Lucas's Reviews > How Democracies Die: What History Reveals About Our Future
How Democracies Die: What History Reveals About Our Future
by
by
Estou tentando evitar ler livros de lançamento recente, mas o livro do Levitsky foi incluído na lista de leituras de um grupo de estudo que participo :/
Bom, esse é um daqueles livros que é pequeno, mas poderia ser menor. O livro fica maior que o necessário porque cobre muitos episódios conhecidos da história - sobretudo da história americana - que poderiam ter sido apenas citados sem maiores explicações. O argumento básico do livro poderia ter sido feito no espaço de um ensaio. Não precisaria mais do que isso para dizer que a democracia exige aderência por parte dos atores políticos a regras não escritas relacionadas a 1) tolerância mútua: aceitar seu adversário como legítimo; 2) auto-controle institucional: não utilizar o poder institucional de forma abusiva e oportunista.
Além do argumento central, outras duas discussões presentes no livro me chamaram atenção. O primeiro é que o livro mostra que, em geral, a degeneração da democracia segue um padrão. Líderes autocratas começam com um ataque aos árbitros (e.g., suprema corte), alijam potenciais adversários e, finalmente, mudam as regras do jogo. Levitsky argumenta que, além de levar as ameaças de potenciais autocratas a sério, devemos ficar atentos a eventual adesão de governantes a esse script e, ao resistir, sempre priorizar o uso de recursos democráticos.
Um segundo ponto interessante é que Levitsky associa o aumento da polarização partidária nos EUA à consolidação da projeção da clivagem racial no sistema de representação. Isso é muito interessante pois dialoga com outras interpretações a respeito da democracia americana no pós-guerra. Em particular, vi muitas similaridades com a visão de Paul Krugman apresentada no livro The Conscience of a Liberal.
***
Nota 1: O livro deve incomodar leitores muito identificados com o partido republicano moderno. Levitsky tem uma visão muito pró-Democrata e coloca a culpa pela degeneração da democracia americana quase toda nos republicanos.
Nota 2: Quem está preocupado com o novo presidente no Brasil vai ganhar mais motivos para ficar preocupado ao ler esse livro. Por outro lado, ao mostrar casos em que a resistência democrática produziu frutos duradouros, o livro também oferece esperança para o futuro.
Bom, esse é um daqueles livros que é pequeno, mas poderia ser menor. O livro fica maior que o necessário porque cobre muitos episódios conhecidos da história - sobretudo da história americana - que poderiam ter sido apenas citados sem maiores explicações. O argumento básico do livro poderia ter sido feito no espaço de um ensaio. Não precisaria mais do que isso para dizer que a democracia exige aderência por parte dos atores políticos a regras não escritas relacionadas a 1) tolerância mútua: aceitar seu adversário como legítimo; 2) auto-controle institucional: não utilizar o poder institucional de forma abusiva e oportunista.
Além do argumento central, outras duas discussões presentes no livro me chamaram atenção. O primeiro é que o livro mostra que, em geral, a degeneração da democracia segue um padrão. Líderes autocratas começam com um ataque aos árbitros (e.g., suprema corte), alijam potenciais adversários e, finalmente, mudam as regras do jogo. Levitsky argumenta que, além de levar as ameaças de potenciais autocratas a sério, devemos ficar atentos a eventual adesão de governantes a esse script e, ao resistir, sempre priorizar o uso de recursos democráticos.
Um segundo ponto interessante é que Levitsky associa o aumento da polarização partidária nos EUA à consolidação da projeção da clivagem racial no sistema de representação. Isso é muito interessante pois dialoga com outras interpretações a respeito da democracia americana no pós-guerra. Em particular, vi muitas similaridades com a visão de Paul Krugman apresentada no livro The Conscience of a Liberal.
***
Nota 1: O livro deve incomodar leitores muito identificados com o partido republicano moderno. Levitsky tem uma visão muito pró-Democrata e coloca a culpa pela degeneração da democracia americana quase toda nos republicanos.
Nota 2: Quem está preocupado com o novo presidente no Brasil vai ganhar mais motivos para ficar preocupado ao ler esse livro. Por outro lado, ao mostrar casos em que a resistência democrática produziu frutos duradouros, o livro também oferece esperança para o futuro.
Sign into Goodreads to see if any of your friends have read
How Democracies Die.
Sign In »
Reading Progress
February 6, 2019
–
Started Reading
February 6, 2019
– Shelved
February 13, 2019
–
Finished Reading

