organização não-governamental que atua mapeando denúncias anônimas de crimes e violações contra os direitos humanos na internet, localizou 2.516 páginas no Brasil em 2020. O país está na sétima colocação global do ranking publicado pela ONG. https://www.brasildefato.com.br/2022/01/27/ha-uma-onda-neonazista-no-brasil-entenda-o-que-dizem-os-numeros-e-especialistas-no-tema O número de denúncias de adeptos daquela ideologia no Brasil expõe uma realidade alarmante. Em oito anos, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por meio da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, recebeu e processou 228.962 relatos anônimos a respeito de 21.921 sites sobre o tema, com imagens, textos, vídeos, músicas e outros materiais de apologia. https://noticias.r7.com/cidades/regiao-sul-do-brasil-concentra-cerca-de-100-mil-simpatizantes-do-neonazismo-10062014 Poderia ficar somente na realidade brasileira, afinal o Ig0y vive no Brasil, mas como o mesmo questionou todo ocidente, vamos lembrar do extremista Anders Behring Breivik, que assassinou 77 pessoas em 2011 na Noruega. Recentemente o mesmo fez uma saudação daquele movimento aos juízes de uma audiência que avaliavam seu pedido de liberdade condicional. https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/noruegues-que-matou-77-faz-saudacao-nazista-em-audiencia-para-liberdade-condicional/ Para não dizer que é somente no Brasil e na Europa, porque no velho continente em todos os países isso está crescendo assombrosamente. Vamos lembrar de um grupo americano de manifestantes daquela ideologia que fez recentemente uma passeata na cidade de Tampa, Flórida, nos Estados Unidos. https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/07/25/grupo-nazista-faz-passeata-durante-conferencia-conservadora.htm Eu poderia passar horas pegando notícias, dados de governos, dados das polícias, pesquisas feitas por institutos sérios, para entregar as provas que o Ig0y solicitou. No entanto, acho que essas já são o suficiente e qualquer pessoa pode encontrar muito mais facilmente com uma pesquisa simples no Google. Essas notícias não são narrativas minhas, não são as afirmações do Patrux, não são as opiniões do Ig0y, são apenas os fatos. Contra fatos tão obvieis não tem contestação, basta apenas não estar alheio ao que está acontecendo ao seu redor, ficar minimante informado, não ser alienado, que consegue enxergar essas constatações. Coloquei notícias, mas tenho experiências e acho interessante compartilhá-las para não parecer que estou falando apenas de coisas distantes de mim. Durante a minha adolescência, frequentei uma escola relativamente grande, com mais de 4 mil alunos e exclusiva de ensino médio. Em determinado dia começaram a aparecer suásticas em cadeiras e mesas, os dias foram passando e os símbolos começaram a aparecer nas portas, paredes e corredores, mais alguns dias se passaram e os símbolos já apareciam nos quadros antes do início das aulas. O mais comum era o símbolo da suástica, mas apareciam outros também e frases nem um pouco agradáveis. Era absurdo, era assustador e isso perdurou por muito tempo, cada vez mais aumentando e aumentando. Não sabíamos quem eram eles, mas percebíamos que não era uma pessoa, que não eram duas pessoas, mas que eram muitas pessoas. Surpreendi-me de isso não ter caído nos jornais da época, nem de a polícia não ter aparecido de forma mais incisiva. Demorou muito para alguém esboçar alguma reação. Todavia, um dia vários professores de uma vez só começaram a passar séries de vídeos para todas as turmas, sobre os horrores que aquela ideologia tinha feito, mostrando detalhes, entrevistas das vítimas relatando tudo. Foram vídeos bastante chocantes, mas essenciais, pois só depois disso é que as coisas pararam de aparecer. O principal erro do Ig0y é acreditar que as pessoas são esclarecidas, que são boas, principalmente as do Brasil e mais do que isso, acreditar nos jovens, o grupo com o qual ele tem mais contato. As pessoas da época da Segunda Guerra achavam que estavam vivendo em uma sociedade moderna, de pessoas civilizadas, e nem mesmo os judeus jamais pensaram que coisas daquele tipo poderiam acontecer. É de uma irresponsabilidade tremenda subestimar o mal. Mesmo que usar certas coisas não sejam contra a lei, por mais que a intenção possa ser uma intenção legítima, uma intenção boa, uma intenção justificável, ainda assim podem gerar certas consequências que não são boas. Isso é uma questão muito delicada, muito séria, onde o dolo não pode ser perceptível facilmente. Outro caso que quero trazer é de um ex-vizinho meu. Era uma pessoa adepta dessas ideias, uma pessoa de físico forte e de família bem abastarda financeiramente, um filhinho de papai que não fazia nada da vida, que era violento, e que andava com pistolas e submetralhadoras. Lembro de uma vez que esse vizinho chamou de negro uma pessoa bem caucasiana somente porque o mesmo tinha o cabelo cacheado quando crescia. Enfim, estou trazendo esse caso porque esse vizinho desfilava para tudo que é de lugar com uma camisa contendo uma suástica enorme estampada nos peitos. Talvez ele se confiasse no dinheiro dos pais, talvez se confiasse na certeza de impunidade no Brasil, mas muito provavelmente deveria já ter um álibi para quando a polícia o pegasse, quem sabe dizer que aquilo era um manji. Pelo menos tem uma coisa boa nessa história, um dia a polícia o pegou, não o deteve preso é claro, mas a polícia chegou sem falar absolutamente nada, só arrancaram a camisa dele, a rasgando com ele a vestindo. Para finalizar esse tópico, essa questão racial é essencialmente estupida e é especialmente estupida no Brasil. Somos uma nação de misturados, qualquer análise genética vai mostrar que todos temos genes de várias origens. Muitas pessoas de pele branca se surpreenderiam ao saber que tem mais genes de origem africana, assim como também encontraríamos pessoas de pele escura com mais genes de origem europeia. 8. Brasil participou minutos da Segunda Guerra. A participação do Brasil nas batalhas da Segunda Guerra Mundial, de fato, não foi tão grande se comparada as participações das grandes potências, mas ainda assim foi uma participação relevante para acelerar o final do conflito. Contudo, seria o esforço de guerra nas batalhas o que justifica a proibição da suástica em algum lugar do mundo? Qualquer análise séria sobre a Segunda Guerra Mundial não leva apenas em consideração os eventos das batalhas militares, pois existe um contexto político. Inclusive envolvendo os anos anteriores ao conflito bélico. No nosso país havia o Partido Nazista no Brasil (PNB), um braço do partido Alemão, que possuía organizações em 17 estados da federação e permaneceu atuando por 10 anos. O partido Nazista dispunha de braços em 83 países diferentes, mas onde detinha mais filiados no exterior era justamente no Brasil. Além do PNB havia a Ação Integralista Brasileira (AIB). Como o PNB só aceitava pessoas que nasciam na Alemanha, coube ao movimento integralista absorver grande parte das pessoas simpatizantes das ideias nazistas. Os dois partidos chegaram ao fim oficial quando Getúlio Vargas com o golpe do Estado Novo extinguiu todos os partidos políticos. Sendo o Getúlio um simpatizante dos líderes autoritários europeus e de suas ideias, impôs a nação muitas das políticas características dessa época. Logo, não é que o Brasil não tivesse preferências desde o início da guerra, é que só se colocou do lado dos aliados por meio de recebimento de vantagens, pressões americanas, e ainda assim somente quando a guerra já parecia ter um vitorioso certo. A influência dessas ideologias perdurou na política do Brasil e ainda tem muita força atualmente. Alguém já esqueceu do Alvim copiando Trechos dos discursos de Goebbels? Um estudo recente informa que atualmente pelo menos 100 mil brasileiros são simpatizantes daquela ideologia. 9. Os verdadeiros budistas não usam suásticas. Minha intenção não é discutir se os verdadeiros budistas usam ou não suástica, mas se os argumentos do Ig0y respondendo essa questão são logicamente válidos. O argumento principal dele é que os contrários à sua ideia estão incorrendo da falácia do verdadeiro escocês. A falácia do verdadeiro escocês consiste em atribuir uma premissa que não corresponde aos fatores que define algo, ou seja, é oferecer uma falsa premissa. Por tanto, é uma especificação da falácia de não se seguir. A questão se resumiria a tratar-se de se o usar ou não da suástica ser uma premissa válida do que define ser um budista. Entretanto, o ig0y fez um mau uso desse argumento e em vez de mostrar que a premissa era falsa utilizou de uma generalização invertida do verdadeiro escocês e ainda para reforçar usou de uma série de falácias de autoridade. A quem pertence à autoridade para dizer quem é budista e quem não é budista? Pertence ao senhor Nakagaki? Por que o Patrux e os seus colegas não podem dizer quem é o verdadeiro budista? O Ig0y é um mamífero, bípede, com um telencéfalo altamente desenvolvido e um polegar opositor, assim como eu, assim como o Patrux, como os amigos do Patrux, como o senhor Nakagaki, e todos os outros seres humanos da terra. O fato de qualquer pessoa dizer algo não torna aquilo automaticamente verdadeiro, como também não torna uma inverdade. Não será porque alguém disse que a gravidade não existe que não exista, e não será porque alguém disse que a gravidade existe que automaticamente já provou a sua existência. Dizer que o Patux ou qualquer outro não possa dizer o que é verdadeiro, é um Argumentum ad verecundiam, uma falácia de apelo à autoridade. Quem é o Ig0y para dizer que não existe paganismo no budismo? Quem é o Ig0y para dizer que o budismo de Oxford é falso? Quem deu ao Ig0y autoridade para dizer quem é um verdadeiro budista? Quem é o Ig0y para dizer o que é verdadeiro? Não estou afirmando que exista paganismo no budismo, nem que o budismo de Oxford seja o verdadeiro budismo, mas é muito interessante ver o Ig0y rogar para se essa autoridade que não permite para outros. Como se somente por se declarar budista o desse esse poder. Mais do que isso, acredita que está refutando alguém utilizando esse argumento. Existe o bem e o mal, existe o bom e o ruim, existe o belo e o feio, e existe a verdade e a mentira. O ig0y não questionou a validade da premissa usada pelo o seu opositor, mas questionou a existência da verdade ao relativizar a questão, dizendo que existem muitas correntes do budismo. A relativização da verdade é o ponto central da filosofia dos sofistas, combatida e refutada desde a antiguidade. O que define ser um escocês? O que define ser um verdadeiro escocês? Certamente tal discussão abriria margem para uma guerra de narrativas, afim de determinar quais seriam as premissas do verdadeiro escocês, cada um defendendo um entendimento diferente oriundo dos seus próprios pontos de vista. Posto que o ser humano é um ser limitado, por isso haveriam diferentes pontos de vista e para cada um existiria um entendimento da verdade, “diferentes verdades”, resultando em diferentes premissas do que é ser um escocês. No entanto, uma verdade limitada é realmente a verdade? Para existir uma verdade limitada (subjetiva), não é necessário que exista uma verdade (objetiva)? Se todas as verdades limitadas forem tidas como a verdade, o resultado será que qualquer ser humano da terra poderia ser chamado de escocês. Se todos são escoceses, quem não é o escocês? Logo, a própria existência do conceito de escocês passaria a não fazer sentido. No entanto, para existir um conceito de escocês é preciso existir um veredeiro escocês. Alguém poderia alegar que o verdadeiro escocês é aquele que o governo da Escócia determina que é escocês, que recebeu cidadania independente de ter nascido lá; o problema com essa premissa é que é uma falácia, pois se sustenta em um argumento de autoridade. Outro alguém poderia argumentar que quem define é o senso comum coletivo de uma nação; mas isso seria um argumento de apelo ao povo, ad populum, a falácia da maioria. Mais outro alguém poderia alegar que a premissa é estabelecida no sentido denotativo da palavra. Será que existe um sentido denotativo para o verdadeiro escocês? Alguém poderia dizer que o veredeiro escocês é o que nasce na Escócia; outro poderia dizer que o verdadeiro é o que tem alguma descendência genética dos escoceses que habitaram a Escócia nos séculos passados; outro poderia discordar dizendo que o verdadeiro escocês é somente quem tiver uma linhagem genética pura; outro poderia dizer que o verdadeiro escocês é qualquer um que tenha a cultura escocesa; outro poderia dizer que o veredeiro escocês é aquele que se sente escocês no coração. Se todos somos homens, então não existem mulheres. Fazendo uma analogia com produtos, existem produtos falsos e verdadeiros, produtos de marca e piratas, produtos originais e similares, produtos iguais e parecidos. Será que o simples fato de alguém se dizer budista o faz dele um budista verdadeiro? Ou será que o verdadeiro é quem o Ig0y declarar que seja? Eu posso dizer que sou budista? Todos somos budistas? Ninguém é budista? Quem é o verdadeiro budista? 10. O crescimento daquela ideologia. Não parece que a pessoa que trouxe esse argumento estivesse falando em um crescimento vegetativo, para o Ig0y argumentar que a população está crescendo e que somos oito bilhões. Não é como um pai que seja adepto daquela ideologia e que tenha vários filhos, transmita para eles essas ideias como se transmite os genes. Esse tipo de crescimento geracional não é o da preocupação real da sociedade e não é o padrão observado. O mais comum são pessoas de uma mesma família, descendentes ou ascendentes, tenham orientações ideológicas distintas a do parente que seja adepto dessa visão. Também não faz sentido falar somente em crescimento absoluto dos adeptos daquilo em vez de proporcional ao da população total, ou pelo menos absoluto e proporcional. Primeiro porque não é essa a constatação que os estudos indicam. Segundo porque não existiria a percepção de crescimento e não aumentaria a relevância dos mesmos. Outro ponto nessa questão de crescimento é que não existe um meio-termo para um crescimento proporcional, no qual permita a afirmação do Ig0y de que tudo está crescendo. Posto que não existe um meio racista, uma pessoa ou é racista, ou não é. Não pode o antirracismo crescer proporcionalmente e o racismo também. Nessa questão não tem centro, não tem apolítico para crescer nele. Não existe centro entre o racismo e o não racismo, como não existe uma pessoa que não seja uma coisa nem outra. Em abril deve sair o resultado do censo, que foi realizado no ano passado. No entanto, todos os indicadores já estão demonstrando que o Brasil está desacelerando em crescimento absoluto populacional, chegando a uma quase estagnação e se espera que muito em breve esteja em decrescimento populacional, se não já o estiver. Na Europa inteira, mais as Américas, mais a Oceania, mais os países desenvolvidos do leste asiático, mais a Rússia e até a China já entraram no inverno populacional. Todos esses estão com taxa de natalidade abaixo da de reposição, enfrentando diminuição populacional nativa ou prestes a enfrentar. Por tanto, os países onde o homem branco está mais presente enfrentam esse problema e é a população branca desses países é a que menos tem filhos. No ano passado, pela primeira vez na história a China registrou uma diminuição populacional em relação ao ano anterior, e a taxa de natalidade baixa hoje é uma das maiores preocupações do Partido Comunista Chinês. A população mundial total cresce somente por conta da África, dos países de maioria islâmica e por conta da Índia. Será que é lá nesses países que estão tendo crescimento populacional real, que cresce aquela ideologia? A Europa só mantém uma quase estagnação, com crescimento populacional total de míseros 0,06% ao ano por conta da fortíssima imigração que recebe. O mesmo vale para diversos outros países desenvolvidos como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, estão tendo crescimento minúsculo e somente por conta da imigração recebida. No Japão e na Coreia, mesmo com as imigrações que recebem estão em declínio populacional em termos absolutos. O único diferente dos ricos é o Estados Unidos da América, que também está com a população nativa em forte declínio, mas a fortíssima imigração é tão alta que mantém um crescimento populacional total considerável. Na Europa o problema com o crescimento daquela ideologia é mais acentuado por várias razões. A Europa recebe muita imigração islâmica, essa população tende a ter forte inflexibilidade a se adaptar a cultura Europeia, o que tem gerado grandes choques culturais e o sentimento da população nativa é de morte de sua identidade, morte de suas nações, e o medo do fim do homem branco. Somem a isso fatores históricos, um grande contingente de população branca, crises econômicas, grande endividamento de países. Os países europeus antes mesmo de outros países desenvolvidos já apresentavam baixíssimas taxas de natalidade, ou seja, grande proporção da população europeia é de imigrantes ou de filhos recentes deles. Resultando em um terreno fértil para as ideias supremacistas que tem crescido por lá de forma alarmante. Por último, o argumento da internet, o mais típico do professor de ensino médio e o que serve de desculpa para tudo. Primeiramente porque o acesso à internet é tão abrangente no Brasil a quase uma década, que não seria um grande exagero dizer que é praticamente universal há um bom tempo. Se essa é a realidade do Brasil que é um país pobre de terceiro mundo, imagine como é a realidade dos países ricos e desenvolvidos. Também posso dizer que a internet facilita propagar qualquer ideia, inclusive as ideias antirracistas que não podem estar crescendo se as racistas o estão, por motivos que já falei anteriormente. O máximo que tem como aceitar é que o engajamento e radicalização de todos os lados possa estar crescendo, mas não é somente nisso que aquelas ideias estão crescendo. Essas ideias cresceram muito mais rápido e fácil no início do século passado, quando nem televisão existia. Internet não mata pessoas, pessoas é que matam pessoas. Como O Ig0y não falou nada da complacência a qual foi acusado face o crescimento, senti que ele tangenciou negando a existência de um crescimento. Ou seja, criou um espantalho e ficou batendo nele. 11. Quem computa os crimes? Não vou ser repetitivo, já enviei um monte de matérias jornalísticas de imprensa séria, com dados da polícia federal, com dados de agências do governo, com dados de pesquisas acadêmicas, com dados de ONGs. Com isso não estou dizendo que por serem essas as fontes seja automaticamente a verdade e que os dados não possam ser questionáveis. Entretanto, ficar desqualificando a fonte (o argumentador) perguntando quem computa isso, em vez de atacar os argumentos, é uma falácia (Argumentum ad hominem). Até porque eram a polícia e as agências do governo Bolsonaro dando dados de aumento sobre essas coisas. A quem interessava no governo aumentar esses números? Isso parece algo suspeito? Não é nem um pouco plausível ficar levantando esse tipo de argumento. Também não é como se isso estivesse ocorrendo somente no Brasil, os aumentos são registrados em todo o ocidente por instituições muito mais credenciadas e serias do que as brasileiras. Quais são as probabilidades de todas elas estarem falseando dados e envolvidas em algum tipo de complô internacional? Atacar a metodologia poderia ser um argumento valido, mas o Ig0y faz isso com uma alegação sem fundamento. Parafraseando: que essas instituições enquadram o uso do manji (suástica quando usada para fins religiosos) como crimes de apologia. Não, assim não, pelo amor de Deus, não vá na vera não. Será que aumentou tanto o número de budistas no Brasil usando esse símbolo, que a polícia tem ido até as sangas investigar? É meio obvio que a polícia e o governo não contabilizam isso como apologia. Algumas das reportagens que procurei falavam quais eram os critérios e não deixavam margens para esse tipo de confusão, em uma delas até especificou que não consideravam o manji para fins religiosos. Pior do que isso é somente a suposta prova dada por Ig0y dos erros metodológicos, que para começar não tem nada relacionado com apologia a aquela ideologia, mas com assassinato de mulheres. Para quem não sabe a Lei nº 13.104/15 que determina o que é feminicídio, define como tal a discriminação de gênero (Art. 1º, § 2º-A, II) ou violência doméstica (Art. 1º, § 2º-A, I). Questionar a metodologia dizendo que está errada por contarem um crime de violência doméstica em conformidade com a lei que tipificou o feminicídio é uma tremenda de uma pérola. 12. A cruz de Pedro. Desconheço que cristãos queiram resgatar esse símbolo fazendo uso dele, pelo simples fato de que não precisa ser resgatado. Pertence à tradição Católica não bíblica o relato que Pedro teria sido crucificado de cabeça para baixo, é um símbolo de Pedro, não de Cristo e o único na Igreja Católica que roga para se ser o sucessor apostólico de Pedro é o papa. O papado nunca deixou de utilizar esse símbolo e não me parece fazer sentido outra pessoa além do papa querer usar o seu símbolo. O relato mais antigo encontrado do registro sobre como Pedro morreu pertence ao teólogo Orígenes (185 – 253). Os satanistas na idade média adotaram o uso da cruz de cabeça para baixo por um motivo bem simples, o significado obvio de um Cristo invertido. As pessoas comuns não utilizavam a cruz invertida antes mesmo dos satanistas utilizarem, pela óbvia mensagem que passariam, também porque nunca foi o símbolo da cristandade e porque sempre houve um símbolo bem maior. 13. O intolerante Karl Popper. Eu gosto do paradoxo da intolerância e entendo a origem dele, o qual é uma releitura e uma defesa da lei de talião para um caso mais específico; olho por olho, dente por dente, intolerância por intolerância. Por mais que eu goste dessa lei, há um erro no entendimento de muitos, posto que não se faz justiça com as próprias mãos, isso nem ao menos é justiça. Cabe apenas ao estado e em última instância a Deus, o julgamento e a aplicação da lei. Ao povo cabe a tolerância e o perdão. Se alguém roubar, se rouba de volta? Se alguém matar, se mata de volta? Um erro não justifica outro. 14. Ig0y raivoso. Se tem uma promessa de mal, não precisa ser apenas diretamente contra o outro, mas se tiver intensão de provocar algum tipo de dolo, isso é problemático. Quando o Ig0y fala para as suas contrapartes a agradecerem por ele só colocar um processo. O que ele estava dizendo com isso? O que mais do que um processo poderia fazer? Isso é uma ameaça? Quando o Ig0y afirma que procurará o empregador do Patrux para fazê-lo ser demitido, isso não constitui em uma ameaça? Se o Ig0y de fato conseguisse provocar esse dolo ao Patrux, no que isso caracterizaria? Fazendo um exercício mental sobre o Ig0y ir atrás do empregador do Patrux. De quanto seria o custo disso, uns 4 mil, 5 mil, 6 mil reais? O Ig0y teria dinheiro para gastar assim? Será que isso valeria a pena? O ig0y sabe se quer onde o Patrux reside para achar o seu emprego, ou se quer o processar? Caso encontrasse o emprego, quem garante que o Patrux trabalhe em uma empresa pequena para ter um patrão? Se for uma empresa grande, quem garante que o Ig0y passaria da entrada? Quem disse que empresas grandes se incomodam com a vida dos funcionários? Mesmo que seja uma empresa pequena, mesmo que o Ig0y consiga falar com o patrão do Patrux, mesmo que ele se importe com isso, quem garante que ele não vá dar apoio ao Patrux? Quem disse que tem como o Ig0y colocar algo no LinkedIn do Patrux? Quem disse que o Patrux tem LinkedIn? Quem usa LinkedIn? Isso era coisa para ser levado a sério? Por fim o Ig0y chama um rapaz para o conhecer fazendo gesto com a mão fechada. Isso não foi mais uma ameaça? |
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Tiago_Vaz_007 | Jan 15, 2023 6:41 AM
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Thipok11 | Dec 10, 2022 4:46 PM
Vou mendigar aqui um pouco, então já peço perdão adiantado. Eu tenho um canal de Homem-Aranha no YouTube, chamado Clarim-Aranha. Se você for fã do Homem-Aranha e gosta do personagem, eu ficaria muito grato que você desse uma visita, tenho certeza que pode gostar de algum conteúdo! Se não, agradeço pela amizade aqui no MAL de qualquer forma! Obrigado!
Link do canal: https://www.youtube.com/@ClarimAranha |
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Tiago_Vaz_007 | Sep 21, 2022 12:13 PM
Respondendo ao vídeo do Alê sobre cyberpunk: Edgerunners.
https://www.youtube.com/watch?v=ySJw93TOuk8 1. Origem do anime ser um jogo e a motivação de existir ser a divulgação do mesmo. Pelo tom usado com intuito claramente pejorativo, essas colocações realizadas pelo Alexandre da origem foram feitas de modo desnecessário, formando um argumento duplamente falacioso. Para ser mais especifico, são duas falácias genéticas que consiste em aprovar ou desaprovar algo baseando-se unicamente em sua origem. Pelo o anime ter como fonte original um jogo isso faz dele necessariamente algo ruim? Fazer um anime com a motivação de promover um jogo (para ganhar dinheiro) atingindo mais público, vai fazer dele necessariamente algo ruim? Acaso o Alexandre faz conteúdo na internet para arrecadar dinheiro e mandar para instituições carentes na África sem que ninguém saiba? Se eu estiver equivocado e o Alexandre for uma alma desapegada a bens materiais, uma pessoa caridosa, avisem que enviarei o número de minha conta bancária para receber muitos dólares de doação, porque morar no Brasil não está fácil. Todo mundo sabe que a patrulha do politicamente correto odeia que empresas que produzam algo possam estar cometendo o “sacrilégio” de ganhar dinheiro em troca dos seus bons serviços prestados. 2. Muito seca a morte da mãe do protagonista. Eu concordo que não existe um melodrama intenso nessa morte, o protagonista não cai de forma amargorosa, desesperadamente choroso, mas nem poderia pela a situação já terrível que ele se encontrava e porque não iria condizer com a proposta do anime. No entanto, isso não significa que não houve um toque dramático, que não foi trabalhada a relação de afeto entre os personagens, para daí alguém estapafurdiamente afirmar que foi uma morte muito seca (não sentida). Quando na verdade a raiva, a angustia, a humilhação, a incapacidade, a frustação, os gestos cabisbaixos muitas vezes expressão melhor a tristeza do que excessos de lagrimas. O primeiro episódio é um dos melhores, quiçá o melhor, e um dos grandes motivos para isso é justamente o drama com todos os problemas que esse incidente traz ao protagonista, dando uma perspectiva ao público de muito conteúdo na obra. É uma morte totalmente inesperada, fugaz, vítima da violência urbana, com duras e ótimas críticas ao sistema de saúde, ao sistema onde pessoas sem moral só visam o dinheiro e não dão outros valores a vida. Várias dessas mensagens são passadas nas partes: de negligencia do resgate por falta de ter um plano de saúde; no médico que trata as pessoas menos favorecidas aparecer vestido de açougueiro; nas condições da instalação hospitalar; no tratamento vendido de uma “boa recuperação” para arrancar todos os recursos e oferecer ao garoto logo em seguida a notícia do falecimento da mãe. Entendo quem argumente que seria melhor trabalhar isso em dois episódios para a situação ficar ainda mais dramática, apesar de que eu não concorde, posto que o ritmo ficaria muito lento e não causaria o imprescindível impacto inicial que os primeiros minutos da obra precisavam oferecer. O que eu não entendo é alguém ter a ousadia de fazer um vídeo dizendo que essa obra é vazia, que é sem mensagens, que é sem conteúdo, que não quer dizer nada, quando desde os primeiros momentos e a todo instante grita o contrário. Aproveitando o gancho, ainda dentro do primeiro episódio, vale destacar a mensagem que o anime passa sobre o preconceito que o David sofre, bullying escolar. Sendo perseguido, agredido, ameaçado, para forçá-lo a sair da acadêmia, em virtude que colegas abastados não aceitam a presença de alguém que não fosse da mesma classe social frequentando seus mesmos ambientes. Uma obvia crítica social de um dos temas mais recorrentes nesse gênero que é a desigualdade social com um toque da vertente de segregação. 3. Depois do episódio seis o anime começa a parecer querer trabalhar personagens para dar uma lição de moral, o que não parece uma boa decisão porque não estruturava isso. Não discuto sobre a existência de uma mudança na história e na estrutura da trama, todavia discordo profundamente que o anime não vinha antes trabalhando os personagens, e que só a parti daquele momento passou a desenvolver “uma lição de moral”. O que temos é um salto no tempo e passamos da ótica do protagonista fragilizado tentando encontrar seu espaço no mundo, para alguém forte que assumia responsabilidades sobre outros, tomando o papel de liderança e se deparando com outros problemas. Logo, o anime precisava retrabalhar o David (protagonista) devido as transformações que sofreu, mas isso não quer dizer que o personagem não era trabalhado. Também se aprofunda no passado da Lucy (coprotagonista), porém todos os demais personagens continuaram na mesma, a não ser pelo o número reduzido de secundários favorecer a maior interação e o maior destaque dos que sobraram. Os quatro últimos episódios têm menos tempo de tela que os seis primeiros, e usam muito do que lhes tem com cenas de ação, então não posso nem dizer que houve maior foco no desenvolvimento dos personagens com coisas cotidianas. O que de fato houve foi uma mudança de perspectiva, se antes era preciso apresentar personagens, agora é preciso explorá-los, com seus amadurecimentos e dificuldades. O Alexandre quando fala de personagens afirma ser principalmente do David, e de fato eu tenho críticas negativas em alguns pontos ao trabalho que foi dado a esse personagem, sobretudo depois da passagem de tempo, mas são pontos totalmente diferentes dos dadas por ele. Posto que o Alexandre absurdamente acredita que o anime quer abordar a temática de drogas e que a lição de moral que foi construída é sobre isso. Digamos ainda assim que fosse sobre isso, mas desde o início o anime fala sobre as drogas levando a loucura os cyberpunks e não somente a partir da virada para afirmar que não foi estruturado, que não foi trabalhado. Também nenhuma lição de moral foi tentada tirar disso, existe uma diferença entre um elemento narrativo de uma abordagem temática. Em contraste o que me desagrada no protagonista, é dele trocar partes orgânicas do corpo por partes mecânicas de uma forma que acredito que ninguém faria isso. Uma coisa é alguém perder um membro e substituí-lo por algo mecânico, outra coisa é alguém substituir todo o corpo por partes mecânicas sem ser obrigado. O seu primeiro implante ok, foi justificado no anime e nem substituiu nada em seu no corpo, mas o restante dos implantes não teve o mesmo tratamento narrativo. Não gosto desse conceito de substituição, pois me parece incoerente, me faz perder a empatia pelo personagem, não consigo me ver nele e o leva ao Vale da Estranheza. O que eu vejo de pior na obra são esses pontos que levantei do protagonista, é o motivo de eu não oferecer uma nota dez, mas não um cinco como Alexandre Esteves e sim com justiça dar pelo menos uma nota nove. Visto que a obra não deixa de ser divertida por conta disso, não deixa de ser extravagante, não deixa de ser espontânea. O anime também nunca se propôs a ser extremamente complexo, mas tão pouco se propôs a ser algo bem simples ao nível que um incauto conseguisse ter a capacidade de entender e apreciar. 4. Os quatros últimos episódios, não acrescentaram nada, o anime continuou vazio. Os últimos episódio tem um maior desenvolvimento de mundo, isso é muito importante para termos um maior entendimento de como funcionava aquela sociedade e assim dando ao anime a possibilidade de fazer uma crítica ao sistema. Parte dessa crítica é clássica porque é inerente ao gênero ser anti-sistémico, porém ganha contornos mais próprios pelos os governantes desse mundo serem duas corporações tecnológicas rivais que tentam se destruir de todas as formas. O futuro distópico em Cyberpunk não é fruto de uma guerra ou do controle direto de maus governos, mas do monopólio do capital financeiro de uma sociedade extremamente materialista, hedonista e em vias de superar a humanidade. O que nos traz algo atual, diferente de vários outros do gênero que foram criados em épocas vividas sobre o medo de guerra nuclear e regimes totalitários. Ainda dentro dessa crítica com a ampliação que os últimos episódios nos oferecem é possível também entender como essas empresas controlam tudo e todos, se aproveitando das pessoas e as usando de forma sórdidas para seguir seus próprios propósitos. Outro ponto que a segunda parte aborda acrescentando a primeira de modo a se fazer necessária, é elevando o conceito filosófico de transgressão corporal visto principalmente no David. O qual tem ampliadas as suas capacidades de transgredir regras ao substituir partes do corpo por melhoramentos tecnológicos, fazendo uma crítica de até onde a humanidade seria capaz de acompanhar as maquinas e de se manter no controle, mesmo com alguém que seja especial. O principal ponto que a segunda parte se faz necessária é para desenvolver e dar os desfechos a temática central da obra. Ao contrário do que o Alexandre Esteves supôs a obra não fala sobre drogas, a mensagem central que está presente nos dilemas dos principais personagens e faz a trama andar é sobre propósitos (sobre sonhos), as coisas que movem as pessoas. Ou seja, o anime trata indiretamente de uma das perguntas filosóficas mais antigas. Qual é o motivo da vida? Por que eu existo? O anime também não busca oferecer uma resposta objetiva e impessoal para essa grande indagação e sim tratar das origens desses propósitos (sonhos). Logo no segundo episódio o anime mostra que o propósito da Lucy é ir para a Lua, mas só no sétimo episódio com o passado dela revelado é que entendemos que a mesma foi criada para servir os propósitos (os sonhos) de outros (da companhia). Seus amigos perderam a vida pelos sonhos da companhia, diante disso a Lucy percebeu que aconteceria o mesmo com ela, e se indagou de que se vamos morrer por que não ir atrás dos nossos próprios sonhos. Então o propósito de ir a Lua da Lucy é o de ser livre para ter os seus próprios propósitos (sonhos). O que é um completo oposto do David que não tem um propósito próprio e seu propósito é o de fazer com que os sonhos dos outros sejam realizados, primeiro o da sua mãe, depois o do seu mentor, e em seguida da sua amada. Isso é profundo, é sublime, é fenomenal e faz uma referência ao clássico dos clássicos cyberpunk Ghost in the Shell, onde o casal de protagonista também são espelhos um do outro, são o inverso um do outro que se complementam como o Yin e o Yang. É muito fascinante a Lucy refletir que perder a vida pelos sonhos dos outros não pode ser o motivo da vida, pois querer viver para morrer é contraditório, mas ao mesmo tempo ela só pode realizar isso com o David perdendo a vida dele pelo propósito dela. O David de certa forma aparecer na Lua no final, isso é mais do que uma referência, isso é mais do que uma parte romântica, porque o propósito do David era realizado no propósito dela, logo ele estava lá. Um último adendo, talvez o único sonho que seja realmente seu, seja o de buscar que exista o seu próprio sonho, o autor ter percebido isso e colocado na obra esse conceito me deixa tremendamente satisfeito. Foi genial! Arrebatador! Merece aplausos de pé! Por fim nessa questão do porque da segunda parte se fazer necessária. Os demais personagens não têm um desenvolvimento significativo para sabermos exatamente qual a motivação deles além de ganhar dinheiro e acender socialmente. No entanto, é importante trabalharem as relações entre esses personagens para abordarem coisas que ponham em xeque conceitos como confiança, respeito, amizade, lealdade, tudo dentro de uma ótica individualista sem escrúpulos e extremamente materialistas dessa sociedade. |












